quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Há no mundo dois tipos de indivíduos: os que têm as armas carregadas e os que cavam sepulturas.

Depois deste, eis outro momento em que os génios de Sergio Leone e Ennio Morricone se juntaram para fazer mais uma cena clássica do cinema: o duelo a três de O Bom, o Mau e o Vilão, lembrado e bem pelo João Mealha. Lee Van Cleef era grande. Clint Eastwood já em 1966 era enorme. Clint Eastwood sempre foi enorme.

GTA: TRETA

O Nuno Duarte dá conta de um must have: LITTLE BRITAIN, o video game. A grande emoção de fazer Andy saltar da prancha da piscina, numa demonstração atlética ao nível de um campeão olímpico, e depois voltar para a cadeira de rodas antes que Lou dê por isso. Ou a perícia necessária para fazer Maggie vomitar para cima do maior número de pessoas possível. Ver as imagens deste jogo redobraram a minha velha vontade de fazer um video game a partir da CONVERSA DA TRETA, em que, por exemplo, Zezé tem de mictar na base de todas as estátuas do bairro da Ladroa; mas como o micto não dura para sempre, tem também de entrar em tudo o que é tasca para beber mines de cerveja e recarregar a bexiga. Tem de ter cuidado para não ser visto pelo tasquista Lambretas, a quem deve uma pipa de massa. Outra missão: Toni, ao volante do seu Tonimobile, tem de atropelar o maior número de cães possível. Se atropelar Zezé, recebe um bónus. Pelo meio, pequenas missões e níveis intermédios para ganhar energia e vidas: controlar a mulher de Toni, Noquinhas, e utilizar uma tesoura de poda para cortar as unhas dos pés de Toni em tempo recorde (isto tem a ver com uma cena cortada do filme, que podem ler no LIVRO DOS TEXTOS DO GUIÃO DO FILME DA TRETA). Enfim, este jogo seria uma espécie de GRAND THEFT AUTO; imaginem só: GTA: BAIRRO DA LADROA, ou simplesmente GTA: TRETA. A Rockstar anda a dormir, é o que é.

Rápidas


As audiências de LOST andam nas lonas, apesar de esta 3.ª temporada estar a crescer de qualidade (o oitavo foi óptimo, o nono mais fraquinho; vamos ver que tal é o de hoje). Isto a propósito de JJ Abrams, que está a preparar um novo filme da série STAR TREK, a estrear perto do Natal de 2008. Trata-se de uma prequela, onde vamos conhecer os jovens Kirk e Spock. Mas quem vai substituir William Shatner no papel de capitão? Quem vai enfiar as orelhas no lugar de Leonard Nimoy? Perguntas que me atormentam. (mais aqui)

Entretanto, foi hoje anunciado que o oscarizado Alan Arkin vai voltar a trabalhar com Steve Carrell, desta vez no remake cinematográfico de GET SMART. A Agente 99 vai ser Anne Hathaway. (mais aqui)

terça-feira, fevereiro 27, 2007

«I ain't your mama.»


Directamente do ano de 1974, chega este diamante do blaxploitation: Black Belt Jones, de Robert Clouse, o mesmo realizador de O Dragão Ataca, e com Jim Kelly, que já tinha dado nas vistas ao lado de Bruce Lee. Na minha lista de filmes a ver sem falta.

O homem da harmónica

Façam um favor a vocês próprios e, se não viram Era Uma Vez no Oeste (1968), não vejam também o video que deixo no fim deste post. Trata-se da magnífica sequência final em que todas as pontas se atam, a concretização da vingança, o desvendar da tragédia que move (que define, em mais que um aspecto) o vingador. Ver estas imagens separadas do resto deste western spaghetti não provoca um centésimo do efeito. Ou talvez provoque, de tal maneira é genial a realização de Sergio Leone, as interpretações de Charles Bronson (no seu registo less is more) e, principalmente, de Henry Fonda, na composição de um dos melhores vilões de sempre. De qualquer maneira, nunca será tão grandioso como assistir a todo o filme. É preciso experimentar o sentimento de perda que atravessa a história de Dario Argento, Bernardo Bertolucci, e do próprio Sergio Leone, e que ajuda a tornar arrasadora esta sequência final. É indispensável a visão de Claudia Cardinale. Por isso sugiro mesmo que passem à frente. E que vejam esta obra-prima do princípio ao fim com urgência.
Aos outros, convido a rever o duelo final, a propósito da estatueta honorária atribuída a Ennio Morricone. E se a música é importante nesta sequência, com a revelação brutal da origem do som da harmónica, uma assombração que parte de umas poucas notas e cresce até se tornar a obsessão de uma vida, traduzida por Morricone num tema arrepiante, que é, na minha opinião, o seu melhor trabalho de sempre (atenção que não conheço tudo: Morricone fez a música para mais de 400 filmes).
Consta que, na Academia, alguém se lembrou que Ennio Morricone tinha gravado um disco com Dulce Pontes, e foi por uma unha negra que, mesmo assim, lhe atribuiram o óscar. A verdade é que a distinção é mais, mas muito mais, que merecida. Morricone tem lugar garantido no meu panteão de grandes compositores do cinema, ao lado de Elmer Bernstein, Danny Elfman, John Williams, Angelo Badalamenti (discípulo de Morricone), e Mark Mothersbaugh.
O tema fica a rodar na FHfm.
E aqui, uma das mais geniais sequências da história do cinema.

A homenagem devida

ao co-criador de um de um objecto sem o qual a nobre arte do zapping nunca teria alcançado o grau de sofisticação actual. Robert Adler, um dos principais responsáveis por essa cola de rabo ao sofá que é o controlo remoto, faleceu no dia 15 deste mês, aos 93 anos.

