segunda-feira, abril 02, 2007

Mitos do futuro próximo: os Klaxons e o buzz todo à volta

Os Klaxons chamaram-me a atenção com "Golden Skans", mas foi a audição de "Magick", single lançado ainda no ano passado - e que só ouvi a semana passada - que me fez tomar a decisão de adquirir o disco. "Myths of The Near Future" foi editado em Janeiro deste ano, já com um buzz - apercebi-me mais tarde - enorme à volta, que aumentou ainda mais depois da saída do álbum. Buzz que se justifica, na minha opinião; este é um álbum viciante: faixas como "Atlantis To Interzone" fazem perceber porque é que tanta gente (ansiosa por colocar etiquetas, determinar categorias musicais, criar géneros e sub-géneros) se refere aos Klaxons como new rave. A ter de haver alguma categoria em que se insere este álbum de estreia, e como se percebe da audição de todo o trabalho, que tem mais a ver com faixas como "Magick" do que "Golden Skans", poderá ser quaquer coisa entre o já de si abrangente indie e a mui generalista pop. Mas as designações são sempre hilariantes, e sou adepto do "quanto mais longas, melhor". Por isso, em oposição ao que apoarece no MySpace da banda (Psychedelic / Progressive / Pop), prefiro a descrição da HMV, que os define como acid-rave sci-fi punk-funk. Há que gostar de um palavrão destes.

Outro factor de interesse acrescido para esta banda inglesa é o conteúdo das suas letras, em particular "As Above, So Below", que contém referências directas à obra-prima de outro inglês, Grant Morrisson, "The Invisibles" (a propósito: acabei de ler os três paperbacks de "Animal Man", que só conhecia parcialmente, e estou siderado com a excelência do trabalho de Morrisson e as capas de Brian Bolland).

"Totem On The Timeline" e "It's Not Over Yet" são temas que estou certo farão a delícia dos fãs de, por exemplo, Strokes ou Placebo (salvo as devidas distâncias), enquanto que "Isle of Her" e "Forgotten Works" apostam em ambiências mais electrónicas e sonoridades muito marcadas por um baixo cavo e simplista à la 80's. Diz que ao vivo estes ingleses estabeleidos em Londres dão mais do que conta do recado, em espectáculos que são simultaneamente um regalo para os timpanos e para os olhos, factor que muito tem contribuido para o verdadeiro culto à sua volta que se gerou no underground. A confirmar no próximo Super Rock. E um disco a fazer rodar até à exaustão. Fiquem com o link para o website da banda, psicadélico e no limite do bom-gosto (já para lá disso, na verdade), e com o perturbante e simbólico video de "Magick", talvez o meu tema favorito de todo este primeiro longa-duração.

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