terça-feira, outubro 31, 2006

Sábado, Salvo erro no IP


(pormenor do fotoon do próximo número d'O INIMIGO PÚBLICO)

Inferno na Terra 2006 (com um update - vão lá ao fim do post, faxavor)

O YouTube tem um congénere francês. Dailymotion, talvez por não ter nem o hype nem a quantidade de videos do gigante comprado pelo Google, goza de maior liberdade (leia-se rebaldaria). Ou seja, é possível encontrar no Dailymotion episódios inteiros de séries que normalmente pouco tempo iriam conseguir aguentar-se on line no YouTube antes de serem detectados e retirados. Como este HELL ON EARTH 2006, episódio do SOUTH PARK comemorativo do Halloween, que foi para o ar na Comedy Central há menos de uma semana (quarta-feira, dia 25, para ser mais exacto).
É uma pena toda esta questão dos direitos para a Europa que não permite, entre outras coisas, que séries destas sejam por cá disponibilizadas via, por exemplo, iTunes. É portanto suposto aceitar sem reservas esta norma que impede a loja portuguesa de dispôr conteúdos on line ao mesmo tempo que a loja americana. Vão-nos valendo estes Magnuns Amêndoa de infracção, servidos grátis. O acesso via YouTube, ou sites que prestem serviços análogos, nunca poderá ser evitado, nem será esse o caminho, como começa a ser óbvio para todas as partes envolvidas. Já vários canais de televisão - a própria NBC - começam a utilizar o YouTube como aquilo que ele é: um excelente veículo de divulgação. Mais: um excelente veículo de divulgação grátis para o anunciante. O uso deste tipo de meios traz aos canais de TV lucros suficientes para cobrir o eventual prejuízo provocado por visionamentos não autorizados.
Mas chega de converseta: o Halloween é esta noite, e consegui espremer, entre as 198727 coisas que tenho para fazer, a escrita de uma historieta. Acho que há três posts abaixo me deixei entusiasmar demais quando chamei à "Raposa Empalhada" um conto - aquilo é uma historieta, escrita sem o rigor e desenvolvimento necessários para poder ser chamada de conto. Talvez um dia possa aprofundar e polir mais aquela ideia, seja para que meio for: aquelas ou outras que entretanto fui postando aqui, outras histórias apresentadas ainda em esboço, umas mais inacabadas que outras, work in progress, ou mesmo work que não terá progress. De qualquer maneira, ter conseguido arranjar um tempinho para escrever esta que vou aqui publicar esta noite já foi um milagre de Halloween. Espero que apreciem.
Aqui fica entretanto South Park: Inferno na Terra 2006.



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(Update - 18:32) Se ainda não viram o episódio, é melhor que o façam antes de continuar a ler. Já está? Ok. É que este magnífico episódio de SOUTH PARK está a gerar polémica devido à presença do recém-falecido Steve Irwin na Super Sweet Sixteen Party que Satã faz para comemorar o Halloween. A maneira como Trey Parker e Matt Stone o fazem é brilhante - um esbirro de Satanás vai falar com o seu amo, dizendo-lhe que há um tipo que está a causar mau ambiente por estar vestido de Crocodile Hunter. Satã vai falar então com o tipo, pedindo-lhe para sair, por achar que é ainda cedo demais para brincadeiras com alguém que morreu há tão pouco tempo. O tipo responde-lhe que não está mascarado de Crocodile Hunter - é o próprio. o Senhor do Mal tem mais sensibilidade para com os mortos do que os criadores de SOUTH PARK, e nós agradecemos o facto. A questão com que todos os humoristas se debatem - quanto tempo de 'luto', qual a duração do 'período de nojo' para que se possa fazer uma piada a partir de um assunto mais delicado? Penso que as piadas têm o seu tempo próprio, aparecem quando aparecem, às vezes ao mesmo tempo que a desgraça. É só preciso ter algum tacto e escolher bem a quem a dizemos. No caso do público do South Park, acho que já passou o tempo suficiente. Tudo o resto são danos colaterais (expressão terrível, hein?), e invocar falta de respeito parece-me despropositado. E daí talvez não, mas o que é a comédia sem uma certa falta de respeito? É só preciso não confundir atrevimento com insolência; mas também nem só de atrevimento se faz a comédia. Também me parece exagerado que se fale em homenagem, não vamos tão longe. Mau-gosto? Desde que não digam isso como se o mau-gosto fosse sempre uma coisa má. Leiam a notícia no site da BBC.

segunda-feira, outubro 30, 2006

The dying seaman said...