Imagem: o inovador comando-bikini, um modelo que convida ao zapping constante (link).

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Paraíso Filmes: lista dos 26 episódios


Na ressaca dos Óscares, nada mais indicado do que falar de PARAÍSO FILMES, a produtora que fazia da Trafaria a sua Hollywood. Devido a uma catrefada de pedidos, aqui ficam os nomes de todos os episódios, e, como bónus, uma foto exclusiva da fachada das instalações que a produtora de Belchior Baptista e Túlio Gonzaga dividia com a Banheira 2000.

1.ª Temporada:
1. Febre de Domingo à Noite
2. Agente L123
3. Shôr Aníbal
4. 3/15 Dias
5. O Regresso da Vingança do Dragão Vermelho
6. Desaparecido em Luanda
7. Sardinha
8. O Novíssimo Testamento
9. O Bom, o Mau e o Espanhol
10. Brocky IV
11. O Enxertista
12. Rabejador
13. O Homem que Mal se Vê

2.ª Temporada:
1. Parque Inácio
2. Os Salteadores da Arca Frigorífica
3. Ti'Anica
4. Merd Max
5. Pirolito, o Quinto Passageiro
6. Robófia
7. Branca de Neve e os Seis Indivíduos Extremamente Baixos
8. T.S. - O Extraterrestre
9. O Priminho
10. Missão Improvável
11. Super-Tuga
12. O Terrorista de Évora
13. DVD Paraíso Filmes


Mais Paraíso Filmes aqui e aqui.

De longe o melhor momento da cerimónia dos óscares de ontem

Aproveitem para ver ou rever enquanto não é retirado do You Tube: Jack Black, Will Ferrell e John C. Reilly, com o toque de irreverência que faltou a Ellen DeGeneres. Hoje, com a pestana bem aberta e sem problemas em incomodar o mesmo vizinho cujas obras me torturam há mais de um mês, pus o som mais alto e gostei mais do que ontem. Uma ode de e aos actores de comédia a quem o óscar teima em passar ao lado. É como disse Paul Weitz, "as pessoas gostam que os seus remédios saibam mal".


Updated - 21:26

O melhor videoclip em stop motion desde "Sledgehammer" de Peter Gabriel

O facto de aqui o stop motion ser falseado, e haver um dedão de animação por computador, não lhe tira o mérito. Cornelius, alter ego de Keigo Oyamada, interpreta "Fit Song", do álbum Sensuous (reparem como na Amazon inglesa eles chamam Sensuous ao artista e Cornelius ao álbum que sai em Março; se não quiserem esperar mandem vir a edição australiana). Objectos supostamente inanimados mas muito irrequietos, num video fantástico de Koichiro Tsujikawa. Um ambiente visual caseirinho que não destoaria de Around the House (Herbert, 2002), mas com um toque brilhante de magia nipónica.

E um grande tema, já agora.

Mais fotos de SM3


O cabelo puxado para trás com gel, brilhantina, ou mesmo água - o essencial é ter este aspecto molhado -, dá sempre o ar de durão apropriado a um mau da fita (ou, neste caso, à versão dark do aranhiço).

Olha tanta foto aqui.

Céline Dion a cantar


É a minha deixa para ir para a cama e abandonar esta cerimónia chocha. Ellen DeGeneres nem tem estado mal, mas não dá para deixar de pensar o que a entrega dos óscares seria se Sacha Baron Cohen tivesse aceite o convite. Claro que não podia. Não vi a entrada de Ellen, se calhar o melhor até agora. Mas fez falta um número como o de Ben Stiller no ano passado, com o fato verde de chroma. Mesmo a canção de Jack Black, Will Ferrell e John C. Reilly soube a pouco. A imagem acima não é de Céline a cantar, por incrível que pareça, mas de um filme que quero muito, muito ver, O Labirinto do Fauno. O realismo mágico ainda mexe: arrecadou três óscares. Merecia talvez os outros três (ou dois, vá, que o de Melhor Argumento Original pareceu-me bem entregue). Viva del Toro! Amanhã pela fresquinha clico aqui e vejo os vencedores todos, agora Céline Dion a esta hora é que não pode mesmo ser. E este número dos bailarinos a fazerem sombras chinesas pode ser muito bonito, pois sim senhores, mas era mais apropriado ao Sabadabadu.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

«Boards don't hit back.»


Bruce Lee vs. O'Hara (Bob Wall) em O Dragão Ataca (Enter The Dragon, de 1973).

E na FHfm:

Um remix catita da música do jogo Bruce Lee para o C64.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O Sono da Razão Produz Monstros


Goya, O Sono da Razão Produz Monstros (1796-97)

E aí está: mais de 32 horas depois, vou cair à cama, com estrondo, tal é o peso das minhas pálpebras. O lado bom é que descobri finalmente o melhor processo para conseguir adormecer com o barulho das obras no andar de cima, que se arrastam, como obras que são, piores que nunca. Estou de tal maneira que bem podiam pôr-me uma rebarbadora ao lado dos ouvidos (o que não está muito longe da realidade), e eu mesmo assim ia adormecer em cinco minutos. Aliás, até já estou a dormir e tudljhdfwqkkgfurlKslgç~ ” klç~\jhsssjangelinajoliiiikdzzçgnnnnnnn

Como se o Joker andasse a distribuir bordoada pelos refegos do meu cérebro

É assim que sinto a cabeça depois de uma senhora directa a escrever um episódio d'OS DIAS DO REGICÍDIO. Agora era a parte em que eu dizia "bom, pelo menos agora vou-me deitar e o catano", mas NÃO - o dia de ontem ainda não acabou hoje. Sabem aquela música de circo alucinada, tocada por um macaquito velho vestido à porteiro de hotel que roda a manivela do seu realejo dos infernos enquanto se ri de nós? Vai estar a tocar em loop nos meus ouvidos nos próximos meses, como um iPod que emperra e se recusa a tocar outra coisa que não seja a playlist de um palhaço demente. O que no fundo tem o seu encanto. O Rei D. Carlos foi assassinado, pois ok, mas eu é que não cairei vítima do Buíça. Ai isso, meu menino, nem com todas as Winchesters do mundo.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Próximo sábado no IP...


