sexta-feira, setembro 29, 2006

Mais fotos da Treta Open Air

O Miguel Guilherme já me enviou as fotos da gigantesca tela do Open Air a ascender aos céus. Aqui estão elas, em todo o seu esplendor sci-fi.
(Se clicarem nas imagens poderão vê-las em formato maior)


É preciso reconhecer o génio quando damos com ele.

Quando for grande quero ser como Gunther, e ter muitas amigas que toquem no meu tra la la, no meu ding ding dong.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Sobre o primeiro episódio de HEROES


Foi para o ar segunda-feira, na terça estava disponível nos Torrents da vida, e ontem já morava no You Tube. Seria mais agradável aceder a uma cópia de melhor qualidade (e HEROES até esteve disponível no iTunes uma semana antes de estrear na NBC), mas a loja portuguesa no iTunes não vende séries. Felizmente existe o site dos fãs, e pude assim assistir ontem ao primeiro episódio.

Aviso de SPOILER: se não querem saber pormenores do episódio antes de vê-lo, então não leiam o que vem a seguir.

O que me ocorre dizer sobre este piloto é o mesmo que comentei no You Tube: gostei. Boas personagens (um bocadinho de Super-Homem aqui, um pouco de Wolverine acolá), mas os diálogos são fraquinhos. Adorei a cheerleader com capacidade de cura quase instantânea - a maneira como está sempre a auto-infligir ferimentos é muito kinky; o japonês Trekkie e fanático por comics que é capaz de dobrar o tempo e o espaço; e a online stripper cujo reflexo parece ter vida própria e ser capaz das maiores atrocidades (a esta chamo de Mirror-Stripper). Acrescento que a intriga me pareceu um bocado previsível, mas talvez que ao espectador menos acostumado com os mecanismos da banda desenhada de super-heróis a maior parte disto pareça novo, sem sê-lo: tem lá o seu quê de X-MEN, e de NEW UNIVERSE, com o eclipse solar a fazer aqui a vez de Evento Branco. A ideia de super-heróis sem uniforme também não é novidade - basta lembrar SMALLVILLE, para citar só um exemplo. Mesmo assim, HEROES não deixa de ser interessante. Mais que isso. A narrativa agarra-nos, e os personagens são puxados até ao limite. Dá a impressão que cada um deles tem um papel muito bem definido na batalha contra o mal previsto na pintura do junkie-oráculo. Faltam aparecer personagens, novos super-poderes, o que desperta ainda mais curiosidade.

Fim de SPOILER.

Por mim, podem vir temporadas e temporadas de HEROES, que eu continuarei a assistir. Mas infelizmente temo que a série não tenha impacte suficiente para agradar à maior parte dos fãs de comics, nem é particularmente boa do ponto de vista dramático para agarrar o grande público de televisão (FEIRA DA MAGIA era melhor, com diálogos superiores, e foi cancelada). Bem sei que ainda é muito cedo para avaliar - espero estar enganado e que HEROES tenha uma vida longa. Com melhores guiões, que os personagens merecem.
Para já, estou em semi-pulgas para ver o segundo episódio.

terça-feira, setembro 26, 2006

Onde é que estavam no 26 de Setembro de 2003?


A todos os coleccionadores de números 1 que foram há uma semana e coiso a correr comprar o primeiro número do SOL, eu pergunto: valeu a pena levantarem-se tão cedo a um sábado para hoje já estarem a forrar a gaiola do vosso periquito com o dito jornal? Pois claro que não. Se querem ver uma preciosidade autêntica, ponham os olhos nesta imagem: eis algo de absurdamente valioso, um raro objecto de colecção - O INIMIGO PÚBLICO Nº1. Porque faz hoje precisamente três anos que o IP era solto nas bancas, quiosques, e algumas retrosarias do país. Se tudo o resto falhar, cravo autógrafos ao herr dirrektor Luís Pedro Nunes e a todos os meus colegas colunistas e redactores, ponho o jornal a leilão no eBay, e faço uma pipa de massa. Ou então sirvo-me dele para me tapar quando estiver deitado ao relento num banco de jardim, enquanto um cão vadio me rói a sola dos pés. Das duas, uma.

(Updated - 27/09, 1:50)

Shave the Whales, Fuck the Planet *

Correu bem a antestreia no Optimus Open Air - a sessão esgotou, e as mais de 1500 pessoas presentes (falaram-me em 1800) riram a bom rir, se não todas, pelo menos grande parte. O filme teve direito inclusive a salva de palmas no final, o que não deixou de me provocar um esboço de lagrimita ao canto do olho. Espero que a reacção seja pelo menos igualmente boa quando estrear nas salas de cinema. Não da parte dos críticos: nesse aspecto, este é um filme condenado à partida - é o que espero, e muito me surpreenderá se acontecer o contrário. A comédia é o género mais maltratado e subvalorizado no nosso país, e se um portento como TALLADEGA NIGHTS: THE BALLAD OF RICKY BOBBY é desconsiderado como se de um sub-produto se tratasse, não estou à espera que seja o FILME DA TRETA a quebrar essa triste tradição. Até parecia mal. Atenção que, quando falo de TALLADEGA NIGHTS, faço-o um pouco às cegas, uma vez que ainda não vi o filme, mas pelas imagens que já me passaram pelos olhos (não foram poucas), e sabendo que o filme é da responsabilidade da mesma equipa que nos presenteou com o excelente ANCHORMAN, penso que está ali a chamada coisa em bom.

