sábado, fevereiro 10, 2007

Notícias boas em qualquer dia da semana mas particularmente catitas num sábado

Toy Story 3 e Borat 2 (já depois de Bruno).
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16:52 - ÚLTIMA HORA - A 20th Century Fox vem dizer "calminha no fagote que o contrato para a sequela de Borat ainda não está assinado". A verdade é que não estou a ver como é que se pode repetir a fórmula original do primeiro filme; já a propósito de Bruno, Sacha Baron Cohen veio dizer qualquer coisa como "eh pá, eu agora sou conhecido cumó catano, as pessoas topam-me com mais facilidade e não embarcam na minha converseta". Disse assim, mais ou menos.

7 comentários:

Balázio disse...

A propósito deste teu comentário e tendo terminado de ver o Hora H pergunto-te: a mesma clarividência com que estranhas a possível repetição da fórmula Borat, não te ajudará a reflectir a falta de originalidade no humor deste primeiro Hora H? Sinceramente, esperava deste "coming back" do Herman...uma espécie de "comédia"!

Filipe disse...

Não é clarividência, sou eu a concordar com o que o próprio Sacha Baron Cohen disse, tenho a mesma opinião. E obrigado por deixares aqui a tua, foste o primeiro e até agora único. Ao contrário do que acontece no HVEM, onde os comentários são mais que muitos: muita gente que adorou, muita gente que detestou, malta que gostou de uns personagens, malta que abominou esses mesmos personagens, um pouco de tudo, opiniões - bastantes delas fundamentadas e articuladas - muito divididas. O que, a meu ver, é óptimo, nunca foi o objectivo deste Hora H gerar unanimidade. No meu caso particular costumo preferir obras/produtos/cenas/coisas (o que lhe quiseres chamar) que não geram unanimidade. Mas isso sou eu. Tenho pena de que possas não ter gostado, mas eu gostei da maneira como usaste o tema deste post para cruzar com o comentário de falta de originalidade, foi original. Só tive pena que não tivesses desenvolvido um pouco mais a tua critica, esperava um pouco mais de conteúdo. Se quiseres especificar, estás à vontade e a equipa agradece.

paulo rosária disse...

O beijinho bom vai ficar…
mas eu também “argumento” e pressinto o que seja “argumentar” para pessoas fabulásticas, bigger than life, como o Herman. É estimulante e penoso.

Digas o que disseres, e não está em causa o talento do Herman, apenas comparável com figuras pré-destinadas, como a Amália ou o Eusébio ou o Tino de Tans… o Herman acabou. Caput! Por mais que vocês escrevam, eu sei como é… maldito seja eu, há sempre a tal questão da “versão Herman”.
E a versão Herman, nowadays, é flat, consensual, modorrenta…

E é isso que acontece. O Hora H tem excelentes personagens. Amordaçados: Não chega a metáfora da Felícia Cabrita! Não chega o nu! Não chega o Yuri! Meu Deus o que se podeia fazer com o Yuri se não fosse m a grilheta do Herman.

Enfim… a cena dá dinheiro, presumo que pela última vez.

Permita-me que recupere um título da Kapa “A Morte do Artista”. Na altura não acreditei, mas agora, sim.

Vê-se o programa com um ramo de flores na mão. Sob os ciprestes… e imaginando abutres… Parte de mim, morreu. A outra parte, ri-se com a tragégia. É
a melhor parte.

paulo rosária | 11. Fev. 2007 | 19:32



E a insistência do Herman em ficar com todas as cenas… cheira tanto a morte do vigário…

Acredito do coração que os argumentistas fizeram o que podiam. Sinceramente. Conheço o FHM, em tropelias pelo Porto, conheço o talento do Sr. Markl…

Não. O Herman está… caput. Alvíssaras, odes laudatórias, chamem os palhaços, as charangas… Toquem o Hino, com distorção, Herman,caput.

Uma vez que, dado o que percebi do seu caráter seria incapaz de ser abrasivo. O Humor requer crueldade e o
Herman está demasiado bondoso.

Paz à sua alma! E um obrigado do tamanho do mundo! Enfim, thanks Hernman.

passarola disse...

