sexta-feira, junho 30, 2006

Isto ainda não é o post sobre o visionamento de SUPERMAN RETURNS (mas já tem um cheirinho ou outro)


Quando alguém que é fã de comics desde a infância, como eu, vai ver uma adaptação cinematográfica de um personagem que nasceu na banda desenhada, é inevitável não entrar na sala com uma ideia pré-concebida. Para além de tudo o que se leu, de todas as conversas que se teve com quem partilha o nosso gosto por esse universo, levamos connosco a vontade de gostar ou de odiar o filme. Assim, extremado. Acontece-nos com personagens de BD de quem realmente gostamos aquilo que muitas vezes sucede com as pessoas que nos são mais próximas e/ou com quem passamos mais tempo.

Isto é ainda mais verdade quando se trata de um personagem como o Super-Homem. Da mesma maneira que, em Pulp Fiction, a personagem de Uma Thurman divide as pessoas entre Elvis-people e Beatles-people, também os fãs de comics norte-americanos se dividem entre DC-people e Marvel-people. E, de entre os DC-people, há que distinguir entre Super-people e Bat-people. Mas mesmo um Bat-person - a maior parte, pelo menos - reconhece que o valor iconográfico do Super-Homem é inigualável, quando muito porque foi o primeiro. O primeiro a cometer a proeza de combater o crime enquanto veste um uniforme extremamente justo e roupa interior por cima das calças. E isso é dizer muito. Quando devorava as edições da Editora Abril (quem se lembra?, Heróis da TV, Capitão América, Superaventuras Marvel), descobri uma expressão deliciosa com que os brasileiros definiam este tipo de personagem. Herói fantasiado. Portanto, o Super-Homem foi o primeiro herói fantasiado. Mas também muito mais que isso.

Há quem se irrite muito com o lado escuteiro do personagem. Penso que hoje em dia, quando os heróis favoritos do público são os que apresentam falhas bem humanas, o facto de o Super-Homem ser um tipo tão correcto ao mesmo tempo que é o ser mais poderoso de todo o mundo constitui só por si uma falha que, a ser bem explorada - como me pareceu ser em SUPERMAN RETURNS - pode ser a chave para conquistar um público novo. É uma lógica retorcida, mas é a dos tempos em que vivemos.

A importância do surgimento do Super-Homem, o paralelo evidente que a sua origem tem com a fuga dos judeus para os EUA em vésperas e durante a Segunda Grande Mundial, a aproximação à iconografia cristã que o personagem foi fazendo durante mais de meio século, já foram ilustradas de forma brilhante em obras como The Amazing Adventures of Kavalier and Klay (livro que, já agora, deixem-me dizer-vos que está a ser adaptado para cinema), e It’s a Bird. E a grande controvérsia ao redor deste filme, antes mesmo de ter estreado, gira exactamente à volta de dois factores.

O primeiro: este filme é supostamente um statement gay, crença disparatada que espíritos mais tacanhos desenvolveram ao ler o número de The Advocate que analisava o potencial de SUPERMAN RETURNS para o público gay, transformando uma análise de marketing – com alguma purpurina, é certo – numa resposta à posição oficial de Mr. Bush-filho aos casamentos homossexuais nos EUA. Mais ainda quando se junta ao artigo do The Advocate o facto de Bryan Singer ser assumidamente gay, os rumores à volta da homossexualidade de Brandon Routh e Kevin Spacey (de Spacey garantem-me que, mais que um rumor, é uma certeza). Este tipo de interpretação é válido para os dois lados, e Singer já teve no passado a experiência de ver uma conotação homossexual atribuída aos seus filmes: X-Men, série da qual foi realizador dos dois primeiros filmes, tornou-se uma espécie de Priscilla, Queen of The Desert dos anos zero – consta que a marginalização de que os mutantes são alvo funciona como metáfora para a descriminação que os gays supostamente sofrem. Olha, pronto.

Mas saltemos a parte das alegadas insinuações homossexuais de SUPERMAN RETURNS– que não as há, antes pelo contrário; não vos posso dizer porquê, pois isso obrigar-me ia a revelar um dado importantíssimo do filme e ia estragar-vos o gozo da surpresa – e passemos de raspão pelo outro factor de controvérsia: as referências religiosas.