Regressando à Treta: tirei algumas fotos no Open Air com o telemóvel, mas não ficaram grande coisa. Enfim, são as fotos possíveis. Cliquem nas imagens para aumentar o tamanho.


Parte da plateia do Open Air, ainda em processo de enchimento. São Pedro, ou o afilhado dele (quando virem o filme percebem) ajudou à festa, porque a chuva não veio.


Mais um pormenor da assistência, ainda faltava um bom quarto de hora para o começo do filme. Em primeiro plano, ao canto, está o Miguel 'Elmano Sadino' Guilherme, que esteve connosco a assistir à Treta. O Miguel é que tirou umas fotos bem catitas, vou ver se ele tem oportunidade de enviá-las para que as possa postar aqui.


Quem não foi ao Open Air não faz ideia do tamanhão daquela tela. Tal como a vêem aqui, está ainda inclinada, na chamada posição de descanso. À hora marcada (enfim, com um ligeiro atraso), é como se uma discoteca marciana descesse à terra: luzes tão frenéticas como a batida que as acompanhava começaram a surgir debaixo da tela, enquanto esta se erguia até à impressionante altura de um prédio de seis andares. Tenho pena de não ter assistido a mais filmes aqui, porque a experiência é extremamente positiva. Para o ano há mais.

(*) Para saberem mais sobre esta expressão, vão ter de ver o filme. Ah pois.

sábado, setembro 23, 2006

Filme da Treta: mais que um videogame, um películagame

Já aqui o disse e nunca é demais repetir: o processo de escrita deste filme foi absurdamente caótico e gratificante cumó catano, como são todos os trabalhos que faço com o Eduardo Madeira, meu gémeo vitelino dois anos mais velho, também conhecido como Eddie Stardust. Para além dos CEBOLA MOL, já trabalhámos juntos em projectos como PARAÍSO FILMES, ou a sit-com NÃO ÉS HOMEM NÃO ÉS NADA. Mas foi com a CONVERSA DA TRETA para rádio e televisão que, em 1998, junto com o Rui Cardoso Martins, começámos a descobrir afinidades quer no plano criativo, quer no processo de trabalho. We thrive on chaos.

Um jogo de computador com o universo da Treta. Era um sonho velhito, alimentado a cada hora roubada do mundo real para para jogar EVIL DEAD: FISTFUL OF BOOMSTICK e ONIMUSHA 3: DEMON SIEGE (terminei ambos, meus caros, essa é que é essa). E o FILME DA TRETA resultou nisso mesmo: um jogo de computador de sensivelmente hora e meia, no sentido da estrutura, não-linear, com avanços e recuos, os flashbacks funcionando como as cutscenes de um videogame na terceira pessoa, em que o espectador/jogador interage com o que está a assistir através (esperamos nós) da gargalhada. Começámos, numa primeira versão do guião, por estabelecer uma narrativa clássica, estrutura em três actos, com várias intrigas no sentido mais banal do termo, até percebermos que, desta forma, o filme não seria fiel ao espírito original da peça. Porque a peça não tinha uma estrutura linear. Nem uma intriga de base. Recuámos um pouco até ao último texto que tínhamos escrito para o universo da Treta, o da peça A TRETA CONTINUA. Qual era a história da peça? Exactamestes – não tinha. Era uma viagem. As conversas entre Zezé e Toni eram caóticas, derivando de um assunto para o outro através de uma lógica muito própria, sem um propósito pré-determinado. Ao longo de tantos anos a escrever a CONVERSA DA TRETA, esse constante serpentear entre temas era para nós cada vez mais natural, e muitas vezes ficámos surpreendidos com o rumo tomado pelas conversas que estávamos a escrever. Alto grau de imprevisibilidade. Era esse espírito que precisávamos de recuperar para o filme, e tentar levá-lo ainda mais longe.

Curiosamente, foi uma das últimas pessoas a entrar para o universo da Treta, o Leonel Vieira, que preferiu concentrar-se na produção do filme e entregar a realização ao José Sacramento, a alertar para um factor determinante: ao escrevermos os diálogos entre os dois personagens com o propósito de fazer avançar a narrativa, estávamos a sacrificar espaço para desenvolver esse caos. O guião, tal como estávamos a desenvolvê-lo, podia servir para um filme que não o da Treta. Percebemos que estava portanto na altura de ‘soltar a franga’. Ter carta branca de um produtor para ‘partir a louça toda’ é um gozo, e ter actores do calibre do António Feio e do José Pedro Gomes dispostos a alinhar numa coisa tão arriscada como a que propusémos a seguir é um privilégio.