É difícil avaliar quando se criam muitas expectativas e quando se admira tanto o trabalho de alguém como eu admiro o teu. Houve coisas que eu gostei muito e coisas que não gostei nada (como o tal de beijinho bom e a referência a personalidades reais). Senti-me presa no início e fartei-me de rir. Tive uma espécie de entusiasmo crescente até uma determinada altura.. não sei se foi na cena da fadista.. mas algures, senti-me a perder a atenção.. lembrei-me que não tinha jantado (talvez fosse disso) e andei entre a tv e o frigorífico pelo que no final já estava pouco atenta. Já vi que está toda no you tube, depois revejo com mais calma. Amei o Yuri, o brasileiro do futebol e a telefonista caída... achei a ideia linda!! e diverti-me mesmo com alguns sketches... mas o meu nível de envolvimento andou para baixo e para cima... não foi crescente, não se manteve. Acho que todos eles vestem bem as personagens e conseguem afastar-se de registos anteriores, mas concordo que o herman veste personagens a mais... já são muitos anos de exposição televisiva e nem sempre boa.
Definitivamente, não gostei de ouvi-lo cantar no genérico e não gostei da iluminação. Está tudo demasiado colorido e, pode ser um disparate, mas não me deixa acreditar nas personagens.. é como se mostrasse que aquilo é irreal... qualquer coisa assim (isto pode ser um disparate e pode nem ser da luz... mas há qq coisa na imagem que não convence). Em termo de sketches os únicos que não gostei mesmo foram os da fadista e da sindicalista. Também percebo que é um formato que tem que agradar a muitos públicos diferentes.. eu faço parte de uma minoria na qual nenhum canal de produção iria apostar.. :( e assim sendo, tenho que compreender que o programa não seja todo feito ao meu gosto :) Mais que me lembre de ter gostado.. do homem que mata a família p aparecer na tv, do “eu não engravidei nenhuma mulher” da plaquinha do estagiário e da fronteira... aliás toda a ambiência do yuri é fantástica (o único que foi bem tratado em termos de luz) e se me lembrar de mais eu digo-te, mestre! :)

Filipe disse...

Ah, críticas articuladas, e não coisecas gratuitas que um gajo nem sabe o que há de responder. Obrigado, paulo e passarola. Só uma notinha, paulo, quando dizes: "Enfim… a cena dá dinheiro...", acredita que não é (só) por dinheiro que o Herman está a fazer isto, ele podia ganhar muito mais e trabalhar muito menos se estivesse a fazer outro tipo de programas, tipo HermanSIC. O Hora H não é, claramente, o tipo de trabalho de alguém que se está a encostar, antes pelo contrário. E o apregoar da sua morte é bastante precipitado, acho que o Herman está em excelente forma. Um abraço e, para a passarola, beijinho bom.

Balázio disse...

De novo por aqui. Sinceramente também eu gostava de ter explanado mais a minha primeira analogia mas, sono à parte, eu vivo cansado. Um filho e uma mulher, um trabalho e um vício, fazem da vida de um gajo um fado previsível.

Costumo usar os serões de humor para recarregar pilhas. Não me interpretes mal, porque sou do tempo em que imitava em casa o Sr. Feliz e o Sr. Contente ou recitava todas as rábulas do Herman inclusivé a do "líquido ameniótico leofilosado que caiu de uma altura de 13 metros". Sou fã incondicional do Herman. Mais tarde, muto mais tarde, descobri que haviam outras pessoas a escrever píadas para ele. Quando perdi essa inocência, separei o Herman-actor do Herman-argumentista.

De volta ao Hora H, resumo-te a minha desilusão em duas vertentes: consegui vislumbrar um bom Herman-Actor aqui e acolá e consegui ver uma boa Equipa-Argumentista ali e além. Pena foi que raramente se encontraram no mesmo local.

Julgo que ainda vão a tempo de afinar o azimute! Espero que o faças. Explorem a Rueff e abusem da Herman enquando Yuri. Acho que é por aí. Já agora e se quiseres uma opinião minha e de alguns (dezenas) de amigos...Queres? Julgo que sim, pareceste-me acessível. Ia a dizer: fujam das personagens que irremediavelmente acabam a rábula com toques e trejeitos de homexualidade. Acredito que isso possa agradar a muitos mas é um dos tiques sem originalidade que mais se explorou no passado sábado....mas, Filipe, já é piada oca e extremamente fácil.

Ah...e ainda não consegui recarregar pilhas com o Hora H.

A juntar a isso, o facto de não ter dado o "Diz que é uma espécie de magazine" e o Louça ter vindo apregoar o resultado como se tratasse de uma vitória da modernidade, estou praqui de ressaca a disfarçar que teclo.

cumprimento bom

rui disse...

Já agora... um comentário ao post ;)

Vi duas vezes o Borat e fiquei com a sensação que só duas ou três coisas é que não são encenadas.

Na minha opinião, fazia-se outro na boa. O problema é que a malta não ia acreditar que aquilo é tudo "natural", como aconteceu com este.

Continuo a achar que o golpe de génio foi fazer um "blair witch" do humor, ou seja, criar nas pessoas a ideia de que realmente quase nada ou nada é encenado.