Qualquer um percebe as semelhanças entre o Filho de Deus que é enviado à Terra e caminha sobre as águas e o filho de Jor-El que chega à Terra e é capaz de pular por cima de um prédio com um único salto. Bryan Singer tinha de aproveitar esse potencial. A cena em que Martha Kent segura o filho caído nos braços (falo desta imagem sem alerta de spoiler porque já foi amplamente divulgada; eu próprio cheguei a postá-la aqui no Salvo Erro) traz imediatamente à lembrança a Pietà de Miguel Ângelo (não, não é o dos Delfins, filisteus!), e existem ao longo do filme alguns outros paralelismos com Jesus Cristo. São subtis, muito bem conseguidos, e bem fez Bryan Singer em aproveitar o potencial que o Super-Homem tem nessa área. Kal-El e JC - Messias, Salvadores, sacificando-se por todos nós. Nunca, em nenhum outro filme, este paralelismo foi tão evidente.

O terceiro factor de controvérsia só surgiu agora que o filme já estreou nos EUA. É que toda aquela colagem do Super-Homem ao American Way, coisa que irritava muitas pessoas (e nisso eu estava com elas), foi posta de lado. O Super surge como o extraterrestre que sempre foi. E, ao não ter nenhuma nacionalidade, tem todas ao mesmo tempo. Comercialmente, é preciso agradar ao resto do mundo, quando o resto do mundo é, por exemplo, o Dubai (leiam isto, mas cuidado com alguns SPOILERS nos últimos quatro parágrafos).

Ontem, quando fui ver SUPERMAN RETURNS, levava comigo a tal ideia pré-concebida. Ia com vontade de gostar. Isto é de um perigo absoluto. Baixar as expectativas pode resultar numa agradável surpresa. Subi-las, é aumentar as hipóteses de desilusão.

No final, saí da sala com uma idade antiga de tão jovem que era, tinha para aí uns 10 ou 12 anos. Queria vestir roupa interior por cima das calças e alçar voo por aí fora. Agora estou sem tempo, mas no próximo post vou falar-vos mais do filme, sem revelar nada de específico para não estragar o gozo que vão sentir, de certeza, quando assistirem a SUPERMAN RETURNS.

Como já devem ter percebido, adorei. E não é só coisa emocional. Quanto mais penso, mais gosto.

quarta-feira, junho 28, 2006

Horror no televisor


O Snuff Movie do Horror iNominável vai passar hoje no último Prazer dos Diabos da segunda série. SIC Comédia, a partir das 22h30.

Trailer de Spider-Man 3


Para criar água na boca, a Sony colocou ontem on line o primeiro trailer de Spider-Man 3, com estreia marcada para 4 de Maio de 2007. De babar. Confiram aqui.

Não é para me gabar*, mas...


...SUPERMAN RETURNS estreia hoje nos EUA; algures em Julho estreia no Reino Unido; cá a Portugal só chega a 10 de Agosto...
...e eu vou vê-lo amanhã.

* Espera aí - claro que é.

terça-feira, junho 27, 2006

Novo vício


Mais Regina Spektor aqui.

segunda-feira, junho 26, 2006

Sarcáustico #1-#4





Usar o Photoshop como se fosse tinta, tinta a óleo digital, guache binário atirado contra o monitor, para lá do monitor, construindo mundos e gente e coisas sem pensar no que estou a fazer. Uma espécie de escrita automática, em que cada palavra/imagem existe a partir do momento em que a coloco no papel, no JPEG, no TIFF, sem nunca voltar atrás, corrigir, apagar. O Photoshop é a minha sauna, o meu jacuzzi, o meu relax. Pena que não venha com cheiro a tinta.

domingo, junho 25, 2006

sábado, junho 24, 2006

I Cari Estinti*


Marion Peck, 42 anos, nasceu em Manila, nas Filipinas, durante uma viagem que a família fazia à volta do mundo. Cresceu em Seattle. As suas pinturas fazem parte da colecção de gente como Danny Elfman, Gary Larson e Mark Ryden. Retratos de gente que já não está entre nós. E de gatos com três olhos.