Deitámos tudo fora e começámos um guião novo de raíz, abandonando de vez a ideia de uma estrutura linear. E pensámos o FILME DA TRETA como um percurso, de princípio e fim difusos, em que interessa apenas conhecer e fazer crescer os personagens colocando-os em situações diversas, aparentemente – mas apenas aparentemente – sem relação entre si. Quase como níveis de um videogame. Um pouco como – e salvo as devidas distâncias – o LOST, que também tem uma estrutura semelhante à de um jogo de computador. Atenção que não há aqui nenhum ‘descobrir da pólvora’. Este tipo de estrutura é comum em narrativas épicas como O SENHOR DOS ANÉIS, e em poemas épicos como a ODISSEIA e a ILÍADA. Sim, estou a comparar a ODISSEIA a um videogame – os bonzos da cultura que façam o favor de shutthefuckup. Mais grave ainda: estou a comparar a ODISSEIA com o FILME DA TRETA. Não é a ODISSEIA um poema de nostos, palavra grega que significa “regresso” e de onde deriva a palavra portuguesa “nostalgia”? (soa tão bem, e apenas tive de consultar a wikipédia para saber disto; há coisas fantásticas cumó catano, não há?). Se estabeleço esta comparação não é com o objectivo de fazer qualquer tipo de statement intelectual. É só para enervar as pessoas. Mas a verdade é que o FILME DA TRETA resultou exactamente nisso, numa história de regresso, ao bairro da Ladroa, local imaginário onde vivem Zezé, Toni, e, de raspão, outras personagens secundárias que fomos criando ao longo dos anos, como Galhetas, Zé Cágado, Lambretas, e o talhante Bifinhos, imaginado de propósito para o filme. Mais que um videogame, o FILME DA TRETA é o primeiro películagame português de que há memória. Agora só esperamos que seja bem recebida. Que o “suponhamos” com hora e meia de duração escrito para Toni, poeta da gravilha, e Zezé, joelhedo de aço, provoque gargalhofa. Porque afinal, é tão-somente disso que é suposto tratar-se: gargalhofame.

O FILME DA TRETA é exibido hoje em antestreia no Optimus Open Air, às 21h30.
Se estiverem para aí virados, podem consultar mais notas sobre a película do tretame aqui.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Estará o mundo preparado para 400m2 de TRETA?

É bom que esteja, porque depois das antestreias dos novos filmes de Sofia Coppola e Brian de Palma, o Optimus Open Air apresenta a antestreia do FILME DA TRETA! 1500 almas de extremo bom gosto não só poderão assistir ao filme antes da data de estreia (12 de Outubro), como terão a oportunidade, provavelmente irrepetível, de vê-lo ao ar livre numa tela com a altura de um edifício de seis andares. Haverá programinha mais romântico do que vislumbrar um Zezé gigantone em cuecas, um Toni godzíllico a cortar as unhas dos pés, e umas strippers, tenham elas o tamanho que tiverem? Duvido à grande. Eu e o Eduardo também lá vamos estar, junto com o José Pedro Gomes, o António Feio, o José Sacramento e o Leonel Vieira, pelo que poderão socar-nos logo ali caso não gostem da película. Sábado, dia 23 às 21h30, o sítio para estar é a Doca de Santos em Lisboa.
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(Update, 22/09 - 19:15) Atenção: a cena em que Toni corta as unhas dos pés foi retirada da montagem final, e nem António Feio nem José Pedro Gomes vão estar presentes amanhã no Open Air, uma vez que estão no Villaret a fazer a peça "2 Amores", de Ray Cooney (mais informação sobre a peça aqui). Por isso, se quiserem arrear, só o poderão fazer a nós; prometemos transmitir as murraças aos dois actores, se for caso disso.

Finalmente vou ver estes indivíduos


MUSE - 26 de Outubro - Campo Pequeno - Lisboa.
(a rodar na Rádio Salvo Erro, Plug in Baby, do álbum Origin of Symmetry [2001])

3 anos de IP

O INIMIGO PÚBLICO não só faz três anos como, mais importante ainda, faz três anos consecutivos. Podia ter feito um ano nos primeiros doze meses, depois deixava passar mais um ano sem comemorar nada, e só ao fim de três anos é que festejava o segundo aniversário. Mas não. Foi tudo ali, seguidinho, com rigor, um, dois, três - pau!, três anos. Porque é assim que as coisas devem ser feitas.
Para comemorar a data, é lançada amanhã a colectânea UM ANO IGUAL AOS OUTROS?.



E como este sábado é de Salvo erro no IP, aqui fica o pormenor da praxe. Um fotoon que parte da Palestina e acaba no Vaticano, sem chegar a lado nenhum.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Rápidas

(via Exame Informática)

Microsoft lança Soapbox, serviço concorrente do YouTube - leiam tudo aqui

YouTube e Warner com acordo para a distribuição de videos - leiam tudo aqui

Sony + Lonely Planet = PSP com guia de cidades - leiam tudo aqui

eMusic: serviço de download de música, que se assume como a primeira alternativa ao iTunes no mercado europeu. Ao contrário do iTunes, o eMusic não limita a reprodução das suas faixas aos dispositivos iPod, sendo as suas músicas compatíveis com qualquer equipamento que suporte ficheiros mp3 - leiam tudo aqui

Entretanto, na FHfm, depois de California Über Alles dos Dead Kennedys e Get Myself Into It da banda The Rapture, está a passar Silver Machine, dos míticos Hawkwind.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Reacções