Continuando a contagem decrescente para o Halloween, eis um conto de horror narrado pelo inimitável Vincent Price. Do disco A GRAVEYARD OF GHOST TALES, de 1973, a FHfm está a passar, apenas durante o dia de hoje, "Harp Notes in the Mist", onde uma antiga música portuguesa é tocada a bordo de um navio em chamas, e o desejo de vingança de uma mulher é capaz de acordar os mortos do seu leito subaquático. Muahahahah(risada maléfica)ahahahcof-cof(tosse)cof. Hum. Bom.

domingo, outubro 29, 2006

A família Bellamy


Grande concerto quinta-feira o dos Muse. Campo Pequeno a rebentar pelas costuras. O recinto é novo, daí que se perceba que nem os responsáveis soubessem exactamente para onde tinhamos de ir para encontrar os lugares indicados nos bilhetes. Valeu-nos uma senhora com ar de não saber quem eram os Muse, mas que apresentava certezas acerca do caminho a seguir. Não fosse ela a intervir e os rapazotes à porta tinham-nos feito ir para outra fila, depois de termos chegado ao fim daquela. Obrigado, senhora.

A fazer a primeira parte deste concerto estiveram uns moços dos quais não sei o nome e que contente estou por isso. A pulguita eléctrica da vocalista deu os seus pinotes e a assistência fez o obséquio de não se deixar ver a tapar os ouvidos. Houve até quem parecesse estar a gostar, mas só durante meia música. A banda lá se despachou e pouco tempo depois veio o que interessava.

Matthew Bellamy é um guitar hero, não haja dúvida - não só sabe tocar como sabe de cor todas as poses que tão bem complementam a sonoridade dos Muse, aquela espécie de rock progressivo que quase sempre atinge proporções épicas, apoiado numa base rítmica sólida, cortesia de Chris Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria). Às vezes é como se estivéssemos a ouvir uma orquestra. Depois, Bellamy tem aquela voz capaz dos falsetes mais inacreditáveis, que, mesmo com a óptima qualidade do som de palco, era muitas vezes abafada pela assistência conhecedora das letras da maior parte das músicas, se não de todas.

Público em permanente rubro, a não conseguir fazer silêncio mesmo quando Bellamy se sentava ao piano e tentava temas mais suaves. Valeu ninguém ter começado a gritar "Portugal", como é bimbo costume em muitos concertos. Corrijo: houve quem tentasse, mas gente de bom gosto ao lado fez questão de não aderir. Se era para gritar, que gritassem "Olé", sempre estávamos numa praça de touros.

Foi a primeira vez que consegui ver Muse a actuar ao vivo, e espero repetir a dose. Mesmo os temas de ABSOLUTION (o disco deles de que menos gosto) me fizeram vibrar, mas a loucura foi mesmo quando revisitaram esse álbum magistral que é ORIGIN OF SYMMETRY.

Quem não foi, vergaste-se veementemente, enquanto ouve um qualquer tema dos Muse e contempla com lágrima ao canto do olho as poucas fotos que consegui tirar (cliquem nas imagens para torná-las maiores).

sábado, outubro 28, 2006

It's the Great Pumpkin, Charlie Brown


O que penso do Halloween já o disse o ano passado, por isso, adiante. E se no último me deu para escrever um pequeno conto para comemorar a data, este ano, se não tiver tempo para o mesmo, vou pelo menos postar alguns bonbons relacionados com a época, desde ficheiros audio com contos clássicos de terror narrados pelo inconfundível Vincent Price, até este episódio de PEANUTS (o meu preferido), com três nomeações para os Emmys, e que, a propósito, celebra 40 anos.

quarta-feira, outubro 25, 2006

O que é que se faz quando estão a filmar FANTASTIC FOUR 2 por baixo da janela de nossa casa?

Eu iria a correr escada abaixo na direcção de Jessica Alba, gritando "Jessica, Jessica, I'm just a fan!" até ser detido e pontapeado pelos seguranças, mas este indivíduo optou por tirar fotografias. Gente doida.


