quarta-feira, abril 25, 2007

Da revolução

Este é o post em que me ficaria bem dar graças pela revolução que, há 33 anos, nos trouxe a liberdade, de expressão e as outras, que nunca acontecem sem que esteja garantida a primeira, para reclamar a paz, o pão, habitação, saúde, educação, e o direito a colocar cartazes em rotundas, mesmo quando a mensagem dos mesmos revela uma clara falta da referida saúde - mental - e de educação. O post em que era suposto assinalar o dia, fazendo eco das comemorações das várias esquerdas, em cuja grande parte das atitudes e discursos não me revejo, e que transformam em luta partidária o que deveria ser uma homenagem aos ideiais que em ‘74 fizeram chaimites sair à rua, travestismo que não me consigo habituar a ver caracterizar a data, ano após ano. O post em que imitaria a direita (a que ora me enfastia ora me enerva, não a que desprezo) na sua aderência, entre o populismo e o politicamente correcto, à iconografia dos cravos vermelhos, mesmo que não os coloque na lapela. Em que me vergaria a este Portugal pós-25 de Abril que me dá o luxo pequeno-burguês das delícias consumistas, dos dvds, das playstations, dos ipods, e tudo o mais em que possa estourar o fruto do trabalho que esta liberdade com pouco mais de três décadas, oito meses e pouco mais velha que eu, me dá o privilégio de ter.
Pois bem: estou imensa e genuinamente grato. Viva o 25 de Abril.
E agora, podemos passar à próxima revolução?

3 comentários:

Patriota disse...

Venha a próxima Revolução!

pma disse...

É preciso lata, patriota, tendo em conta o teor dos comentários que tens deixado por aqui noutras ocasiões, duvido que a revolução a que te referes seja a mesma de que fala o FHF.

Patriota disse...

pma,
"lata", "teor", qual teor?

Refiro-me a uma verdadeira Revolução, feita para o povo português e não para as máfias políticas que neste momento nos afixiam a todos! Acho que nisso estamos de acordo.