E o Doctor Who, tem mesmo diploma, ou quê?
Alegria, alegria - as noitadas passadas em frente ao computador a escrever a série do Regicídio tiveram hoje uma pequena recompensa na forma desta espantosa edição do DOCTOR WHO. Já nem me lembrava de ter feito a encomenda, por isso, quando chegou, senti-me como se tivesse acabado de ganhar o jackpot do euro milhões. Com a diferença de que não tinha amealhado 100 milhões de euros, o que, a nível de sensação, ainda é capaz de ser diferentezinho.
Trata-se da caixa exclusiva da Amazon UK com a 2.ª temporada (da nova leva; portanto 28.ª no global) daquela que é por muitos considerada a melhor série de todos os tempos. A haver exagero, justifica-se: estamos a falar de uma série que esteve em exibição na BBC de 1963 a 1989 (com um segundo telefilme em 1996); mais de 600 episódios onde nasceram ideias e conceitos que são, ainda hoje, copiados, imitados, remisturados e citados. Só para terem uma ideia: num dos episódios clássicos, circa 1970, há personagens capazes de transitar para um mundo virtual, onde lhes basta pensar numa arma para que esta se materialize nas mãos. Título do episódio: "The Matrix". Era ou não era de agarrar nos Wachowski e enchê-los de tomate podre no lombo durante uma tarde inteira? Pois era. Resta-lhes a glória de terem feito, como já aqui disse uma vez, alguns dos planos mais grandiosos da história do cinema - e refiro-me claro está aos planos do rabo de Monica Bellucci. Mas estou a dispersar-me.
Em 2005, a série DOCTOR WHO foi ressuscitada e a BBC começou a produzir novos episódios. Esta caixa com o rosto de um Cyberman contém a 2.ª temporada deste regresso, e é a primeira com o 10º Doctor, David Tennant, estrela também da 3.ª temporada que estreou no Reino Unido há coisa de duas semanas e pulverizou as audiências.

Apesar de muito pouco divulgada por cá, no Reino Unido e nos EUA DOCTOR WHO já passou para além do estatuto de culto e tornou-se uma instituição. Conceitos como viagens no tempo e transmigrações, consciências colectivas de híbridos de homem e máquina, juventude eterna e vida depois da morte; questões filosóficas trajadas de sci-fi com produção digna de série B, apresentadas com fleuma e humor por um personagem desconcertante e misterioso, às vezes criançola, às vezes um deus.
As novas séries mantêm a fasquia dos guiões e dos conceitos apresentados bastante alta, e conseguem um equilíbrio entre as mais recentes tecnologias CGI e os tradicionais modelos reais, que aqui não atingem o sublime "mau" que as caracterizava (antes pelo contrário, há alguns efeitos bastante bem sucedidos, e nota-se que as séries têm uma produção muito superior ao que acontecia no passado), mas também não são tão "rock'n'roll" que passem aos velhos fãs a sensação de que há demasiados meios para o que deveria ser um episódio do DOCTOR WHO. Tarefa que, convenhamos, não é nada fácil.
Próxima aquisição obrigatória são os episódios escritos pelo enorme Douglas Adams, antes mesmo de ter escrito o genial "The Hitchhiker's Guide To The Galaxy".
Para quem não faz a mínima ideia do que é que eu estou a falar, aconselho vivamente a pesquisa neste guia de principiantes, e depois uma vista de olhos na página dedicada às séries actuais. E, mais importante ainda, não se esqueçam que todas as segundas-feiras o People & Arts exibe às 21h30 - em ponto; não seguem portanto a tendência das generalistas - episódios da primeira destas novas temporadas, com Christopher Eccleston (curiosidade: Eccleston entrou em cinco episódios de "Heroes").
Para abrir o apetite, vejam este trailer feito recentemente por um fã com imagens de "The Hand of Fear", de 1975 ou 76, quando o Doctor era interpretado por Tom Baker (esse mesmo, o narrador de "Little Britain"), que vestiu a pele do personagem durante 7 anos...