E já que estamos em maré de fotos de locais de rodagem, aqui ficam algumas de SPIDER-MAN 3 que a Susana Romana e a Patrícia Pereira me enviaram durante uma viagem que fizeram à Grande Maçã. Se clicarem nas imagens podem vê-las em tamanho maior e conseguirão ler o que diz no palco: "Thank you, Spider-Man".




terça-feira, outubro 24, 2006

Porque toda a gente tem uma história para contar

Já passou um ano desde que o Nuno Artur Silva, o Miguel Guilherme e a Inês Fonseca Santos deram início ao programa HISTÓRIA DEVIDA, na RDP. Recuperando a iniciativa de Paul Auster, o National Story Project, pediram aos ouvintes que enviassem uma história verdadeira, curta e concreta, como definiram a certa altura. A resposta foi enorme, e todos os dias é possível ouvir a leitura que o Miguel Guilherme faz dessas histórias. Agora saíu o livro HISTÓRIAS DEVIDAS, que incluí as histórias seleccionadas deste primeiro ano, todas elas curtas e concretas, episódios da vida de pessoas que, ao escrevê-las, provaram a máxima de que toda a gente tem uma história para contar. Umas divertidas, outras tristes, outras as duas coisas ao mesmo tempo, às vezes nada disto. Mas são sempre reais e deixam vontade de ler a próxima. O livro conta com ilustrações do António Jorge Gonçalves, que também desenhou a capa, o que seria, por si só, motivo para adquiri-lo. HISTÓRIAS DEVIDAS já pode ser encontrado nas livrarias, mas a apresentação oficial será dia 11 de Novembro, na Fnac Chiado, em Lisboa.

E não é um Moleskine

Um bloco de notas com 59 anos, do lendário cantor country Hank Williams, vale 250.ooo dólares. Contém letras de canções que nunca chegaram a ser editadas, e foi roubado.

Dava-lhe um jeitaço, por causa do Parkinson

Alex P. Keaton, o personagem que Michael J. Fox interpretava em FAMILY TIES, era um republicano insuportável (diz que são todos), mas passados estes anos é vê-lo em campanha democrata a defender a pesquisa sobre células estaminais.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Outro dia em que a minha cabeça foi como que esmagada por uma pá.

Foi quando li isto:


"Lichtenstein: creator or copycat?
By Alex Beam, Globe Columnist | October 18, 2006

Art teacher David Barsalou has an interesting avocation. He has found and catalog ed almost every comic book panel later blown up and sold for megabucks by 1960s Op Art icon Roy Lichtenstein. So far, Barsalou has about 140. You will see a sample on this page, or go to his website,
Deconstructing Roy Lichtenstein.

Color me naive, but I never thought Lichtenstein's work was a direct copy of scenes from comic books. I assumed that he stylized certain scenes suggested by the comic vernacular of the 1950s and 1960s. ``He tried to make it seem as though he was making major compositional changes in his work, but he wasn't," says Barsalou, who teaches at the High School of Commerce in Springfield. ``The critics are of one mind that he made major changes, but if you look at the work , he copied them almost verbatim. Only a few were original."

Leiam o resto aqui, e não deixem de visitar Deconstructing Roy Lichtenstein.

Para mim, enorme fã do trabalho de Roy Lichtenstein, é como levar com um barrote pela cabeça abaixo. Custa a engolir, mas as evidências são f#%!%@$! O Boston Globe também promove uma sondagem: Isto afecta a visão que tem do trabalho de Lichtenstein? Pois com certeza que sim.

domingo, outubro 22, 2006

De partir o coco.


Ontem, durante algumas horas, o ÓDIO VISCERAL em que Nuno Markl e Orlando Panhões me mutilam e matam chegou a ser o 66º video do YouTube mais visto na categoria de comédia. Portanto, de todos os milhões de videos galhofeiros disponíveis para curtir um sábado, aquele em que Panhões, esse cruzamento de pintas com 'scanner' de Cronenberg, me faz saltar os olhos das órbitas e me esmaga o crânio com uma pesada pá, foi durante algum tempo uma das fontes de risota mais procuradas. Não sei o que é que hei-de pensar sobre isto.

sexta-feira, outubro 20, 2006

O dia em que a minha cabeça foi esmagada com uma pá.