*Os Queridos Falecidos

sexta-feira, junho 23, 2006

Afinal ainda não é desta...

...que vão poder enviar por MMS um mobisódio d'O HORROR. Parece que só ficheiros até 300k é que podem ser assim enviados, e este H.i.SNUFF MOViE tem uns bons 460k. Fica aqui o reparo. Assim que tiver tempo corrijo o banner que está na barra lateral, aqui no Salvo Erro e no vlog do H.i. Restam os velhos amigos Bluetooth e os infravermelhos para espalharem o Horror por aí: querem coisa melhor para fazer à noite num bar, numa disco, num concerto, do que passar este mobisódio dedicado ao DVD (e não só) do Brokeback Mountain a todos os desconhecidos que calharem ter o Bluetooth ligado? Um mimo! E prometo para breve um mobisódio H.i. que seja MMS-friendly (nem sei se esta expressão existe, mas de certeza que perceberam o que eu quis dizer).

Rápidas


Imagens da cerimónia de entrega dos Webbys, a 12 deste mês em NYC, apresentada por Rob Corddry, e com direito a actuação de Prince (ganhou o chamado Prémio Carreira, que soa sempre muito melhor quando é dito em inglês: Lifetime Achievement Award - tem ou não tem muito mais estilo?). Atenção ao melhor não-discurso de agradecimento que eu vi nos últimos tempos, feito pelo representante do The Onion (vencedor na categoria de Humor), e ao apelo à Net Neutrality por parte do representante do Google Maps (vencedor na categoria de Serviços). Grande destaque para outro contemplado com o Prémio Carreira, Robert Kahn, criador do protocolo da Internet, cujo inspirador discurso está disponível na íntegra, cortesia de Amanda Congdon e seus compinchas do Rocketboom. Assistam a tudo aqui


Também via Rocketboom: uma visita guiada à edição deste ano do Festival do Museum of Comic and Cartoon Art, aqui


A propósito de webcomics, em destaque nesta edição do festival do MoCCA, visitem o site do Daily Grind Iron Man Challenge, onde vários autores de webcomics são desafiados a produzir uma 'página' por dia. Quer falhar, sai da competição. O link tem estado na barra aqui ao lado, mas, caso não tenham reparado, aproveitem agora para dar uma vista de olhos aqui. Se estiverem para aí virados, dêem também um pulo até ao Webcomic List, onde estão listados mais de 6700 webcomics


Já conhecem o videoblog da chanceler alemã Angela Merkel? E quando é que Bush terá um? Seria uma barrigada, vê-lo a grelhar umas motherfuckin' ribs em Camp David, e a fazer pouco dos ceguinhos

quinta-feira, junho 22, 2006

Improvisos, hoje às 22h


O meu bom amigo Miguel Martins, poeta e profundo conhecedor do universo jazzístico, convida todos os interessados a comparecer hoje, pelas 22h, na GALERIARMAZÉM (Rua da Vinha, Bairro Alto), onde (sic) "ocorrerá um evento musical das maiores grandeza e pertinência, em que pontificarão duas sumidades da música improvisada libanesa: Sharif Sehnaoui (guitarra eléctrica) e Mazen Kerbaj (trompete)."

Acrescento dizer, para quem desconhece, que a actividade de Mazen Kerbaj (na foto) não se fica pela música. Para além dos seus improvisos - onde um trompete soa como um aspirador alienígena (ouçam aqui) -, Mazen Kerbaj é um cartoonista e ilustrador fora do vulgar. Os trabalhos de Kerbaj que mais aprecio são aqueles que fez a partir de 2003, pintados e desenhados sobre a superfície rasgada de vulgares caixas de papelão (vejam aqui).

Talvez ainda mais importante que a actuação de Sharif Sehnaoui e Mazen Kerbaj seja a intervenção que a antecede, protagonizada pelo próprio Miguel Martins (melódica), Travassos (tapes), e Armando Gonçalves Pereira (acordeão). A não perder.

H.i.SNUFF MOViE - MOBiLE EDiTION


Aí está. Podem enviar este mobisódio por Bluetooth, infravermelhos ou MMS. Espalhem o Horror!