Trata-se da caixa exclusiva da Amazon UK com a 2.ª temporada (da nova leva; portanto 28.ª no global) daquela que é por muitos considerada a melhor série de todos os tempos. A haver exagero, justifica-se: estamos a falar de uma série que esteve em exibição na BBC de 1963 a 1989 (com um segundo telefilme em 1996); mais de 600 episódios onde nasceram ideias e conceitos que são, ainda hoje, copiados, imitados, remisturados e citados. Só para terem uma ideia: num dos episódios clássicos, circa 1970, há personagens capazes de transitar para um mundo virtual, onde lhes basta pensar numa arma para que esta se materialize nas mãos. Título do episódio: "The Matrix". Era ou não era de agarrar nos Wachowski e enchê-los de tomate podre no lombo durante uma tarde inteira? Pois era. Resta-lhes a glória de terem feito, como já aqui disse uma vez, alguns dos planos mais grandiosos da história do cinema - e refiro-me claro está aos planos do rabo de Monica Bellucci. Mas estou a dispersar-me.
Em 2005, a série DOCTOR WHO foi ressuscitada e a BBC começou a produzir novos episódios. Esta caixa com o rosto de um Cyberman contém a 2.ª temporada deste regresso, e é a primeira com o 10º Doctor, David Tennant, estrela também da 3.ª temporada que estreou no Reino Unido há coisa de duas semanas e pulverizou as audiências.

Apesar de muito pouco divulgada por cá, no Reino Unido e nos EUA DOCTOR WHO já passou para além do estatuto de culto e tornou-se uma instituição. Conceitos como viagens no tempo e transmigrações, consciências colectivas de híbridos de homem e máquina, juventude eterna e vida depois da morte; questões filosóficas trajadas de sci-fi com produção digna de série B, apresentadas com fleuma e humor por um personagem desconcertante e misterioso, às vezes criançola, às vezes um deus.
As novas séries mantêm a fasquia dos guiões e dos conceitos apresentados bastante alta, e conseguem um equilíbrio entre as mais recentes tecnologias CGI e os tradicionais modelos reais, que aqui não atingem o sublime "mau" que as caracterizava (antes pelo contrário, há alguns efeitos bastante bem sucedidos, e nota-se que as séries têm uma produção muito superior ao que acontecia no passado), mas também não são tão "rock'n'roll" que passem aos velhos fãs a sensação de que há demasiados meios para o que deveria ser um episódio do DOCTOR WHO. Tarefa que, convenhamos, não é nada fácil.
Próxima aquisição obrigatória são os episódios escritos pelo enorme Douglas Adams, antes mesmo de ter escrito o genial "The Hitchhiker's Guide To The Galaxy".
Para quem não faz a mínima ideia do que é que eu estou a falar, aconselho vivamente a pesquisa neste guia de principiantes, e depois uma vista de olhos na página dedicada às séries actuais. E, mais importante ainda, não se esqueçam que todas as segundas-feiras o People & Arts exibe às 21h30 - em ponto; não seguem portanto a tendência das generalistas - episódios da primeira destas novas temporadas, com Christopher Eccleston (curiosidade: Eccleston entrou em cinco episódios de "Heroes").
Para abrir o apetite, vejam este trailer feito recentemente por um fã com imagens de "The Hand of Fear", de 1975 ou 76, quando o Doctor era interpretado por Tom Baker (esse mesmo, o narrador de "Little Britain"), que vestiu a pele do personagem durante 7 anos...
...e vejam também este trailer da 3.ª temporada (29.ª, na verdade), já com o 10º Doctor, David Tennant.



13 comentários:
Que inveja! Adoro o Doctor Who desde que descobri a série antiga na BBC Prime - num episódio, aliás, em que o John Cleese fez um cameo genial. Adorava as histórias, e por qualquer motivo sentia um especial apreço pelo ar "low-tech" dessa fase - por qualquer motivo, o Ed Wood vinha-me sempre à memória em cada cenário ou efeito especial de toque "artesanal"...
Ainda não vi o suficiente da série nova para poder dar uma opinião concreta, mas do pouco que vi gostei. Tenho pena do Christopher Eccleston só ter feito uma temporada, porque o 9º Doctor parece-me cheio de potencial (de qualquer maneira, uma temporada já foi mais do que um telefilme como no caso do 8º, não é?). Porém, do que já ouvi de amigos meus, parece que vale a pena ver a prestação do David Tennant.
Ena! Começava a pensar que, com a excepção das pessoas iniciadas na série por mim, eu era o único fã português do bom Doutor! :) Presumo que tenhas a caixa da primeira temporada em forma de Tardis, claro... :)
Já agora, a segunda temporada, para mim, fica bastante áquem da primeira. O David Tennant é muito bom como Doctor, mas a temporada em geral é algo desiquilibrada em termos de qualidade. Isto dito, os dois ultimos episódios,bem como o díptico Impossible Planet/The Satan Pit e também o The Girl In The Fireplace são clássicos, a meu ver...