O Markl anda a colocar no YouTube os episódios de ÓDIO VISCERAL, esse objecto raro e tantas vezes incompreendido do qual sou fã, ou não tivesse eu um gostinho especial por tudo o que é série-B. Representações de violência extrema, concretizadas com uma escassez de meios daquelas de bradar aos céus, em que duas bolas de ping-pong pintadas com caneta de feltro fazem a vez de olhos, e uma melancia toma o lugar da cabeça da vítima (eu, neste caso). Acho que foi Frank Zappa que disse uma vez gostar de filmes em que se vêem os fios a fazer mexer as patas da aranha gigante, ou os pés humanos por baixo do fato de borracha do monstro, qualquer coisa assim do género, e é exactamente esse carinho que eu nutro por obras do calibre do ÓDIO VISCERAL. Tudo o que são experiências descomplexadas e despretenciosas têm os meus thumbs up, e tenho pena que não existam mais coisas deste tipo nos canais cabo. Quando o Markl e o Orlando Panhões, a.k.a. Francisco Palma, me convidaram a levar um ódio meu para ser destruído e a oferecer-me a mim próprio como sacrifício, aceitei de imediato. Já os conheço há anos, por isso as gravações mais pareceram um banal encontro de amigos para uma tarde solarenga de homicídio simulado, não fosse o pormenor de estar a chover. Esse foi o dia em que mais me aproximei da sensação de ser um dos meus ídolos, Bruce Campbell - é que, assim como ele ficou com irritações na pele por causa da caracterização de zombie que usou em WITHIN THE WOODS (filme de 1978, espécie de 'ensaio' do que viria a ser o primeiro filme da saga gore EVIL DEAD), também eu desenvolvi uma reacção alérgica à maquilhagem usada para fingir que os meus olhos tinham saltado para fora. Esta é também a última vez em que aquele meu adorado blusão de cabedal, com uns bons 12 anos que fariam dele um excelente whisky velho, foi visto com vida. Porque depois da valente pazada que Panhões pregou na melancia que substituiu a minha cabeça na deliciosa cena de esmagamento craniano, a pá deu em resvalar e fazer um doloroso rasgão no desprevenido blusão. Safaram-se as minhas costas, já que o blusão estava colocado numa cadeira. Panhões é implacável, e impõe-se o seu regresso.

Amanhã, Salvo erro no IP

- pormenor do fotoon
do próximo número
d'O INIMIGO PÚBLICO -

quinta-feira, outubro 19, 2006

Matrioshka


Estreou esta terça-feira o novo espectáculo dos Alcómicos Anómimos, intitulado MATRIOSHKA, e bastava que tivesse metade da piada do anterior TERAPIA DE GRUPO para já valer a pena ir vê-lo. Vai estar em cena no Teatro Mundial até 12 de Dezembro, e de certeza que não vou perdê-lo. Em muitos aspectos, esta malta não fica a dever nada a grupos de sketch-comedy que vi em Agosto no Fringe de Edimburgo. Saibam mais aqui.

quarta-feira, outubro 18, 2006

O Interior é igual em toda a parte.


Há livros em que as personagens, mais do que se revelarem, fazem aumentar a vontade que temos de conhecê-las. Acabamos o livro com essa vontade, porque houve muitas respostas que ficaram por dar, porque não existem, ou talvez não sejam o mais importante. Esses livros acabam por ficar connosco durante mais tempo, às vezes a vida toda. Quem me alertou para isto foi o Rui Cardoso Martins, e o seu romance de estreia é um desses livros. E SE EU GOSTASSE MUITO DE MORRER é uma sucessão de socos no estômago, que têm a capacidade de criar a dormência necessária para aguentarmos a força crescente com que se sucedem, sem nunca nos tornarem indiferentes. Uma mistura única de sensibilidade e humor, se é que são duas coisas distintas (este livro faz-me duvidar disso). Li-o em duas noites e voltei a ele todos os dias seguintes. Parece tão distante do meu quotidiano, mas, ao mesmo tempo, tem tantos pontos de contacto. A morte é um tema que nos diz muito a todos. Tenho a sorte de trabalhar diariamente com o Rui, e por isso tenho a oportunidade de massacrá-lo com perguntas que faria aos meus autores favoritos. Ele é um dos meus autores favoritos. Este livro vai sobreviver ao Rui. E acho que isso é a melhor coisa que pode acontecer a uma obra.