...mais um fotoon Salvo Erro (esta imagem é apenas um pormenorzeco).

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

A Tonga da Mironga do Kabuletê


Vinicius de Moraes, Toquinho, e Maria Bethania ao vivo em Buenos Aires (1970).
A rodar na FHfm.

Óbito



Bob Oskner, e a maneira como desenhava mulheres.
Mark Evanier presta os devidos respeitos, aqui.

Sou só eu, ou anda mais alguém a contar os minutos que faltam para a estreia de 300?

Cliquem aqui

CSI: CASCAIS

A propósito da estreia, ontem na SIC, da nova temporada de CSI: MIAMI, deixo aqui este Contra que escrevi há cerca de um ano, CSI: CASCAIS, onde os agentes José Castelo Bronco e Alexandre Fruta investigam aquilo que chamei de O Caso do Croquete Mirrado.

domingo, fevereiro 18, 2007

Um dos grandes álbuns do ano, e ainda vamos em Fevereiro


link

Enquanto não chega o 2.º episódio de Hora H...

...fiquem com um recuerdo do 1.º, a estreia de um dos personagens que mais gozo me está a dar escrever: o cameraman Júlio Flores.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

A Snack TV aqui do estaminé chegou ao ZENcast

Já há alguns meses, mas o lembrete vem a propósito do novo snack que está para chegar não tarda, logo ali no início da próxima semana, fim da outra a seguir. Não, ainda não é o do Fringe, com a aparição de Sean Connery, esse ainda está in the making, é coisa mais trabalhosa que estes pequenos folhados de video que tenho vindo a depositar nessa grande montra de pastelaria que é a net, mas também é fofo e estaladiço. Equipem-se pois de subscrições via iTunes ou Lusocast, assistam no You Tube, façam download para que possam ver o snack nos vossos telemóveis, acedam ao feed, ou vão ao ZENcast. De qualquer maneira, os links estão todos disponíveis na barra lateral aqui do blog (menos o do Zen, mas estou a tratar disso), por isso sirvam-se.

O canal bom de roer.

O pormenor que mais me agrada na página do SESTV no Zen é que nas keywords aparece o meu alter ego Phil Stardust. Oh yeah.

Fotos fresquinhas de Spider-Man 3


É de averiguar aqui e aqui.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Pareço uma menina à porrada

É o que mais tenho ouvido a propósito da minha reportagem de ontem na gala do Pior Português de Sempre, que já chegou ao You Tube (obrigado pelo upload). Eu, 2.º dan de Karaté Shotokan (verídico, apesar de não treinar há séculos), estou reduzido a isto. Uma menina à porrada. Catano. Bom, aqui fica então, para quem não viu e para quem quer rever, Salvo Erro, Salazar é Fixe!

A propósito de alguns comentários e mails que recebi a propósito do HORA H


Talvez não tenha sido claro acerca do HORA H. Quando refiro "primeiro tijolo" não o faço como forma de dizer "para primeiro não foi mau". Não. A minha opinião vale o que vale, e, sendo um dos autores, será sempre suspeita, mas o que quis dizer é que gostei. Seja um primeiro, seja um quinto episódio. Claro que se fosse um quinto estaria preocupado, uma vez que este episódio tem alguns dos problemas que são inerentes a qualquer primeiro episódio, mas que dificilmente seriam justicáveis num quinto. Vou dar o exemplo, com as devidas distâncias, do HEROES.

O primeiro episódio de HEROES nem de longe nem de perto me encheu as medidas (e isto apesar de tratar de um universo que me diz muito, ou talvez por isso), mas deu para perceber que estavam ali as fundações de algo com enorme potencial, o que se veio a confirmar. Para dar outro exemplo, e a nível de comédia, LITTLE BRITAIN (e, volto a referir, com as devidas distâncias - não estou para que venham depois dizer "olha-me este a pôr-se em bicos de pés e a pôr o trabalho dele ao nível dos Little”; embora, devo também dizê-lo, ache o Herman José pelo menos tão bom quanto David Walliams e sem dúvida melhor que Matt Lucas). A primeira vez que vi não bateu. Depois entranhou-se. E hoje em dia ao rever o primeiro episódio de LITTLE BRITAIN dou por mim a rir como não ri quando o vi pela primeira vez. Porque funciona numa lógica de habituação. É nesse sentido que falei em "primeiro tijolo", referindo-me ao primeiro do HORA H. Foi um episódio de primeiro contacto com personagens e com situações.

O que aconteceu não foi muito diferente das primeira reacções que tivemos à HERMAN ENCICLOPÉDIA, garanto, eu também fazia parte da equipa de autores e lembro-me bem. A net apenas veio apressar e exponenciar o velho boca-a-boca, que agora se faz via mail, blogs, iunouanaimine. E acredito que haja um certo desgaste por o Herman ter estado tanto tempo a fazer o HermanSIC, levando a que muita gente já estivesse, à partida, indisponível para gostar do programa.