H.i.SNUFF MOViE


Já está on-line o Horror extra de que vos tinha falado. E dêem-me mais uns minutos, que também vai ficar disponível para telemóvel.

quarta-feira, junho 21, 2006

Com esta, rendo-me

Quando ontem o Bruno Raposo, aka Tino_de_Rans, colocou no seu Portal Pimba o novo tema de Nel Monteiro, confesso que fiquei um pouco desiludido. É, sem dúvida, uma incontornável canção de protesto, pois que é, mas falta-lhe um je ne sais quoi, do tipo a que nos habituou o Nel Monteiro que estimamos e admiramos. Foi só hoje, quando ouvi a versão orquestral do mesmo tema, também ela interpretada pelo grande Nel, que me rendi ao génio sem paralelo deste cantautor. Mais do que apenas igualar a inspiração que, no passado, fez dele o artista que é hoje, Nel Monteiro superou-se, reiventou-se - enfim, voltou a nascer. Esta segunda versão de Nel está para a original como a versão de Crazy que os Gnarls Barkley interpretaram no Top of the Pops está para a original do disco St. Elsewhere: a versão original, um hit dançante, vai animar tudo o que é bailarico de Verão, mas é na versão alternativa, lenta e espiritual, que encontramos o resultado de uma pitada de magia, um toque de Midas (toque de Nel), a transformar em ouro tudo aquilo em que roça. Obrigado ao Tino por nos fazer chegar este diamante lapidado, e ao Monsenhor Nuno Markl, que irá sem dúvida disseminar esta melodia carregada de mensagem através do éter radiofónico. A conferir aqui.

A propósito do Portugal x México

terça-feira, junho 20, 2006

Sexta-Feira n'O INIMIGO PÚBLICO...


...mais um fotoon Salvo Erro sobre o Mundial de Futebol.

A pedido de várias almas...

...aqui fica o tema que podem ouvir no trailer do episódio #06 d'O Horror iNominável: "Thy Resurrection", do álbum Monks and Metropolitan Choirs of Kiev-Pechersk Lavra, tema gentilmente partilhado pelo Edgard Costa, grande especialista em podsafe music, que me apresentou ao Magnatune. Podem ouvi-lo na íntegra fazendo download deste podcast do GavezDois.



Antes do episódio #06 do H.i. estar on-line vamos ainda disponibilizar um pequeno sketch, primeiro de uma série fora da numeração normal, a que chamaremos qualquer coisa como H.i. Snuff Movie, por isso fiquem atentos.

Quero!



O Markl dá conta de um Super-Homem telecomandado que voa. Isto, meus amigos, é coisa para eu passar o Verão a fazer razias às cabeças de quem quer que tenha o azar de estar a menos de quinhentos metros de mim.

Lisbon Village Festival


Mais informação aqui.

segunda-feira, junho 19, 2006

The L Word


Jennifer Beals como desejámos vê-la em Flashdance, só que em 83 ela não estava tão saída da casca. Sim, eu lembro-me da cena da chuveirada e tal, mas acreditem: isto é além. A série foi criada pela mesma senhora que escreveu a história para este filme. The L Word estreia hoje, às 00h20, na 2:

(saibam mais aqui e aqui)

Diz que é o quebrar do último tabu dos comics. Pois, pois.

Grande surpresa (leia-se grande golpe de marketing, e quando digo grande estou a ser bonzinho, porque desde a Morte do Super-Homem que este tipo de manobra não tem o feedback esperado) na última edição de Civil War. Aviso de SPOILER - se estão a coleccionar a série, não cliquem aqui, porque vai estragar a surpresa. De outra maneira, dêem uma vista de olhos. E aproveitem para ver a paródia feita pelo D.J. Coffman do Yirmumah.

domingo, junho 18, 2006

Grande versão!

A LusoFin é, para usar as palavras com que eles próprios se definem, um grupo electrónico de lingua Portuguesa que se destina a discutir assuntos relacionados com a Finlândia. Fundada como um espaço virtual para a comunidade lusitana a residir neste país nórdico, a LusoFin está aberta a Portugueses, Finlandeses e naturais de outros países que dela queiram participar, trocar informações e conhecer pessoas. Encontrei por acaso o blog deles e eis que me deparo com esta espantosa versão do "Hard Rock Halellujah" dos Lordi. Desde que vi a inspiradíssima actuação destes senhores que ainda não consegui parar de rir. E já lá vão dois dias. Vede, rejubilai, e atentai para o mui especial convidado que surge perto do fim.

sábado, junho 17, 2006

AZUL A CORES em Guimarães


Centro Cultural Vila Flor, hoje às 21h30.