"Na confusão do mundo, um rapaz sobe a rua. O Interior é igual em toda a parte.
Mas hoje vai mudar. Ele traz um segredo terrível no bolso do kispo.
Faz calor na província dos suicidas. Dá vontade de rir: uma cidade em que até o coveiro se mata... São estatísticas, tudo em números. Na Internet, há sexo e doidos japoneses e americanos para conversar em directo. No campo, granadas e ervas venenosas. No prédio, um jovem assassino toca órgão.
O space-shuttle leva cortiça do Alentejo para o Espaço. O Bispo viu o maior massacre da guerra de África e calou-se.
Mas hoje vai responder. Os factos verdadeiros são os piores.
O amor do rapaz rebentou.
Que responsabilidades temos quando nada fizemos?
Em que fado parámos, onde fica Portugal?"

Rui Cardoso Martins
(texto da contracapa)

O livro será apresentado por António Lobo Antunes amanhã, quinta-feira, 19 de Outubro, às 18h30 na Fnac Colombo.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Obrigado


É oficial, o FILME DA TRETA é o filme português com maior número de espectadores no fim de semana de estreia - 55 MIL pessoas já foram assistir! Em nome da vasta equipa que ajudou a tornar esta treta possível, um enorme obrigado.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Filmes para ver numa sexta-feira 13 (2)


Este só estreia para o ano. Saibam mais aqui.
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(Update 11:50) - O trailer de GRINDHOUSE está a ser retirado do YouTube devido a questões de copyright quase tão rapidamente quanto novas cópias são colocadas on line. Por isso, se este clip de repente deixar de estar disponível, vão até ao YouTube e façam uma busca a grindhouse trailer que dão com ele de certeza. Os gritos que se ouvem em fundo são da assistência dos Spike Screams Awards (magnífico evento), onde o trailer foi exibido recentemente, e atestam bem a reacção que teve. Eu próprio, quando o vi pela primeira vez, dei por mim aos berros até os vizinhos chamarem a polícia. É a-bsolu-tamen-te arrasador. E tem Rose McgnngnaangnaGowan.
(já agora, a propósito de Grindhouse, façam uma visita a este belo blog)
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(Update, 14/10 - 13:07) Vejam o trailer aqui, tem mais qualidade video e audio, formato maior e tal.

Filmes para ver numa sexta-feira 13 (1)

quinta-feira, outubro 12, 2006

FILME DA TRETA - HOJE - ESTREIA NACIONAL

É exactamestes hoje, em 31 salas de cinema, espalhadas por mais de 10 cidades do país. Enquanto não tenho tempo para mais, fiquem com estas fotos de alguns pedaços arrancados aos décors do filme, e que estiveram em exposição no cinema São Jorge durante a antestreia da semana passada (a segunda, depois do Open Air). Cliquem nas imagens para torná-las mais granjolas.

O símbolo da ordem religiosa onde Zezé encontra refúgio: a Ordem dos Caracolários Descalços.



A estátua de um dos maiores vultos da História do bairro da Ladroa no geral, e de Portugal em particular: El Infante D. Fuas Bogalho, O Atrofiador, montado no seu burro Popeye, na altura em que descobriu o caminho marítimo para Espanha.