Se estou a escrever isto não é, de forma alguma, para justificar o HORA H. Não me cabe a mim, nem como autor - muito menos como autor – fazê-lo, nem de forma alguma acho que precise. Quero apenas manifestar a minha opinião acerca do programa, que também a tenho, não só como autor – porque a opinião dos autores não tem forçosamente de ser a da maioria do público -, mas também como telespectador que sou. É nesta lógica que todos nós, equipa do HORA H, trabalhamos: tentar fazer conteúdos que gostássemos de ver na televisão, e esperar com eles conquistar o público. Não é uma lógica arrogante, de escrever para o umbigo; antes pelo contrário – é uma tentativa de cativar a audiência sem ceder a facilitismos, fórmulas com provas dadas, ou conteúdos adaptados.

Em relação ao horário a que o programa passa, e respondendo agora em particular ao comentário que me foi simpaticamente deixado neste post pelo aquehoras (e digo simpaticamente sem ironias): não tive, nem tenho, nem eu nem nenhum dos autores, nenhuma palavra a dizer acerca das horas de exibição do programa. É uma decisão da estação. Mandasse eu nas horas de exibição dos programas que escrevo, e nunca a PARAÍSO FILMES teria andado a saltitar na grelha de programas, de um dia para o outro e de umas horas paras as outras, nem nunca O INIMIGO PÚBLICO teria sido exibido depois da meia-noite, nem nunca BOCAGE teria passado depois das onze e meia da noite. Tanto quanto julgo saber, a decisão das dez e meia já estava tomada antes da exibição do primeiro episódio, e também posso dizer que as audiências não foram assim tão más como isso, antes pelo contrário (e a propósito de audiências, recordo que nem HERMAN ENCICLOPÉDIA, nem PARAÍSO FILMES, por exemplo, tiveram grandes audiências). Aliás, se formos a ver, o primeiro episódio do HORA H passou a um sábado, sim, por causa do referendo, mas já às dez e meia. O horário ou o dia a que passa qualquer programa que escreva preocupa-me apenas em função da regularidade, ou seja, se é para mudar de horário, sejam feitas promoções a avisar da mudança de horário. Em relação à competição com o GATO FEDORENTO, remeto novamente para este post do Markl. Gostei muito (sem ironias) do que o aquehoras escreveu a propósito do conceito de double feature (assistir aos Gatos e depois ao Herman):

“(…) a SIC aposta num programa de humor ao Domingo à noite sim senhor, mas não é para fazer concorrencia aos Gato Fedorento na RTP 1 pá, antes complementa toda uma hilariante programação de comédia pelos dois canais... aliás, até vão jantar juntas, RTP e SIC, um dia destes, para anunciar a nova, bem natural e duradoura amizade...”

Muito bem posto, eu não o diria com mais piada. Mas reafirmo que não faço ideia, nem eu nem nenhum dos autores, da lógica de quem decide a programação. Posso, isso sim, dizer que não vejo razões para que o episódio de sábado tenha de forma alguma influenciado qualquer decisão deste tipo, por parte de seja quem for. E discordo quando dizes “O programa não foi bom e ponto final.” Há opiniões positivas, bastantes, e aí o ponto final vai à vida. Respeito a tua opinião, e a de todos os que não as resumem a sentenças inócuas e gratuitas, mas convenhamos que não é generalizada. Maioritária? Talvez, não sei, mas a intenção é conquistar mais críticas positivas. Que diabos, a intenção é fazer rir. Tenho sempre muita cautela com este tipo de converseta, porque dá sempre ideia que um gajo está, de alguma forma, a tentar defender o seu trabalho. Nada disso. O que se passa é que se para o público dá um gozo do caraças ter logo ali à mão de semear uma chance de passar feedback do que vê, para um autor também é do catanélio receber directamente do público as suas opiniões e poder falar abertamente acerca do seu processo de trabalho, do bom e do mau que esse processo envolve. E como tudo isto é relativamente recente, andamos todos muito entusiasmados a opinar, a responder, envolvidos em discussões salutares que se tornarão cada vez mais usuais, mas talvez não tão “quentes”, no sentido em que por vezes há quem faça disto uma guerra. O que me dá um certo gozo: gosto – já aqui o disse – de conteúdos que não geram unanimidade, mas que despertam paixões antagónicas. Coisa para andar tudo à “porrada”, eu gosto, eu odeio, eu também, vamos fazer um clube.

Posto isto, resta-me agradecer pelo feedback, todo, o bom e o mau (obrigado também ao aquehoras, que apesar de não ter gostado põe a hipótese de que venha a ser um bom programa, e nos desejou bom trabalho; um abraço, meu caro), e esperar que esse feedback continue a vir. Isto assim tem - e apesar de termos de levar com muita cromaria - muito mais piada do que quando se demorava mais tempo a perceber a reacção das pessoas, acreditem.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Estreia hoje Duas Metades


de Patrícia Portela e Tiago Rodrigues.
Até dia 18, às 21h30 (Domingo - 17h00),
no Pequeno Auditório da Culturgest.
Mais informações aqui.

Esta noite, O Pior Português de Sempre, incluindo Salvo Erro, Salazar é Fixe!

Hoje, 22h30, na SIC Notícias.

Mais informações aqui e aqui.

Now?

Fui hoje à loja da Vodafone no Vasco da Gama para adquirir um Sharp 903 que substituisse o que tenho actualmente, o 902, e que está mais morto que vivo. Desliga-se constantemente, bloqueia a meio das chamadas, mostra-se relutante em ligar-se de novo. Uma lástima. Mas não uma lástima tão grande como o que aconteceu a seguir na loja da Vodafone.

