domingo, março 25, 2007

Stabat Mater

Antonio Tarantino, um pintor que, depois dos cinquenta anos e a seguir ao divórcio, começa a escrever teatro. Stabat Mater, um texto brutal, elíptico, uma mãe que procura o filho. Uma interpretação visceral e genial de Maria João Luís, que lhe valeu já o prémio da Associação de Críticos de Teatro, a que tive o privilégio de assistir ainda o ano passado. Falo de uma das melhores actrizes que temos no nosso país, daquelas de quem facilmente se pode dizer "é excelente em qualquer parte do mundo". Inesquecível a sua interpretação de Maria Cecília Bersane, personagem da série Bocage que eu e o Mário Botequilha escrevemos para ela. Mas em Stabat Mater, Maria João Luís atinge níveis de intensidade, rigor e brilhantismo que não me lembro de ver antes. E que nunca tinha antes visto em teatro. Um texto brilhante, uma actriz genial, numa encenação de Jorge Silva Melo dos Artistas Unidos, num espaço que, não sendo uma sala de teatro, é um dos melhores sítios para fazer e para ver teatro; um espaço perfeito, pelo menos, para esta peça. Que voltou ao Convento das Mónicas, já em 2007, e termina hoje as suas exibições. Ultima oportunidade, a não perder de forma alguma.
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