domingo, outubro 08, 2006

Filmalhaço: AMERICAN DREAMZ


Um presidente dos EUA (Dennis Quaid) que resolve começar a pensar pela sua própria cabeça - apesar das evidentes limitações -, e assim libertar-se do manipulador Dick Cheney (aqui com outro nome) interpretado de forma brilhante por Willem Dafoe; uma jovem white trash (Mandy Moore) que sonha alcançar a fama e o sucesso a qualquer custo; o apresentador do programa televisivo mais badalado do país (Hugh Grant), American Dreamz - e que não é mais que o American Idol, o equivalente americano ao nosso Ídolos; e um iraquiano fã dos velhos musicais made in USA, feito terrorista à força. Na final do concurso, cujos votos da última temporada superaram o número de americanos que foram votar, o júri conta com o próprio presidente: uma manobra publicitária com o objectivo de aumentar a popularidade em baixa deste George W. Bush (que no filme tem o nome de Joe Stanton). O que nem o presidente, nem ninguém da sua administração, desconfia, é que o finalista iraquiano é suposto fazer-se explodir em directo, levando consigo o presidente e concretizando assim o seu próprio sonho americano.
Tudo neste filme é brilhante, desde o argumento, passando pela banda sonora, até às interpretações de um elenco escolhido a dedo. A devida vénia a Paul Weitz, que escreveu e realizou. Acho que este filme, deste ano, nem sequer chegou às salas de cinema portuguesas, ou, se passou, foi a correr e sem a devida promoção, provando mais uma vez a reserva com que o cinema de comédia ainda é tratado em terras lusas (e não só). Nas palavras do próprio Paul Weitz, as pessoas gostam que os seus remédios saibam mal, que é como quem diz, o drama é sempre mais respeitado. Talvez nem tanto pelo público, mas sem dúvida pela crítica. Que o preconceito não seja motivo para deixar de apreciar AMERICAN DREAMZ pelo que ele é: uma reflexão profunda e um retrato hilariante e perturbador da América actual. Imperdível. Corram imediatamente ao videoclube mais próximo.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Snacks no iTunes e Lusocast




Amanhã, Salvo erro no IP

Na terça-feira, dia em que costumo photoshopar a bonecada para o IP, comecei por fazer um fotoon sobre a utilização da imagem de José Sócrates na campanha de Hugo Chavéz, mas desisti a meio porque já era old news. Quando mudei de ideias acerca do tema a tratar, ia neste ponto:

Portanto, abandonei Chavéz, as suas invectivas contra El Diablo Bush e a questão dos cartazes com Sócrates, e meti mãos à obra para arranjar uma solução para este problema. Aqui fica então um pequeno teaser do que irá sair n'O INIMIGO PÚBLICO de amanhã.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Salvo Erro SNACK TV - Trailer 1


(Update - 19:55) Os projectos em que estou envolvido (e dos quais irei falar em breve) são tantos que ainda não tive tempo para montar o primeiro Salvo Erro: Snack TV. Mas finalmente consegui fazer este pequeno trailer que, além de disponível no YouTube, já tem um feed próprio, onde podem não só vê-lo com melhor qualidade video e audio, como também fazer o download. (Olho para estas imagens que gravei há menos de dois meses, e parece que já passaram décadas deste que tive férias. Raisparta.) Já inscrevi o videocast no iTunes e é uma questão de horas até o trailer lá estar disponível. Seguem-se também o download para telemóvel, e a inscrição no Lusocast e ZENcast (já agora, O Horror iNominável já lá está há algum tempo; o meu obrigado a quem quer que o tenha inscrito).
Estes primeiros Snacks irão, como já perceberam, ser sobre aquele que é o maior festival de artes do mundo - o Fringe de Edimburgo. Já escrevi um pouco sobre o Fringe aqui e, principalmente, aqui, nas notas (ainda não terminadas; nem para isso tenho tempo, ó catano) acerca das fotos que tirei por lá; mas uma coisa é lerem sobre o festival e verem umas fotografias, e outra, completamente diferente, será assistirem às imagens que gravei: as várias venues de Edimburgo, as entrevistas-relâmpago com alguns dos comediantes presentes, e até um cheirinho de um espectáculo de stand-up.
E talvez mais importante que tudo isto... o meu encontro fugaz com MR. SEAN CONNERY!
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(Update, 21:08) O snack já está disponível para telemóvel, aqui.

domingo, outubro 01, 2006

As novas temporadas de SMALLVILLE e SUPERNATURAL

Com o Outono chega também uma nova fornada de séries que se estreiam nos EUA. Quinta-feira foi a vez da sexta temporada de SMALLVILLE e da segunda de SUPERNATURAL. O primeiro episódio desta season das aventuras de Clark Kent enquanto adolescente é mais um final de temporada que um começo, uma vez que tudo tinha ficado pendente no último episódio da série anterior. Lex possuído por Zod, e Kal-El preso na Zona Fantasma. Ganchos para a sexta temporada, intrigas que se resolveram com a quantidade de efeitos especiais e espectacularidade que uma season premiere de SMALLVILLE exige; ainda mais nesta altura: é a primeira temporada a ser exibida depois de SUPERMAN RETURNS, e as comparações feitas após a estreia do filme serão novamente remoídas. Mas os efeitos especiais e a insistência na construção de uma mitologia própria - apesar de sempre baseada no universo orginal da DC Comics - só convencem os fãs de SMALLVILLE, e esses já não precisam de ser convencidos.