Já tinha o telemóvel novo comigo, e o cartão pronto a fazer o pagamento, quando a moça da loja, enquanto olhava para o monitor à sua frente, começou a dar estalinhos com a língua - tsk! É muito mau sinal quando a pessoa que nos atende começa a fazer tsk!, normalmente significa problemas para quem está a ser atendido. E foi o caso.

Passou-se que o modelo que eu queria levar não estava na base de dados. Tinham o telemóvel para venda - aliás, como aqui disse, eu já o tinha nas mãos - mas, como não constava da base de dados, não podiam facturá-lo. Logo, não podiam vendê-lo. Logo, eu não podia levá-lo.

O now, o agora, o , que serve de mote à Vodafone, transformou-se num volte daqui a meia hora a ver se o problema está resolvido. A ver. Portanto, era suposto eu esperar meia hora por uma resolução que o mais provável era não acontecer. Claro que, para a Vodafone, isto é uma gota microscópica no oceano de vendas que fazem diariamente, mas a verdade é que, por causa de uma trapalhada na base de dados, deixaram de vender hoje um telemóvel. Entretanto, cá estou eu com um telemóvel moribundo, que recebe chamadas quando lhe apetece, tira fotografias por favor, e bloqueia a seu bel-prazer quando as conversas não lhe agradam.

Tsk!


A rodar na FHfm, os suecos The Sounds com "Tony The Beat" (foto tirada daqui)

HOJE - 22h30 - SIC NOTÍCIAS - GALA DO PIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE - INCLUI REPORTAGEM SALVO ERRO, SALAZAR É FIXE!


Vai ser hoje revelado ao país o nome do Pior Português de Sempre, numa gala apresentada pela Joana Cruz e com a presença do painel d´O Eixo do Mal e alguns convidados, como Herman José, Pedro Mexia, entre outros. Na primeira parte da gala serão apresentados a Tele-Escola para Políticos, do meu capanga iNominável de Contra e Hora H, José de Pina, e o cartoon-vivo O Pior de Ser Português, em que o Nuno Markl interage com os seus próprios desenhos para ilustrar os defeitos dos naturais deste país à beira-mar plantado.

Na segunda parte, momentos antes do anúncio do Pior Português de Sempre, na categoria político/personalidade que mais contribuiu para a ruína do país, será apresentada a minha reportagem, intitulada Salvo erro, Salazar é fixe!, que gravei faz hoje oito dias. Fui para a rua, junto com uma equipa de gravações da Farol de Ideias, tentar perceber o porquê de tantos portugueses sentirem saudades de António de Oliveira Salazar. Por mais preparada que eu levasse a reportagem, nunca esperaria encontrar as reacções que encontrei, o fascínio que os tempos do Estado Novo exercem sobre tanta gente, que preferia tudo como estava, ao ponto de Salazar ser um dos finalistas noutra votação que está a decorrer, a dos Grandes Portugueses. A minha quest, bem mais perigosa do que uma passagem pelo Iraque, levou-me por exemplo à antiga sede da PIDE, em Lisboa, onde depois da primeira entrevista comecei finalmente a perceber o significado de palavras como "o que a gente precisava não era de um Salazar, mas vinte ou trinta".


A última foto que tirei com o meu telemóvel antes que este enlouquecesse de vez: aqui estou eu no dia da reportagem, com a equipa que me acompanhou neste périplo pelos nostálgicos de Salazar - o Pedro Silva, o Luís Cabral, e o meu comparsa Nuno Duarte, cuja prestação nesta peça é imperdível.

Na passada sexta-feira foi altura de montar a reportagem e as entrevistas, ao lado do Ricardo Lisboa, mago do AVID que deu à peça um ritmo imparável. Foi engraçado voltar à sala de montagem da SIC, onde já não estava desde que por lá passara para montar as muitas reportagens que escrevi para a Joana Cruz nos tempos d'O Inimigo Público (TV). O resultado são cerca de cinco minutos em que vesti a pele de um repórter de exteriores, e deparei-me com saudosistas do antigamente que de bom grado trocariam um dia de Estado Novo por trinta e tal anos de democracia.

Não percam, hoje à noite, 22h30, na SIC Notícias, a
Gala do Pior Português de Sempre.

Eficaz

é o mínimo e talvez também o máximo que posso dizer do concerto de ontem dos Nine Inch Nails. Sobriedade nas luzes, que alternavam entre os strobes frenéticos e a semi-obscuridade, som perfeito, um Trent pouco comunicativo, um guitarrista - Aaron North - que foi a figura do concerto (cá vai uma das minhas frases favoritas: "o tipo tinha grande presença em palco"), e alguns temas de "Pretty Hate Machine" (1989) para compensar não terem, pelo menos nesta terceira e última data, tocado "Burn", "Hurt", e "Perfect Drug". Uma hora e meia, sem encores, ainda a banda tinha meia sola de sapato no palco e já as luzes do Coliseu se acendiam a mandar dispersar o pessoal. Gostei bastante, mas não saí de lá de papo cheio. Fotos não há porque o meu telemóvel anda parvo. Nota ainda para a banda que fez a primeira parte, os The Po!Po!, que não vi em palco (já cheguei depois) mas com quem me deparei no hall junto ao bar, por lá andavam com uma câmara de video a coleccionar acenos do público. Pena não os ter visto actuar - pelo que ouvi no MySpace deles teria sido, pelo menos, curioso.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Bom, e agora vou ver NIN


Depois digo coisas.

A falsa questão

O Markl explica.

