segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Verificada a enorme taxa de abstenção no referendo, chega-se à conclusão de que houve mais gente a comentar a estreia do HORA H do que a votar


No espaço de pouco mais de 24 horas houve uma impressionante avalanche de comentários no HVEM a propósito da estreia do HORA H, que impressiona ainda mais quando pensamos que houve um referendo pelo meio. Houve quem tivesse adorado a estreia, houve quem tivesse detestado; houve quem tivesse adorado personagens que outros detestaram, e quem detestasse personagens que outros adoraram; houve sketches apontados por uns como momentos fortes, esses mesmos apontados por outros como momentos penosos. Houve críticas bem fundamentadas e articuladas, e críticas alarves e disparatadas, algumas escabrosas e gratuitas; houve quem ficasse com a sensação de que existe potencial e esteja disposto a continuar a assistir para ver de que a maneira o programa desenvolve, e quem achasse que não vale a pena voltar a pespegar-lhe olhos. Houve palavras de incentivo para a equipa, criação de pelo menos um grupo de odiadores oficiais do programa, e propostas ingénuas de reformulação total do programa e dos seus personagens.
O que me agrada mais nesta resposta em massa é que não é unânime. Sempre preferi obras/produtos/cenas/coisas (o que lhe quiserem chamar) que não gerem unanimidade. Têm espaço para crescer e para conquistar novos públicos. Abstenho-me de invocar exemplos passados para ilustrar o facto, já foram sobejamente referidos. Outro ponto positivo é que, filtradas as opiniões de quem fundamenta o que diz, das inócuas e apenas provocatórias - que as há ao pontapé no meio das mais de duas centenas que, até agora, se acumulam no blog do Markl -, existem algumas pistas acerca do que poderemos melhorar no nosso trabalho. Mas nunca iremos - nem foi nunca essa a nossa intenção - criar algo que agrade a gregos e troianos, tanto mais que, como já referi, a julgar pela amostra de comentadores, o que agrada brutalmente a uns desagrada bastante a outros.
Haverá sempre quem deteste o programa. É muito bom sinal que gere paixões, de um ao outro extremo. Temos 41 episódios pela frente, um trabalho impossível de realizar caso não acreditássemos nele. Sempre foi nossa intenção arriscar e não jogar pelo seguro. Antes das sugestões de quem viu, está aquilo que planeámos fazer, aquilo que andamos a desenvolver há meses, e do que o episódio n.º1 foi apenas o primeiro tijolo. Não vamos começar já a deitar a casa abaixo só porque houve quem detestasse a casa só de olhar para o primeiro e único tijolo. Até porque houve igualmente quem gostasse. Deixem-me dizer-vos que achei um belo primeiro tijolo, e estou-me borrifando para quem possa pensar que eu, como um dos autores, não devia estar a dar a minha opinião sobre o programa. Mas até dou essa de barato e concentrarei aquilo que tenho a dizer na equipa técnica e de actores: parabéns a todos. Como, para além de autor, sou também fã do Herman, daqueles que queria muito que ele voltasse a ter um programa de humor sem entrevistas e tal pelo meio, estou radiante com este regresso.
Para quem não viu, eis os links para o 1.º episódio do HORA H, enTubado:

8 comentários:

W. disse...

Vi já em versão entubada e gostei, globalmente apreciando. Achei bem catita a D. Coisinha e o Yuri Tupolev, gostei menos do Raposinho Pinto, aquilo rondou o overacting e não me fez rir. Como piloto de apresentação, aguçou-me o apetite e espero que a série cresça ainda mais. Parabéns a toda a equipa.

LMFM disse...

Como já disse no blog do Markl, gostei, de uma maneira geral, da estreia.
A personagem que menos me cativou foi o realizador brasileiro mas estou disposto a dar-lhe o benefício da dúvida. Vamos aguardar para ver a evolução das personagens e do enredo.

Muitas das pessoas que criticaram já tinham o discurso preparado ainda antes de verem o programa.

Parabéns a todos os que estão envolvidos nos textos

ângelo fernandes disse...

para ser sincero esperava mais...não me cativou à primeira e com muita pena minha.

não se pode agradar a todos.

ângelo

Eduardo Ramos disse...

Na minha opinião.
Pontos positivos...
Contra ponto.
A comunista frustrata.( hehehe )

Muito Positivos
Tia Francisca. ( A do beijinho vai ficar! Aí vai, vai! )
Eu não estava em minha casa e se voltam a dar o SLB na mesma hora eu mato alguém!!!!

Olinda disse...

Eu vi sem muita atenção mas gostei, o que mais me marcou foi a russa?? encalhada, coitada... hahaha
Tenho o programa em k7 e verei mais 1 ou 2 vezes depois digo qq coisa...
Não me digas que voces, autores tambem estiveram em casa do Herman :)

Olinda disse...

Ahahah "eu nunca engravidei ninguem, as gajas dão-me nervoso miudinho, pá! e o aborto "beijinho booom"" foi o que mais gostei, a dona coisinha é estranho, porque que a certa altura ela está nas escadas?
O youtube é mesmo bom, um optimo colega de trabalho ;)

Menphis_Child disse...

Acho que o brasileiro não funcionou muito bem, acho que não se percebia bem o que ele estava ali a fazer.

Mas tb como é o 1º episódio, o beneficio aos génios são dados

Anónimo disse...

Mas não sou fã incondicional. Reconheco-lhe os méritos, e os defeitos. Esta série, não está pior do que outras como Casino Royal. A concorrencia é que é mais forte, e o público está "casado" com o Herman há muito tempo. É cada vez mais difícil ele surpreender-nos. Para mim, um dos erros cruciais é o elenco de actores. A Maria Vieira é actriz de revista. Falta-lhe a subtileza da Ana Bola, ou da Rueff. O Manuel Marques, e o César Mourão...vamos esperar para ver mais. O Herman, precisa de controlar o seu "overacting". Há personagens demasiado carregadas, como o Ednilson, ou o chefe de redacção e o russo. Torna-se imperceptível o que ele diz. Provavelmente é essa a ideia...As jogadas com cenas e planos mais originais, são as que funciona melhor. O camera-man está óptimo, o pormenor dele a filmar o outro gajo...genial. A Rueff no "beijinho bom": excelente momento. E não foi preciso falar muito. Aproveitem para mostrar no fim bloopers. E tenham em conta mais improviso. Faz muita falta um actor da genialidade do José Pedro Gomes, a imprevisibilidade dele era mesmo fantástica.