Mais informações aqui.

Destino: VATiCANO (trailer)


E aí está - o trailer do novo HORROR iNOMINÁVEL.
(brevemente também disponível para telemóvel)

Subscrição aqui, feed aqui.

Link do episódio #04 já funciona

Recebi alguns mails de espectadores mais recentes do Horror queixando-se de que não conseguiam fazer download do quarto episódio. Por alguma razão o link para esse video tinha deixado de funcionar, mas agora já está reparado. Sirvam-se.
E não se esqueçam: daqui a meia hora... um novo Horror.

Falta meia hora para chegar o novo Horror


Há muito que aguardávamos notíciais do Papa, e finalmente elas chegaram. Acabo de receber um SMS do Vaticano (a esta hora, vejam lá) e começou a sair fumo branco do meu telemóvel. Isto significa a benção para o novo Horror iNominável, um trailer de quase três minutos, a que vão poder aceder dentro da próxima meia hora. Bem a tempo do Portugal-Irão que se disputa daqui a doze horas, mais coisa menos coisa.
Qual é a relação entre uma coisa e outra?
Faltam cerca de trinta minutos para saberem.

quarta-feira, junho 14, 2006

Salvem a Internet! Juntem-se ao Movimento!

Na segunda-feira inscrevi-me na lista de apoiantes do movimento Save the Internet (se ainda não o fizeram, não sei do que é que estão à espera), e acabo de receber este e-mail dando conta dos esforços que estão a ser feitos nos EUA para impedir que este desastre aconteça. Nós, que não somos cidadãos dos Estados Unidos, sentimos as mãos ainda mais atadas, uma vez que não temos senadores a quem telefonar, nem podemos dar um pulinho até Washington assim de repente para nos juntarmos aos protestos. Mas podemos, devemos, temos de divulgar o problema. Cada um de nós, à sua maneira, de acordo com as suas limitações, tem de gritar um sonoro "Acordem!" a todos aqueles que estão a encarar esta situação de ânimo leve.

"Dear Net Neutrality supporter,

Today we're delivering a million petitions and letters to Capitol Hill at a press event with Senators Olympia Snowe (R-Maine), Byron Dorgan (D-North Dakota) and spokespeople from our coalition. We'll be speaking in support of the Senators' "Internet Freedom Preservation Act" -- which needs to pass in the Senate for enforceable Net Neutrality language to become law.

The million-letter milestone is remarkable but our work is far from over. Millions of Americans have stepped forward to defend Internet freedom, and yet Congress may still cave to corporate lobbyist pressure to re-write laws that hand over control of the Internet to the likes of AT&T, Verizon and Comcast.

A number of challenges are before us. We need your help to fight back. Here's how you can help the coalition mobilize support for Net Neutrality:

1. Contact the Senate: The nation's largest telephone and cable companies are spending tens of millions of dollars to pressure Congress to allow them to seize control of the Internet. A critical vote will occur in the Senate Committee on Commerce, Science and Transportation on June 22. Please urge your readers and members to contact their Senators in support of enforceable and meaningful Net Neutrality legislation. They can visit SaveTheInternet.com to sign the coalition petition or call Congress [ou, simplesmente, usarem o vosso site/blog para promover o movimento - cliquem aqui].

2. Come to our Washington event: Today's Hill event is scheduled for 1:45pm EST (sorry for the short notice). If you're in Washington, please come to hear the Senators speak and show your support:

* WHAT: Delivery of 1 million petitions and letters to the Senate
* WHERE: "Senate Swamp" (across from the Russell Senate Office Building, Constitution & Delaware)
* WHEN: Wednesday, June 14, 1:45 p.m.

Video of the event will also be available at PoliticsTV.com.

3. Turn up the heat: Take advantage of the number of activism tools we have assembled at the Coalition Web site. We have also created a campaign flier (PDF) [podem encontrá-lo aqui - ponto 5] and encourage you and your readers/members to download, print and distribute it wherever people gather.