Confirma-se

Borat 2 não vai acontecer e a justificação é a esperada:
"(...)one of the biggest problems with filming a Borat 2 would be the difficulty finding people who didn't already recognize Cohen and/or want to file a lawsuit against him." (leiam tudo aqui)

O SIM ganhou

Fiquei abalado - não estou habituado a votar nos que ganham.

Pior terá ficado César das Neves. Seguindo o raciocínio que apresentou antes do referendo, agora o aborto vai ser tão normal como um telemóvel.
O que sairá mais barato: aborto por carregamento ou por assinatura mensal?

E quem quiser continuar a abortar em Badajoz, terá de pagar roaming?

Verificada a enorme taxa de abstenção no referendo, chega-se à conclusão de que houve mais gente a comentar a estreia do HORA H do que a votar


No espaço de pouco mais de 24 horas houve uma impressionante avalanche de comentários no HVEM a propósito da estreia do HORA H, que impressiona ainda mais quando pensamos que houve um referendo pelo meio. Houve quem tivesse adorado a estreia, houve quem tivesse detestado; houve quem tivesse adorado personagens que outros detestaram, e quem detestasse personagens que outros adoraram; houve sketches apontados por uns como momentos fortes, esses mesmos apontados por outros como momentos penosos. Houve críticas bem fundamentadas e articuladas, e críticas alarves e disparatadas, algumas escabrosas e gratuitas; houve quem ficasse com a sensação de que existe potencial e esteja disposto a continuar a assistir para ver de que a maneira o programa desenvolve, e quem achasse que não vale a pena voltar a pespegar-lhe olhos. Houve palavras de incentivo para a equipa, criação de pelo menos um grupo de odiadores oficiais do programa, e propostas ingénuas de reformulação total do programa e dos seus personagens.
O que me agrada mais nesta resposta em massa é que não é unânime. Sempre preferi obras/produtos/cenas/coisas (o que lhe quiserem chamar) que não gerem unanimidade. Têm espaço para crescer e para conquistar novos públicos. Abstenho-me de invocar exemplos passados para ilustrar o facto, já foram sobejamente referidos. Outro ponto positivo é que, filtradas as opiniões de quem fundamenta o que diz, das inócuas e apenas provocatórias - que as há ao pontapé no meio das mais de duas centenas que, até agora, se acumulam no blog do Markl -, existem algumas pistas acerca do que poderemos melhorar no nosso trabalho. Mas nunca iremos - nem foi nunca essa a nossa intenção - criar algo que agrade a gregos e troianos, tanto mais que, como já referi, a julgar pela amostra de comentadores, o que agrada brutalmente a uns desagrada bastante a outros.
Haverá sempre quem deteste o programa. É muito bom sinal que gere paixões, de um ao outro extremo. Temos 41 episódios pela frente, um trabalho impossível de realizar caso não acreditássemos nele. Sempre foi nossa intenção arriscar e não jogar pelo seguro. Antes das sugestões de quem viu, está aquilo que planeámos fazer, aquilo que andamos a desenvolver há meses, e do que o episódio n.º1 foi apenas o primeiro tijolo. Não vamos começar já a deitar a casa abaixo só porque houve quem detestasse a casa só de olhar para o primeiro e único tijolo. Até porque houve igualmente quem gostasse. Deixem-me dizer-vos que achei um belo primeiro tijolo, e estou-me borrifando para quem possa pensar que eu, como um dos autores, não devia estar a dar a minha opinião sobre o programa. Mas até dou essa de barato e concentrarei aquilo que tenho a dizer na equipa técnica e de actores: parabéns a todos. Como, para além de autor, sou também fã do Herman, daqueles que queria muito que ele voltasse a ter um programa de humor sem entrevistas e tal pelo meio, estou radiante com este regresso.
Para quem não viu, eis os links para o 1.º episódio do HORA H, enTubado:

sábado, fevereiro 10, 2007

Notícias boas em qualquer dia da semana mas particularmente catitas num sábado

Toy Story 3 e Borat 2 (já depois de Bruno).
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16:52 - ÚLTIMA HORA - A 20th Century Fox vem dizer "calminha no fagote que o contrato para a sequela de Borat ainda não está assinado". A verdade é que não estou a ver como é que se pode repetir a fórmula original do primeiro filme; já a propósito de Bruno, Sacha Baron Cohen veio dizer qualquer coisa como "eh pá, eu agora sou conhecido cumó catano, as pessoas topam-me com mais facilidade e não embarcam na minha converseta". Disse assim, mais ou menos.

Algumas FAQs a propósito do referendo de amanhã

P: Se votar 'sim', serei excomungado?
R: Não, mas a cabeça de César das Neves explodirá, o que é sempre divertido.

P: O aborto é comparável ao enforcamento de Saddam?
R: Não, mas ouvir o bispo de Bragança-Miranda falar é igualmente doloroso.

P: A campanha do 'não' foi a mais disparatada de sempre?
R: Sim, ex-aequo com a do 'sim' para o referendo de há 8 anos atrás, e com a campanha de Carrilho à Câmara de Lisboa em 2005.

Nine Inch Nails


Trent Reznor e compinchas hoje, amanhã e depois, no Coliseu de Lisboa.
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(Update, 14:52) Acabo de perceber que o pobre do Trent não vai conseguir ver a estreia hoje à noite do HORA H.
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(Update, 20:29) Raisparta, ainda não foi hoje que comprei bilhetes. Ainda não está esgotado, pois não?