Nunca pensei dizer isto, mas estou do lado do Papa. O argumento de que, por ser o mais importante líder religioso, deveria ter cuidado com as palavras de maneira a não ofender outro credo, não pega, porque as suas declarações não foram ofensivas - no máximo, terão sido descuidadas, e mais próprias de um académico do que de um líder religioso. Mas, mesmo que fossem ofensivas, nunca justificariam a brutal reacção dos radicais muçulmanos: a destruição de igrejas na Palestina e o assassinato de uma freira na Somália.
Este episódio faz lembrar, salvo as devidas distâncias, a polémica dos cartoons dinamarqueses. Só que, ao contrário do que aconteceu na altura, em que as palavras de ordem no mundo ocidental não-alinhado com Freitas do Amaral eram "somos todos dinamarqueses", não espero desta vez ouvir nem ler "somos todos católicos". E ainda bem. Para exageros, bastam os radicais muçulmanos.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Vislumbrai: o terceiro teaser do FILME DA TRETA!

Podem também encontrar os outros dois teasers no You Tube, aqui e aqui.

quarta-feira, setembro 13, 2006

O 11 de Setembro e os Cebola Mol

Outro 11/9, o de 2003, viu nascer aquele que é, até hoje, o último registo audio lançado por mim e pelo Eduardo Madeira; ou melhor, pelos nossos alter egos Eddie e Phil Stardust, mais conhecidos por Cebola Mol. ANDROID POLAROID, assim se chama o álbum, teve como primeiro single o tema "Queixadas de Sintra". O videoclip, gravado em grande parte durante uma actuação nossa ao vivo na Queima das Fitas do Porto em, salvo erro, 2002 (talvez fosse já 2003, não me lembro), e que inclui a nossa recriação de uma das cenas mais míticas de PULP FICTION, pode ser visto aqui graças ao You Tube. Foi realizado pelo Miguel Cadilhe, que não soube infelizmente aproveitar o impulso que a sua carreira teve graças aos Cebola, e acabou produtor do Manoel de Oliveira.

Mas o nosso videoclip mais celebrado é talvez este postado aqui em baixo, do tema "Os Mês Irmões Baterem-me", do álbum anterior, SAMBA ROULLOTTE (2001), autêntica super-produção de cerca de um minuto e meio realizada pelo Diamantino Ferreira. As filmagens (sim, filmagens; é de película que se trata) decorreram durante um dia inteiro, das seis da manhã às tantas da noite, em várias ruas do Cais do Sodré fechadas ao trânsito para o efeito. Nesse dia sofri um entorse no pé direito, durante a cena em que eu e o Eddie saltamos de uma escada para cima de um automóvel. Até aí tudo bem, e mesmo a parte em que a minha mão bate contra o vidro do carro e o estilhaça não foi problema. Sem saber como, foi depois de sair de cima do carro e começar a correr rumo à mesa onde um grupo de Hare Krishnas joga à sueca com membros do Ku Klux Klan, que o meu pé deu de si. As filmagens continuaram durante algumas horas, com improvisos que passaram pelo Eddie a levar-me às cavalitas enquanto éramos perseguidos por um escuteiro maníaco (o António Mauritti, amigo de longa data e dono de um talento invulgar, a quem já chamei para participar quer numa das reportagens que escrevi para O INIMIGO PÚBLICO TV, quer n'O HORROR iNOMINÁVEL, onde aparece no papel de Al-Mahauritti, o árabe que vende ao De Pina o iPod de Bin Laden), polícias, travestis, top models de outra galáxia armadas com pistolas de raios-laser, ciganos, talhantes, e um assassino contratado armado com um potente lança-chamas; e com a inclusão de uma cena em que uma anjinha aparecia do nada e me presenteava com uma cadeira de rodas. Foi também numa cadeira de rodas que entrei, dois dias mais tarde, no palco da Queima das Fitas de Leiria, carregado pelos bombeiros locais. No final de um concerto de cerca de duas horas, para qualquer coisa como 15 mil pessoas, a adrenalina foi tanta que partimos as violas e atirámos os pedaços ao público, junto com as nossas roupas e as muletas com que era eu suposto sair do palco.

Aqui fica então o video de "Os Mês Irmões Baterem-me", com a presença do Júlio Isidro dos Cebola Mol, o Monsenhor Nuno Markl, na sequência inicial, onde aparece num bólide pintado com chamas a disparar furiosamente contra nós. Apreciem. E reparem na longa guedelha que eu tinha na altura - parecia o Gandhi.

Sobre o último Prós e Contras

Segunda-feira, cinco anos volvidos do 11 de Setembro, o mundo assistiu atónito a um novo atentado: a moderação de Fátima Campos Ferreira do debate entre Mário Soares e Pacheco Pereira. A ocasião, o quinto aniversário dos ataques, ditou o tema. O palco foi o do Prós e Contras, da RTP 1, onde a D.ª Fátima mantém uma impressionante regularidade, com prestações que variam entre o muito fraquinho e o pelamordedeus passa o telecomando que eu já não consigo ouvir esta senhora.