As Senators weigh their votes, we need to accelerate the drumbeat of public support for Net Neutrality.

We're constantly looking for opportunities to highlight in the press the innovative mobilization techniques of our coalition partners. Please keep me informed of the actions you take to defend Internet freedom.

Thank you, again, for your work.

Tim Karr

Campaign Director
FreePress.net
SavetheInternet.com Coalition"

terça-feira, junho 13, 2006

A saudação satânica dos LORDI a este servo

Susana Romana e Patrícia Pereira, duas renomadas adoradoras de Satã, usaram poções e encantamentos proibidos na invocação de Kita, baterista dos Lordi, a banda finlandesa que espezinhou o miolo de Eládio Clímaco ao vencer o Festival da Eurovisão. Sabedoras da reverência prestada aos mafarricos neste templo do deboche que baptizei de Salvo Erro, as feiticeiras Romana e Pereira - a quem estarei grato até ao dia em que vermes roerem os olhos secos do meu cadáver putrefacto - obrigaram Kita a usar a sua voz de xoninhas para deixar uma saudação demoníaca a este servo apatetado. Abandonem as vossas vestes de incredulidade e abraçai o Mal com ganas: esta é mesmo a voz de Kita! E, de cada vez que a escutarem, deverão acender duas velas negras e morder o nariz de um morcego coxo e marreco, apanhado num cemitério à meia-noite sob a sombra de um crucifixo.

Bom, e daí talvez não seja preciso tanto aparato.

Encontros de podcasters

Depois das datas nas Fnacs do Colombo e Chiado, os encontros continuam dia 15 em Cascais com o Edgard Costa (GavezDois), Francisco Delgado (Que Coisa), Diogo Beja & Jorge Botas (Duplo Impacto), e Pedro Esteves (Lado B). Seguem-se Algarve e Coimbra (saibam mais aqui).

É hoje, às 21h00...

...no Auditório 1 da Feira do Livro de Lisboa, o lançamento de Desejo Casar, o livro.

(A imagem acima é de A Noiva de Frankenstein; não está directamente relacionada com o livro, mas não resisti a publicá-la.)

Assombroso


HARD CANDY, escrito por Brian Nelson e realizado por David Slade, merece cada pedacinho do hype que gerou. Um filme claustrofóbico que também funcionaria às mil maravilhas se fosse uma peça de teatro: dois actores e uma casa, a constante incerteza de quem fala a verdade, a criar no público um zapping constante de empatia entre um e outro personagem (nesse aspecto tem muito a ver com Death and the Maiden, peça de teatro de Ariel Dorfman feita filme por Roman Polanski), e uma realização que aposta essencialmente em planos fechados, íntimos, muito em cima dos personagens, como convém a uma narrativa guiada apenas por eles.
Durante toda a pérola que é este HARD CANDY há um sentimento permamente de desconforto moral e físico. Já foi comparado a Misery e Audition, e nas promoções é referido como sendo uma revisitação ao clássico conto do Capuchinho Vermelho. HARD CANDY é tudo isso, mas também muito mais. Ellen Page, no papel de uma garota de 14 anos que decide tomar nas próprias mãos o destino de um alegado pedófilo, é absolutamente soberba, alternando entre o querubim inocente e o carrasco implacável com a naturalidade de quem tem décadas de prática na arte da representação. Só que Ellen tem apenas 19 anos, o que torna ainda mais impressionante aquilo que ela consegue fazer passar através do ecrã. Ellen é, sem sombra de dúvida, the next big thing - resta esperar que não desperdice uma carreira em estopadas como X-Men III, onde fez de Shadowcat.
Ver HARD CANDY é uma experiência limite para quem tem tripa fraca, e bastante mais que uma tarde bem passada para os habituais fãs de thrillers. O terror aqui é psicológico, assenta não tanto no que mostra, mas no que insinua. Houve quem tivesse abandonado a sala durante a sessão a que assisti, o que só fica bem a um filme deste tipo. Façam um favor a vocês próprios, e vão vê-lo - garanto que vai haver uma catrefada de imagens, frases e situações que vos irão assombrar durante muito tempo.