Cada ovni que vejo pendurado por um fio dá-me anos de vida


Que bem soube rever o interior daqueles ovnis decorados com mesas de madeira e cortinas que só são o interior de ovnis porque nos é dito, de outra maneira podiam muito bem passar por cenários manhosos de uma produção sem um tusto. Espera, mas são mesmo cenários manhosos de uma produção sem um tusto, levada a cabo pela vontade indomável de um homem teimoso demais para deixar de tentar fazer cinema, e que todos os deuses do Olimpo abençoem Ed Wood Jr. por isso. Os cemitérios com cruzes de madeira que tombam ao chão quando alguém passa demasiado perto, porque estão, como as campas, assentes em tapetes no chão de um estúdio. Um hino às - já em 1959 - velhas glórias do horror. Vampira, e a cintura de vespa mais de vespa do universo. As últimas imagens do brilhante Bela Lugosi em filme. Criswell e as suas visões do futuro, não precisa deitar-se no caixão para impressionar. A história por trás do plano extraterrestre para tornar os mortos humanos em soldados, narrada pela retorcida e ingénua perspectiva moral edwoodiana - não tão complexa como a demonstrada em Glen or Glenda - e gostosamente mal-amanhada. Já não sei quantas vezes vi este filme, e continua sempre a surpreender-me com o nível alcançado na escala de 'tão mau que é bom'.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Faltam dois dias para a HORA H


Extremamente positivo, é o balanço feito após o visionamento do primeiro episódio do HORA H pela imprensa. Os jornalistas galhofaram a bom galhofar, agora é esperar por sábado para ver como o programa é recebido pelo público. E digam lá se esta T-shirt do Spamalot que o Herman levou não parece feita de propósito para a ocasião?

A foto do Mestre foi como de costume captada pela ubíqua câmara do telemóvel da Maria João Cruz.

More than meets the eye


Fico sempre de pé atrás quando está para sair um filme realizado por Michael Bay – os ecos de PEARL HARBOR ainda fazem mossa dentro da minha caixa craniana, e por razões bastante diferentes das invocadas pelos americanos. Mas sou grande fã de certas míticas action-figures, outro ataque cerrado - mas este dos bons - levado a cabo pelo Japão, em meados dos anos 80, quando as linhas de brinquedos DIACLONE e MICRO CHANGE foram trazidas para o ocidente pela Hasbro e amalgamadas para dar origem aos TRANSFORMERS. A loucura mecha tomava conta do mundo. As action-figures dariam pouco tempo depois origem a comic books e às séries de animação que faziam as delícias dos meus, salvo erro, sábados de manhã (vejam aqui o genérico da primeira temporada e o da segunda aqui).

Por isso estou em pulguedo para que o franchise chege ao cinema. É de dar o benefício da dúvida a Michael Bay, o mesmo que não lhe dei com A ILHA - até hoje não vi o filme, mesmo sabendo que lá estava Scarlett Joahnsson (sim, é imperdoável). Suores frios deram à costa entre as minhas omoplatas quando surgiu a hipótese de ser Michael Bay a realizar SUPERMAN RETURNS. Mas Bay tem, pelo menos isso há que reconhecer-lhe, um apurado sentido visual (no início da carreira realizou o video de uma coelhinha da PLAYBOY), e sabe lidar como poucos com a lógica de cinema de acção, mesmo que na sua faceta mais inconsequente. Acima de tudo, é o homem a quem os franchises caem em cima do colo como tordos, tendo já produzido remakes de AMITYVILLE HORROR, d'O MASSACRE DO TEXAS (mais a prequela que estreou no ano passado) e o ainda por estrear remake de TERROR NA AUTO-ESTRADA. Se todos estes remakes não tinham razão de ser, o franchise TRANSFORMERS tem ainda muito para dar, e nunca a guerra entre Autobots e Decepticons tinha chegado ao grande ecrã. Já tardava, digo eu, que sou um tarado por mechas.

O argumento foi escrito por Alex Kurtzman e Roberto Orci, a mesma dupla de escribas que, junto com JJ Abrams, foi responsável por MISSION: IMPOSSIBLE III. Pois nem tudo são rosas, mas lá que qualquer um dos trailers tem muito bom aspecto, isso tem. Vejam este video com Steven Spielberg e Michael Bay apresentando aos fãs japoneses o trailer mais recente, e fiquem também com o link para o site oficial.

Agora, imaginem como serão as action-figures feitas a propósito do filme...
Quero.

Sam The Kid vs. Marques Pentes, aliás, 50 Pentes

Depois de uma das reposições da Gala dos 10 Anos do Contra na RTP 1, chega ao You Tube o momento em que Sam se junta a 50 Pentes para uma versão de "Poetas de Karaoke", intitulada "Políticos de Karaoke". Props para o Sam e para o Rui Pimpão, que faz a voz do Pentes. Vejam ou revejam também o excelente video do tema original aqui.

E já agora, se não viram a mui polémica actuação dos Moonspell também na Gala do Contra, cliquem aqui.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

HORA H na Focus

Uma das coisas boas de trabalhar num projecto em que o Markl também está envolvido, para além da óbvia genialidade do homem, é a velocidade e frequência com que ele coloca informação relativa aos trabalhos em que está envolvido no seu blog. Escuso pois de lamentar as omissões e enganos da Pública e da Focus porque o Markl já o fez. É de facto triste - e refiro-me agora à Focus - que a pesquisa não vá para além da Wiki. Enfim. Eu nem tenho por hábito dar grande importância ou fazer aqui destaque ao que vai saindo na imprensa acerca dos projectos em que estou envolvido. Mas acreditem que omissões e trapalhadas deste género podem às vezes ser de longe muito mais enervantes do que más críticas por parte da imprensa.