A série, no ponto em que está, não é nada de especial, e às vezes chega até a ser um pouco chata. Os diálogos são muito explicadinhos, como se cada informação tivesse de ser repetida até à super-exaustão para entrar nas cabeças do público teenager e americano do CW. O único momento digno de nota deste primeiro episódio da sexta temporada é quando Lex/Zod obriga Kal-El a ajoelhar-se à sua frente, numa recriação da clássica cena de SUPERMAN II. Kneel before Zod. (Já agora, se não conhecem o site de tributo ao General Zod original, interpretado por Terence Stamp, cliquem aqui.)


Bastante mais interessante foi a estreia de SUPERNATURAL. O final da temporada anterior teve um dos desfechos mais brutais de sempre (batido apenas talvez, e num registo bastante diferente, pelos finais de algumas temporadas do lendário BLAKES 7, série de ficção científica de final dos anos 70, início dos 80, e que chegou a ser exibida cá em Portugal). SUPERNATURAL abre esta segunda série com um episódio bastante aceitável, quase que inteiramente passado num hospital, num passo calmo com espaço para muitos diálogos que exploram ainda mais a complexa relação entre os personagens. A primeira temporada foi toda exibida pela 2:, e espero que a segunda também o seja. Se não quiserem esperar que chegue a Portugal, ou pela caixa de dvds, cliquem aqui para ver o primeiro dos seis clips em que o primeiro episódio foi dividido para caber no YouTube, e depois sigam as indicações para ver os restantes clips. E para ver o primeiro dos quatro da estreia de SMALLVILLE cliquem aqui. Convém que o façam rápido - o piloto de HEROES, por exemplo, já foi detectado pelos controleiros da NBC e retirado.

Aproveitando que estou a falar de SMALLVILLE - Justin Hartley, que nesta sexta temporada irá interpretar o jovem Oliver Queen/Green Arrow ao lado de Tom Welling, foi também o protagonista de uma série que não passou do piloto - AQUAMAN: MERCY REEF, de Alfred Gough e Miles Millar, os mesmos escribas de SMALLVILLE. Nem o sucesso que depois alcançou no iTunes chegou para garantir a continuidade de Aquaman. Podem ver o piloto aqui, no primeiro de cinco clips em que está dividido, e aqui poderão saber mais sobre esta série que não chegou a sê-lo. O que não m'aquenta nem m'arrefenta.

SNAKES ON A PLANE não é tão mau que chega a ser bom: é apenas mau.


Todo o hype começa a vacilar nos primeiros minutos, porque SNAKES ON A PLANE falha no tom. Não é irónico o suficiente, não é de mau-gosto suficiente, enfim, não é camp o suficiente. Não se leva a sério, nem podia, mas não vai muito longe na paródia que faz aos mecanismos típicos do thriller de acção. As cenas em que as serpentes dizimam grande parte dos passageiros acontecem todas umas a seguir às outras, numa sucessão rápida que talvez agrade muito aos viciados na linguagem MTV, mas que não permitem saborear o perigo, o horror (cómico) de estar fechado num avião com aquele serpentame todo. A sequência do casal que é atacado na casa-de-banho fica-se pelo gag, mas nem é das piores. No geral, fica a impressão de um compromisso, entre aquilo que era o tom original idealizado para o filme e a loucura camp sugerida/exigida pelos fãs durante quase um ano de hype gerado na internet. Muito potencial, mas fica-se pela intenção. Samuel L. Jackson não tem oportunidade de brilhar, e nem quando diz a mítica frase I've had it with these motherfunckin' snakes in this motherfuckin' plane me fez titilar. SNAKES ON A PLANE é um filmezito para ver na televisão, numa tarde de domingo daquelas em que o critério está meio adormecido. Vê-lo numa sala de cinema fez-me, a certa altura, suspirar um I'm tired of this mortherfuckin' movie with these motherfuckin' snakes.