O título do livro de Spiegelman diz quase tudo: a bitola do terror passou a ser o 11 de Setembro. O terrorismo vive dos mortos que provoca e da dimensão dos seus atentados, e os de 11/9 foram sem dúvida os mais brutais e aparatosos. Vivemos sob a sombra de nenhumas torres; há o antes e o depois. Como em tudo, a deriva desta noção provoca atitudes extremas, nem todas explicáveis. Que dizer da insistência de Fátima Campos Ferreira em esclarecer se Mário Soares, ao condenar os ataques das forças militares americanas no Afeganistão e no Iraque – que classifica de humilhações ao mundo árabe –, se referia a um período anterior ou posterior ao 11 de Setembro? A D.ª Fátima pretendia conduzir a conversa no seu habitual rigor sensacionalista, mas o élan foi quebrado pela vontade irresistível que Pacheco Pereira tem de se ouvir a si próprio. Assim como ao canto de um rouxinol lhe basta ser belo, também ao discurso de Pacheco Pereira chega-lhe ser uma forma de exibir ao resto do mundo a superioridade moral e intelectual de que se julga dono e senhor. Concordo substancialmente com as opiniões expressas por Mário Soares, e só lamento que tenha perdido grande parte do seu tempo a relembrar que já foi ao Líbano, e que já esteve no Irão, e que já cavalgou o dorso de uma tartaruga gigante. Mário Soares não precisa deste tipo de afirmações para garantir um lugar na História - já o tem assegurado, bastando para tal abster-se de aparições televisivas deste calibre, que só prejudicam a imagem que dele temos no presente e que guadaremos para o futuro.

Voltando à D.ª Fátima: bateu no fundo do poço ao falar com Yiossuf Adamgy, editor da Al-Furqán, revista e editora com o mesmo nome, que tem no seu catálogo publicações que não lembram ao Menino Jesus. Exemplo – “O Conceito Islâmico a respeito de: Aborto, Planeamento Familiar, Homossexualidade, Masturbação, Pais de Aluguer e Inseminação Artificial." Fátima Campos Ferreira dividiu a sua prestação na segunda parte do Prós e Contras entre uma promoção descabida à RTP, apregoando por diversas vezes o facto de ter sido o canal do Estado a exibir o documentário Loose Change como se isso fosse um grande feito jornalístico, e um ataque cerrado a Yiossuf Adamgy, a partir do momento em que este assumiu as dúvidas que o dito documentário (e não só) nele despertaram. A tentação sensacionalista de expôr um islâmico que põe em causa o papel da Al-Qaeda nos ataques de 11 de Setembro falou mais alto, e por momentos a D.ª Fátima mais parecia oriunda da Salem de 1692, de dedo acusador apontado enquanto gritava burn the witch!

Uma nota em relação às teorias da conspiração: o fanatismo é sempre o problema, quer seja de radicais islâmicos ou de neo-conservadores. Há verdades que é melhor para todos que permaneçam trancadas a sete chaves, como por exemplo o facto de eu pensar frequentemente em depilar-me. Mas sobre o 11 de Setembro é preciso que se saiba tudo, porque é sob a sombra desses atentados que, irremediavelmente, se dá toda e qualquer discussão sobre o terrorismo.

Corre-se o risco – e não é de hoje, pois as dúvidas nasceram no dia seguinte aos ataques – de que o hype à volta destas questões se sobreponha à real necessidade de respostas. É preciso não deixar que o pedido urgente de esclarecimentos acerca das verdadeiras circunstâncias em que aconteceram os atentados de há cinco anos se confundam com lérias e teorias da conspiração facilmente ridicularizáveis, que só prejudicam o apuramento dos factos. A mobilização geral para a procura de respostas é saudável se for racional e bem direccionada, como o são os ataques informáticos quando o alvo é o Abrupto.

terça-feira, setembro 12, 2006

segunda-feira, setembro 11, 2006

11 de Setembro: pontas soltas

Cinco anos depois, as imagens já parecem cá de casa. Como um quadro na parede, um cartaz emoldurado de um blockbuster que justifica invasões, de países e privacidade. A tal realidade que é às vezes mais estranha que a ficção, como muito se repetiu nesse dia, à falta de melhor para dizer. Porque para dizer melhor era preciso pensar, e a maior parte do mundo não conseguia pensar de forma clara durante aqueles momentos, e até bem depois disso. É natural e humano que assim seja. Mas com o passar do tempo, as perguntas feitas na altura, sem pensar, revelam-se as mais pertinentes, como são todas aquelas que continuam sem resposta.

Esqueci muito do que me passou pela cabeça naquele dia, em frente à televisão. E só voltando a ouvir os comentários dos muitos repórteres no sítio me recordo da bizarria do primeiro contacto com tudo aquilo, das pontas soltas, que esperava ver atadas firmemente com os anos. Se o tempo não cura, ao menos explique. Sabia que eram pessoas, aqueles vultos pequenos que caíam das torres, mas o verdadeiro impacte do horror só o racionalizei mais tarde; uma defesa, suponho. Penso que também isto é natural e humano. Mas, nos instantes em que o mundo mudava, aquilo que achei mais desconcertante foi a derrocada das torres gémeas. A aparente implosão, palavra dita ou pelo menos pensada por muitos de nós, com os olhos colados ao rectângulo ou fechados pela poeira de um século que começava em ruínas. Porque era o que parecia. Como saber? Era tudo novo, tudo terrível. Mais perguntas. Um avião também bateu no Pentágono? E os destroços, onde estão? O que disse a testemunha? Era também um avião comercial? Não tinha janelas? Foi um míssil? Quem fez isto?