(O realizador David Slade prepara agora "30 Days of Night", adaptação da banda desenhada homónima de Steve Niles e Ben Templesmith. Esperam-se portanto mais coisas boas deste senhor.)

segunda-feira, junho 12, 2006

SALVEM A INTERNET

Imaginem um mundo onde mega-empresas de telecomunicações, como as norte-americanas AT&T, a Verizon e a BellSouth, podem definir a que sites acedemos e a que velocidade o fazemos. O fim da liberdade para consumir e partilhar informação através de blogues, podcasts, seja o que for para além do que nos é imposto. Passarmos a ter quem escolha por nós quais os sites que podemos consultar para aceder a qualquer tipo de informação ou serviço. No fundo, a morte da Internet tal como a conhecemos, substituída por uma rede privada, controlada por interesses económicos, que marcará o fim dos produtores independentes, da livre concorrência, e da liberdade de expressão. É o que vai acontecer caso o Senado dos EU não aprove a moção destinada a fazer valer o princípio da Network Neutrality, a Primeira Emenda da Internet (isto depois de a moção já ter sido rejeitada pelo Congresso). Como tudo o que diz respeito à Internet, este não é um problema exclusivo dos norte-americanos, mas de todo o mundo. Diz-nos directamente respeito. A todos nós, que utiizamos a Internet diariamente no nosso trabalho, para o nosso lazer, nas nossas vidas. O domínio da net pelo lobby norte-americano das telecomunicações tem de ser impedido. Há que fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar que a catástrofe aconteça. Divulguem por favor esta ameaça real, vão a http://savetheinternet.com para obterem mais informação, e juntem-se aos protestos. Consultem também http://democracy.org; vejam e divulguem os videos que no YouTube alertam para a situação, e a revolta de Arin Crumley (Four Eyed Monsters), que é, no fundo, aquela a que todos temos de dar voz enquanto gozamos da liberdade para fazê-lo.
Façamo-nos pois ouvir. Isto não pode acontecer.

sexta-feira, junho 09, 2006

Super-Homem = Jesus Cristo?


Even though you’ve been raised as a human being
you are not one of them

They can be a great people, Kal-El, they wish to be
They only lack the light to show the way

For this reason above all
their capacity for good
I have sent them you
My only son


Jor-El (Marlon Brando) in Superman Returns (trailer)
Tema:
Planet KryptonJohn Williams

Vejam
Jesus vs. Superman aqui



(cliquem na imagem para vê-la em tamanho maior e no site de origem)

quinta-feira, junho 08, 2006

Era esta a banda que eu queria ver a seguir


São australianos, e de certeza que passaram os verdes anos a ouvir Led Zeppelin e Black Sabbath. "Woman", dos Wolfmother, num videoclip dos mesmos senhores responsáveis pelo "Seven Nation Army" dos White Stripes. Se não conhecem o álbum, está na altura.

We're gonna burn this city


Acabo de chegar do Super Rock e, deixem-me dizer-vos, os Franz Ferdinand arrasaram. Entrei com as expectativas altas, mas os moços atiraram a fasquia lá para o alto. É ao vivo que se percebe a verdadeira força dos temas, agora tocados por uma banda no auge da sua forma, com mais tempo de estrada, hiper-rodada e mega-oleada, que não dá tempo ao público para respirar. É toma-lá-um-hit-dançante seguido de toma-lá-outro e agora-mais-um-que-estás-a-gostar. Alex Kapranos tem star quality para dar e vender, tem aquilo que se costuma chamar presença em palco (não adoram esta expressão? "O tipo tem presença em palco") e uma noção perfeita da localização das várias câmaras que acompanhavam todos os seus movimentos. Kapranos não se limita a tocar e a cantar: ele é gestos largos, braços abertos, expressões de ai-que-eu-estou-a-sofrer-tanto logo seguidas de queriam-rock-tomem-lá. Palavras ditas na língua de Camões: "obrigado" e "tudo bem". Som sem falhas, luz frenética como a música em palco, e, no final, assistiu-se ao burlesco rockeiro de três bateristas para uma bateria. Grande concerto.
Antes de Franz Ferdinand, no palco dos portugueses, ainda tive tempo de ver o Legendary Tiger Man, aka Paulo Furtado, um homem só para uma dezena de instrumentos. Deu show, mas saiu chateado por não ter podido tocar tanto tempo quanto queria. Ainda partiu uma guitarra (uma Telecaster, se não estou em erro), mas já pouca gente viu, porque faltava pouco para os Franz e era preciso arranjar um bom lugar para ver a banda que, afinal, toda a gente ali estava para ver. Bom, seriam duas - para além de Franz, os Editors. Só que alguém se lembrou que era boa ideia colocar Editors a abrir o dia, às seis e tal da tarde. Quem é que pensou que seria boa ideia colocá-los àquela hora, num dia de semana? Quem é que tomou a triste decisão de trazer os Cult (graças a deus que já tinham acabado de tocar quando cheguei) e os Keane (estes ainda os apanhei, de raspão, e tive de enfiar gravilha nos ouvidos para evitar o pior)?
Vale-me a certeza, sem fundamento mas ainda assim uma certeza, de que os Editors vão voltar em breve, para um concerto próprio, talvez no Coliseu ou na Aula Magna.