E a nova temporada também está a ser muito boa... :)
ohpá... eu não era fã... mas do que vi, acho que vou começar a ser!! TAMBÉM QUERO!!!! :)
Há muito que sou fã da série, mas pese embora a mais recente encarnação tenha bons valores de produção e guiões bem urdidos, acho o Tennant fraquinho no papel do bom doutor. Continuo a preferir o Jon Pertwee e o Tom Baker, não descurando o recente Christopher Eccleston, que curiosamente é o "Homem Invisivel" do "Heroes", e que tem na Rose Tyler (a actriz Billie Piper) a companheira mais babealicious de sempre.
Como diriam os Daleks: exterminate! exterminate!
Irra, vou passar o próximo ano fechado em casa a ver isto tudo. 600 episódios mais uns pózinhos devem fazer de mim um vegetal... depois a minha mãezinha quererá ter uma conversa séria com o sr FHF
Aproveito só para acrescentar que a referida série do 9º DR WHO, interpretado pelo Christopher Eccleston está a passar às 2ªs feiras às 21.30 no canal "People + Arts" da TV Cabo.
A julgar pelos comentários que aqui deixou, o nd só leu o título deste post e mais nada.Só isso explica que repita o que o FHF já tinha dito.
Acontece que muitas das vezes quem chega a certas referências pelos apontadores de net vem parar directamente às páginas de comentários pelo que me pareceu relevante deixar o horário da série na sequência dos comentários. Agradeço no entanto o reparo e disponibilizo-me desde já a ser vergastado em praça pública pela minha falta de decoro.
PORRADA! PORRADA!
...hum!:..
...desculpem..
também gosto muito do Doutor.
Um post giro e mais do que isso informativo para educar as massas ignorantes (onde me incluo) sobre essa coisa do Dr. Who e coiso.
Mas o que me chamou mais ah atencao, porque isso eh q ue realmente importa, foi o facto do jackpot do euromilhoes ser so 100.000 euros??? Pobres!
Bom, se este post servir para iniciar uma pessoa que seja no(s) universo(s) do bom Doutor, então já terá valido a pena!
No Pants, infelizmente não tenho essa bela edição da primeira temporada, e, por mais que seja imprescindível ter um Tardis na sala, como já a vi toda vou passá-la mais para baixo na minha wish list. Mas penso que será inevitável!
Izzy, 100.000 euros, realmente que coisa mais brega, faz-me lembrar o leilão de um peru que vi uma vez numa discoteca em Cuba. Vou alterar, obrigado pela dica e pelo comentário.
Olha, nem de proposito, passou ontem na PBS. Provavelmente ja a transmitem ha algum tempo mas so depois de ler o teu post eh que me chamou ah atencao. Dr. Who. Ora vamos la a ver isto que o Fonseca recomendou. O episodio era sobre um ataque de manequins (os das montras) que eram controlados por uma montruosa "consciencia" que usava a roda gigante de Londres para lhes dar vida e os controlar. O Dr. Who era o Christopher Eccleston (?).Hmmm... nao apreciei la muito. Tirando uma ou outra tirada ironica fiquei assim com uma sensacao de indiferenca. Aquilo eh coisa pra se entranhar com o tempo ou que?
Tiveste azar: esse não é um bom episódio para quem nunca teve contacto com o Doctor Who; é o primeiro das novas séries, e é mais ao menos unânime que foi um passo, não direi "em falso", mas quase. O segundo, se tiveres oportunidade de ver, é bastante superior, e já dá para perceber o que é aquele universo. De qualquer maneira, essa primeira temporada, com o Christopher Eccleston, não se compara ao que a segunda, já com David Tennant, traz. E digo isto apeaar de achar que o Eccleston fez um óptimo Doctor, e que a temporada até rocka. Mas esta segunda temporada que tenho estado a ver está muito, muito mais além.
Tenta ver o segundo episódio, "The End of The World". E sim, isto entranha-se que é uma coisa doida, mas atenção que é só para apreciadores do género. Embora estas novas temporadas tenham potencial para atrair, como parece estar a acontecer, novos públicos.
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