Depois veio a versão oficial (vai vindo). A tese americana do que aconteceu, a conta-gotas, com respostas vagas, mas que, quando servidas a quem delas estava faminto, foram deglutidas sem levantar lebres. Se o fundamento é fraco, a reacção não peca por falta de músculo. Nem houve tempo para respirar, as invasões sucederam-se. Nasceu o conceito de acção preventiva, mesmo sem a benção do Conselho de Segurança da ONU. Porque a ameaça existe, com ou sem armas de destruição maciça. E como somos todos americanos - neste caso, pelos piores motivos - a ameaça é como o sol, quando nasce é para todos. Pois se até com garrafas de água se faz explodir um avião: ainda nem há um mês vimos aquele senhor, cruzamento de MacGyver com David Copperfield, a rebentar um fósforo com uma garrafa de Evian, jurando que, mais água houvesse, e fazia o mesmo com largas centenas de pasageiros num voo comercial. Faltou a pomba branca a esvoaçar, para o número de magia ficar completo. O medo passa em horário nobre, e já não há cabeça para duvidar. Não se pode pôr nada em causa, porque é da nossa segurança que se trata. E quando isso não chega, invoca-se a segurança dos outros, que está acima de tudo e todos. Estará? Mais perguntas.

Recordo o aeroporto de Heathrow, dias depois do tal atentado com garrafas de água e gel, evitado por um brilharete dos serviços secretos britânicos, com uma mãozinha dos paquistaneses. Lembro a longa fila e a segurança apertada, as revistas e o descalçar obrigatório, como se fosse entrar para uma mesquita, e não para um avião. O aviso nas paredes, em várias línguas, de que é preciso cooperar, sob risco de serem tomadas medidas. Medidas. Já sorrio com mais vontade, agora, quase um mês passado, quando recordo o passageiro que, à minha frente na entrada para o avião, perguntava à hospedeira se não era suposto mostrar o passaporte. Ela respondeu que sim, lá atrás, num dos muitos controlos de segurança. Ele diz-lhe que, até aquele momento, ninguém lhe tinha pedido documentos absolutamente nenhuns.

A segurança. Garantem-na para nós, só temos de nos descalçar e não levar água para bordo. Mas se a água fica cá fora, o medo embarca connosco. A possibilidade. Os religiosos põem-se nas mãos de deus. As religiões debatem-se para ver quem fica com os lugares da classe executiva. Querem fazer-nos acreditar que o mundo se resume a isto. No fundo, tomam conta de nós. E a nós cabe-nos o papel de engolir o óleo de fígado de bacalhau sem nos importarmos que aquilo saiba mal. Porque nos faz bem, diz quem diz que sabe. Mais importante: diz quem manda. E nem sequer têm de teimar muito nesse ponto: quando nos acenam com o nosso bem-estar à frente do nariz, dificilmente conseguimos ver para além dele. Pelo menos no começo. Depois, é preciso ir alimentando a máquina do medo, sempre que a realidade claudica na sua missão de nos manter no nível de pavor indicado. O importante, garantem-nos, é a liberdade, mesmo que, para impô-la ao mundo que ainda não conhece as delícias do MacDemocracia, tenhamos nós, ocidentais, de abdicar de parte dela.

O passar do tempo extrema as posições, como o fanatismo religioso do qual nos querem salvar. Mas desta vez nem foi preciso deixar passar muito tempo. As respostas tardam, mas a reacção foi mais rápida que uma bala. O Patriot Act. As escutas telefónicas. O dominó da democracia, afinal um xadrez que começou com um xeque-mate nas nossas liberdades individuais.

A realidade que parecia ficção foi consagrada este ano com o formato "baseado em factos reais", quer no filme de Paul Greengrass, quer no de (surpresa) Oliver Stone, porque o American Way of War precisa de heróis, como as religiões precisam de mártires. E se o médio oriente percebe dos últimos, não há como Hollywood para fazer dos primeiros. Há restrições na bagagem de mão permitida a bordo de um avião, mas não há limites para os sacos de pipocas nas salas de cinema. Temos blockbusters depois do blockbuster.

Os mortos. Os quase três mil das torres gémeas. Os cerca de quarenta e cinco mil do Iraque desde o início da ocupação norte-americana. Duvidar e exigir respostas exactas acerca de um evento desta gravidade não é desrespeitar as vítimas; é, aliás, um sinal de respeito. O porquê, quem, como, não os levanta da tumba, mas as respostas são-lhe devidas, a eles e aos seus familiares. A nós todos, já agora. É importante saber a verdadeira extensão da ameaça que paira sobre as nossas cabeças. Sem informação dúbia ou nem sequer revelada. Só que o atentado de 11 de Setembro está cheio de pontas soltas.