LOST regressa hoje à ABC (e uma notinha sobre HEROES)

Depois de um interregno que só não pareceu durar para sempre porque os seis primeiros episódios foram muito fraquinhos, com um engonhanço onde o cativante foi substituído pelo frustrante, regressa hoje aos ecrãs da ABC a terceira temporada de LOST. 16 episódios que vão ter de ser mesmo muito bons para compensar o mau arranque de há uns meses atrás.
A série que me tem enchido as medidas é HEROES, que ao primeiro episódio eu tinha achado interessante e ao terceiro me conquistou definitivamente (grande guião, com um tom muito bêdesco, ou não tivesse sido escrito por Jeph Loeb), não só a mim, mas a uma grande fatia de público que está a dar à NBC o seu primeiro sucesso de audiências desde há muito. A 17 de Janeiro foi aliás anunciada a assinatura de contrato para uma segunda temporada, o que são belíssimas notícias. Tenho acompanhado esta brilhante primeira temporada e sei de fonte segura que HEROES foi comprada pela TVI e será exibida em breve, pelo que se não quiserem ter de recorrer aos meios (já) tradicionais de acesso a conteúdos não disponíveis por cá através dos canais "oficiais", não vão ter de esperar muito. Provavelmente vai passar às tantas, ou pelo menos depois da meia-noite, mas vale bem a pena uma noite mal dormida, acreditem.
Actualmente estou muito mais agarrado a HEROES do que a LOST. Mas de longe. Dedos cruzados para que a continuação desta terceira temporada traga a mística de volta.

GTA meets Coca-Cola

Dois vícios juntos, só podia ser bom. Vénias à Wieden & Kennedy, à Nexus e, claro, à Rockstar.

Gnnn


Está feitnnnn esta imagennn éapppenannas ummm pormmennornrrn do que podeennnmm vernnn no Inimignn Públicnn do próxmmmm sábdo..... gnnnnagnnnnn... sono...

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Uma catrefada de coisas, um nico de tempo

As gravações da reportagem que fiz para a gala do Pior Português, a ser exibida no próximo dia 13; o Regicídio; o visionamento do primeiro episódio do Hora H, ver finalmente no ecrã as personagens que temos vindo a desenvolver nos últimos meses (como Yuri Tupolev, Xica Pardoca, Ednílson, Raposinho Pinto, Américo Russo...), e estou como diz o Markl: como autor, não vou estar a tecer considerações sobre o texto, mas impõe-se a minha redobradíssima vénia ao Herman, que está como nunca ninguém o viu, a todo o elenco, cenografistas, guarda-roupa, caracterização (abracélio, Alxeredo), à produção (Simão, olari-ó), à realização e montagem do José Cruz, que é de se tirar o escalpe; o aparecimento deste trailer viral do Hora H; e uma nova fotografia de Yuri; de tudo isto gostava de deixar aqui umas notas, mas o tempo, ai catano, o tempo - agora estou de volta do próximo fotoon para O Inimigo Público, com a televisão ligada ao longe para ir descaíndo o tímpano em cima do Portugal-Brasil -, e o sono, ai catano, o sono. Vai ter de ser assim de fugida. Só para dar um - como diria a Xica Pardoca - beijinho bom.

Eis uma nova fotografia de Yuri Tupolev, revelada aqui em primeira mão, e captada pela omnipresente objectiva do telemóvel da Maria João Cruz. Não, não vou revelar de quem é o cérebro, até porque é algo que só irá saber-se no segundo episódio.



E o trailer viral de
Hora H, com imagens do primeiro episódio:


Olha, e parece que o Simão acaba de marcar um golo. Se não estivesse tão marrequito, levantava-me para ir ver a repetição.

domingo, fevereiro 04, 2007

Hoje na Pública

as novas personagens de Herman no HORA H.

sábado, fevereiro 03, 2007


e a rodar na FHfm:


quinta-feira, fevereiro 01, 2007

O Dia do Regicídio

Há 99 anos atrás foram mortos a tiro no Terreiro do Paço o Rei D. Carlos e o seu filho, D. Luis Filipe. Escolhi o dia de hoje para divulgar em primeira mão o novo projecto de ficção histórica que eu e o Mário Botequilha estamos a desenvolver, sem me lembrar - ingenuamente - que era lógico que os jornais aproveitassem também a data para publicar as informações que o Fernando Vendrell deu à agência Lusa. Belo - é da maneira que me poupo de escrever, uma vez que a notícia saiu hoje no Público.
Uma actualização no que respeita à notícia: agora já estamos na fase da escrita, e O DIA DO REGICÍDIO é, junto com HORA H, CONTRA e outros projectos de que falarei aqui noutra oportunidade, uma das causas para a falta de horas de sono que se me acumulam no lombo.
O conceito que eu e o Mário propusemos para esta série é, estou em crer, completamente diferente do que já foi feito na área da ficção portuguesa, muito mais no que respeita a séries chamadas históricas. A narrativa vai apoiar-se nos diversos pontos de vista dos vários implicados no regicídio, e nas diferentes versões historicamente documentadas, umas contradizendo outras. O mesmo momento será retratado de maneira diferente, de acordo com o percurso dramático definido para cada um dos personagens. Conto aqui escrever mais acerca de todo este processo de criação e escrita, como fiz acerca de BOCAGE, e como vou fazendo relativamente aos vários projectos em que estou envolvido. Mas não hoje. Dividi o dia entre CONTRA e o regicídio, e a noite ainda me reserva umas belas horas de trabalho nesta série. Fiquem entretanto com a notícia que saiu hoje no Público - basta clicarem na imagem para poderem lê-la na íntegra.