Óbito

Shohei Imamura, aos 79 anos.
O ponto de partida para a história deste filme, escrita por Bryan Singer junto com Michael Dougherty e Dan Harris (os três já tinham trabalhado juntos em X2) conta-se em poucas linhas: cinco anos depois de desaparecer da face da Terra, Kal-El - que, para quem não sabe, é o nome kryptoniano de Clark Kent, aka Super-Homem - regressa para descobrir que Lois Lane casou com outra pessoa, e que o seu arqui-inimigo, Lex Luthor (Kevin Spacey, no que parece ser mais uma brilhante interpretação, capaz talvez de fazer sombra à de Gene Hackman nos Supers anteriores), ganhou acesso à tecnologia da Fortaleza da Solidão. A pergunta que todos fazem, incluindo o próprio Super, é: precisa o mundo de um Super-Tipo?
Martha Kent (a actriz Eva Marie Saint) e o filhote que veio do céu
Pode dizer-se, sem estar a fugir muito da verdade, que a série ALL STAR está para a DC como a ULTIMATE está para a Marvel: junta autores aclamados pela crítica e pelos fãs (fãs que são também os maiores críticos da indústria), e dá-lhes a liberdade de interpretar personagens clássicas do universo DC sem terem de se preocupar com questões de continuidade. Neste tipo de trabalhos, é de esperar abordagens pós-WATCHMEN (pós-pós-WATCHMEN?), mas ALL STAR SUPERMAN pertende regressar à Silver Age dos comics, muito antes de Alan Moore e Dave Gibbons se terem lembrado de mostrar ao mundo um super-herói (o Comediante) a espancar e violar uma mulher.
Já em 1998, Morrisson juntara-se a Mark Waid, Mark Millar, e Tom Peyer para apresentar à DC uma proposta do rumo a seguir pela personagem Super-Homem no terceiro milénio. Defendiam a tese de que o filho de Krypton devia passar por uma re-invenção a cada quinze anos; davam como exemplo os trabalhos de John Byrne, Julie Scwhartz e Denny O’Neil, e Mort Weisinger, todos com quinze anos de distância entre eles, e afirmavam que o tempo para re-inventar o mito do Homem de Aço tinha chegado. Tudo estava prestes a avançar, mas uma reviravolta inesperada dos acontecimentos acabaria por deitar tudo a perder (saibam mais aqui). Anos depois, Grant tem na linha All Star a liberdade para dar à personagem o rumo que deseja, desde a sua origem. Fonte de inspiração: a Silver Age dos Comics.


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Tópico: Cinema
Fui ontem à antestreia de X-MEN 3: O CONFLITO FINAL (convite cortesia de xodôna Susana) e hoje ainda estou abatido. Os dois primeiros actos correram muitíssimo bem, e cheguei a pensar que este ia ser o melhor da série. Mas a maneira como tudo se resolve é tão atabalhoada e a despachar que a sensação que fica é de uma frustração enorme.
Depois, há Wolverine a mais. Não deixo de perceber - é a personagem favorita de milhões, uma das minhas, também, e, se Hugh Jackman não me convenceu no primeiro, convenceu-me no segundo. Mas neste deu três passos atrás. E a oscarizada Halle Berry, que tirou o óscar do bolso para exigir mais protagonismo neste X3, porque de outra maneira não contavam com ela, mais valia ter estado quieta. A irritação que o final deste filme, e desta trilogia, me provocaram até me fizeram levantar antes de ver a tão falada cena super-secreta de 30 segundos que passa depois do genérico. Quando forem ver o filme, já sabem, controlem-se e fiquem até ao fim. Depois contem-me. Arrisco dizer que deve estar relacionado com o apregoado spin-off de Wolverine (pois é, rejubilai, meninas, parece que Wolverine-Jackman vai ter um filme só para ele).
Enorme destaque também para Ellen Page enquanto Kitty Pryde (o confronto com Juggernaut é rápido mas emocionante). Atenção a esta garota: ela entra em HARD CANDY, filme premiado no festival de Sitges e presente na selecção oficial de Sundance. e que, a julgar pelo trailer, parece ser uma coisa em bom.
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A ASCENSÃO DOS LORDI AO OLIMPO DA EUROVISÃO ou O DIA EM QUE A CABEÇA DE ELÁDIO CLÍMACO EXPLODIU!
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...a sete minutos de X-Men 3?
Muito, muito, muito?
Ok, cliquem aqui.
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Quando discutia com a mulher punha a televisão na Fashion TV, e fingia que os gritos queixosos vinham de uma moça bonita.
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Tópico: Azul a Cores, Mostra Internacional de Teatro de Santo André, Projectos, Teatro

(esta imagem é apenas um pormenor do que vai sair amanhã n'O INIMIGO PÚBLICO)
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Grande alarido fez Freitas do Amaral por causa da capa da última edição do Expresso. Lia-se: “Freitas cansado no Ministério dos Negócios Estrangeiros.” O ministro esteve até para convocar uma conferência de imprensa, antes ainda do jornal estar cá fora, para explicar que o título era mal-intencionado e que pretendia passar de si uma imagem desgastada. Acabou por não haver conferência, mas Freitas do Amaral não deixou de barafustar.
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