A questão do avião que alegadamente embateu no Pentágono tem sido a mais debatida: a falta de um rasto no chão; de destroços; a apreensão pelo FBI de todos os registos video das cercanias, e o facto de, no único até agora tornado público, as imagens não mostrarem claramente o que embateu no edifício. A insistência, por parte de várias testemunhas presentes no local, de que houve outras explosões. O facto de, antes dos ataques ao World Trade Center, não haver notícia de nenhum edifício que se tenha desmoronado por causa de um incêndio. A existência de vários outros edifícios, bastante mais velhos que as torres gémeas, que arderam durante mais tempo (20 horas, contra os 50 e tal minutos das torres) e em extensões muito superiores (26 andares, contra os 4 das torres), e que não tiveram o mesmo destino. A derrocada, em tudo semelhante à das torres gémeas, de um edifício a 100 metros do local, quando outros mais próximos foram poupados a essa sorte. A gravação das transmissões dos bombeiros (só há pouco tempo tornadas públicas) que estavam dentro de uma das torres, dando conta de explosões secundárias, dizendo que estavam junto aos andares atingidos pelo avião, facto que choca com a versão oficial de que, naquela área, estavam as tais temperaturas incrivelmente altas, capazes de volatilizar a estrutura de betão e aço e assim provocar o desmoronamento. As explosões ocorrentes durante a derrocada das torres gémeas, em diversos andares, atribuídas na versão oficial a bilhas de gás existentes nas diversas cozinhas do edifício, mas que encaixam tão bem na imagem que guardamos de uma implosão. Mais transmissões de bombeiros, dando conta de explosões semelhantes às que se ouvem durante uma demolição controlada. A inverosímil destruição total das caixas negras dos aviões. Inúmeras contradições entre os vários comunicados oficiais. Sempre que alguma informação é sonegada, invocam-se razões de segurança. Uma necessidade conveniente.

O documentário LOOSE CHANGE - CONSPIRAÇÃO INTERNA deixou de circular exclusivamente na internet para passar a ser o mais visto de todos os que foram exibidos na 2: durante a última semana, e repetido esta noite na RTP 1 (quem não viu, pode fazê-lo aqui). Apresenta uma tese polémica: a de que foi a prórpria administração Bush a executar os atentados do 11 de Setembro. Estabelece relações entre operações de manutenção e segurança do edifício, autorizadas por Marvin Bush, irmão de George W. Bush, e a alegada colocação de explosivos de demolição controlada no interior do WTC. Denuncia alegadas operações financeiras relacionadas com os atentados, por exemplo, um volume anormal de venda de acções da American Airlines em vésperas do 11 de Setembro. Põe em causa o destino do United 93, e as chamadas de telemóvel que a versão oficial diz terem sido feitas pelos passageiros às suas famílias, invocando o resultado de testes que demonstram a baixa taxa de sucesso nas chamadas estabelecidas àquela altitude (ao ponto de, recentemente, os voos da American Airlines terem sido equipados com um sistema que permite fazer telefonemas em condições).

Muitas das dúvidas que este documentário procura esclarecer são as mesmas que nos surgiram no momento em que assistíamos aos ataques, quando o pensamento não era claro. As respostas, na sua versão oficial, por vezes não convencem, ou não existem. E é lícito duvidar de alguém que, até há semana passada, também garantia não ter prisões secretas na Europa.

LOOSE CHANGE, que se traduz literalmente por "trocos", mas que é uma expressão idiomática que corresponde à nossa "pontas soltas", é um documentário polémico, acima de tudo porque nos apresenta a um horror ainda maior que o do 11 de Setembro: a ideia de que todas as (poucas) respostas que nos têm sido dadas pela versão oficial são uma mentira. Em que ficamos? De um lado, temos uma verdade mal fundamentada, e do outro uma mentira bem articulada? Ou temos uma mentira que se procura perpetuar, e uma verdade que é sucessivamente aniquilada, pois todos que a defendem são caracterizados pelos media dominantes como párias, bizarrias, e, por isso, desacreditados perante a opinião pública?

Se é verdade que queremos todos o mesmo, uma explicação, que nos permita proteger não só as nossas vidas mas também as nossas liberdades, sejam então tornados públicos todos os dados relativos ao maior ataque terrorista da história. A única verdade inabalável do 11 de Setembro foi o terror. Ainda é.

Há já muito tempo que o inimigo não é Bin Laden: como já demonstraram os atentados de Madrid e Londres, os terroristas vivem lado-a-lado connosco, quer LOOSE CHANGE venha a revelar-se, no futuro, a verdade provada dos acontecimentos de há cinco anos, quer seja uma fraude descabida. O que vier primeiro, e melhor fundamentado. Vou continuar a dar ouvidos a ambos os lados, pondo tudo em causa. É a única maneira de obter respostas, esclarecer dúvidas, atar as pontas soltas. Saber o quem, o porquê, o como. Compreender. Mais que um direito, que nos assiste a todos, parece-me ser uma necessidade natural e humana. Sem respostas, os terroristas vencem.

sábado, setembro 09, 2006

O porquê de eu não trabalhar em publicidade

É que só me sai disto.


Banho digital

Após THE MISFITS, com Mommy, Can I Go Out and Kill Tonight?, THE CRAMPS, com She Said, e STEVIE WONDER a dar os parabéns a este tasco, estão os DEFTONES a rodar na FHfm, com Digital Bath. Sempre que ouço este tema - basta aliás ouvir o nome - lembro-me do genérico de GHOST IN THE SHELL, obra maior escrita por Kazunori Ito a partir da manga de Masamune Shirow, e realizada por Mamoru Oshii em 1995, seis anos antes do espetanço que foi AVALON. Também faço vénias ao Mestre Miyazaki, por CONAN, O RAPAZ DO FUTURO, A PRINCESA MONONOKE, A VIAGEM DE CHIIRO (e não é por acaso que deixo de fora O CASTELO ANDANTE; decepcionou-me um pouco, e às vezes dou razão àqueles que dizem que Miyazaki nunca mais fará nada de tão bom como Mononoke, realizado quando acreditava estar para morrer). Mas GHOST IN THE SHELL, junto com PERFECT BLUE e MILLENIUM ACTRESS, ambos de Satoshi Kon - exijo ver PAPRIKA imediatamente! - , são para mim os espécimes mais perfeitos daquilo que a animação made in japan tem para oferecer. Pelo menos neste momento, que eu sou de uma inconstância parva. Agora estou a lembrar-me também de AKIRA. É por isto que não me atrevo a fazer top ten's ou five's. Só o genérico de Ghost in The Shell é uma obra-prima por si só. Acompanhamos a concepção e (re)nascimento de alguém que nos é apresentado à partida como sendo mais máquina que carne. Mas quando abre os olhos é mulher e estamos embeiçados por ela até ao fim do filme. A estética e algo do conceito de MATRIX, anos antes da pandilha de Zion. Os números verdes a cruzarem o ecrã. Juntem-lhe THE INVISIBLES, série de banda desenhada de Grant Morrisson, especificamente aquele volume em que aparece a imagem de um tipo dentro de outro banho digital, com tubos up his ass tal e qual o Neo, e a legenda "...The Matrix", e percebe-se facilmente porque é que Grant Morrisson tem um pó daqueles aos irmãos Wachowski (atenção que não é por isso que deixo de apreciar MATRIX, inclusive os dois últimos; passam-se bem, se ignorarmos a converseta e nos concentrarmos no que realmente interessa: a sequência da autoestrada, o combate final de Neo contra o Agent Smith, e o rabo da Monica Bellucci.) Se não viram GHOST IN THE SHELL, dêem uma vista de olhos aqui por baixo, que o You Tube está em todas e disponibiliza o genérico. Mas façam um mimo a vocês próprios e comprem o dvd. Se estiverem ocupados a brincar de Natascha Kampusch e não puderem sair de casa, façam-no aqui.

Salvo erro, IP aos sábados

Na newsletter das PF:

"O sector da imprensa de notícias falsas encontra-se em grande movimentação: numa altura em que o Expresso se prepara para mudar de visual e em que surge um novo título, o Sol, com o antigo visual do Expresso, O INIMIGO PÚBLICO acompanha a mudança, e passa a sair ao sábado [HOJE], (...) tal como o Expresso, mudou de visual e, tal como o Sol, conta com a megalomania do seu director, Luís Pedro Nunes. Mas, ao contrário do Sol, que ainda terá de se impor, e do Expresso, que só mantém o saco de plástico, O INIMIGO PÚBLICO tem a vantagem de continuar a vir embrulhado num jornal verdadeiro."

O SALVO ERRO continua a ser servido quinzenalmente no IP, mas agora em formato maior. O tema do fotoon de hoje é perceptível no pormenor abaixo. Dedico este trabalho às crianças, à natureza, e às árvores.

sexta-feira, setembro 08, 2006

AZUL A CORES em Setúbal


Hoje às 22:00, no Inatel, integrado na VIII Festa do Teatro.

Foto: Magda Bizarro.

iupi 2

O Bruno Nogueira colocou o seu primeiro Home Video no YouTube.

iupi 1


O Nuno Duarte volta a atacar.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Salvo erro, 1 ano


O Salvo erro nasceu faz hoje um ano, primeiro no Textamerica, antes de passar, em Janeiro de 2006, aqui para o Blogger. A rodar na FHfm - Rádio Salvo erro, "Happy Birthday", de Stevie Wonder. Aceitam-se presentes.

quarta-feira, setembro 06, 2006

segunda-feira, setembro 04, 2006

Da falta de noção e outras miudezas


(cliquem na imagem para torná-la maior. e digo 'maior' com toda a candura)

A vida é feita destes pequenos momentos. Se fosse um sketch, ou um cartoon, seria talvez demasiado básico. Mas aconteceu mesmo, e só por isso é um fartote. A visão de ontem, durante o discurso de rentrée política de Marques Mendes, terá uma das seguintes três explicações:
- ninguém no PSD se apercebeu de que o slogan escrito no púlpito era uma má ideia;
- os que pensaram que a coisa podia dar para o torto resolveram calar-se, porque chamar a atenção para a ironia da frase seria admitir que, pelo menos uma vez, já meditaram sobre a estatura do seu líder;
- nada disto foi um acidente, o objectivo era a risota à custa de Marques Mendes.
No fim de contas, alguém ouviu o discurso? Ou estavam todos a rir à grande?