quarta-feira, junho 07, 2006

Sobre as acusações de plágio feitas a Acácio Jeremias

Recebi alguns mails a alertarem-me para o facto do final do primeiro episódio do Acácio Jeremias mostrar um tipo a ser interrogado enquanto leva bofetadas, um final semelhante ao do primeiro episódio d’O Horror iNominável, em que eu e o Pina interrogamos José Sócrates, acabando o Pina por lhe dar uma valente chapada. Este final, no caso do Horror, era um teaser do segundo episódio, que tratava exactamente do rapto do primeiro-ministro e consequente interrogatório, durante o qual o Pina afiambrou com gosto a face de Sócrates. Os mails que me chegaram, e o comentário colocado esta tarde no post que dediquei ao videocast do André Toscano, partilham um tom zangado, acusando o André de plágio.

Não me vou pôr aqui a tecer considerações acerca do que é plágio, do que é referência, etc. Sei que, por exemplo, a ideia de alguém – Acácio Jeremias – escrever cartas a várias instituições com pedidos e sugestões absurdas vem do livro “Letters from a nut”, de Ted L. Nancy, e que esta versão desenvolvida pelo André Toscano é assumidamente uma adaptação desse conceito, modificado para fazer sentido na realidade portuguesa. Em relação à cena das bofetadas, acho – e digo isto sem nunca ter falado com o Toscano, que não conheço pessoalmente, por isso não passa de uma suposição minha – que ele tentou fazer uma espécie de homenagem ao Horror. E penso isto não por achar que o Horror é digno de uma homenagem - não tenho essa pretensão – mas porque não encontro outra explicação para o sucedido. Parece-me lógico que o André soubesse que, ao incluir a cena do interrogatório com bofetadas no episódio de estreia do Acácio Jeremias, a comparação fosse feita. Até porque o Horror e o Acácio parecem partilhar uma fatia de público (o iTunes agora inclui um serviço que mostra quais os outros podcasts assinados pelos subscritores de determinado podcast, e, se virem a lista referente ao Acácio, vão verificar que o primeiro nome é o d’O Horror iNominável). Este não me parece, assim, ser um daqueles casos de deixa cá pôr esta cena a ver se passa. Seria demasiado evidente e estúpido, e o André, como demonstra todo o trabalho que tem realizado no seu DQD, não é estúpido.

A meu ver, o que se coloca aqui é uma questão mais simples: vale a pena todo o esforço de produção (que é notório logo no primeiro episódio de Acácio Jeremias) quando o conceito-base toma como referência algo que já existe (e aqui já só estou a falar do “Letters from a nut”, tirando o Horror da conversa)? Pessoalmente, prefiro criar de raíz conceitos originais – mesmo no meu trabalho para televisão sempre fugi das adaptações como o diabo da cruz. Acho difícil criar uma relação de trabalho entusiasta com um conceito que não saíu das nossas cabeças. Que seja, pelo menos, uma ideia original de alguém que nos pede para desenvolvê-la. Mas isto sou eu. Conheço muito boa gente que se realiza a fazer adaptações, e que dá de tal forma a volta à coisa que começam a senti-la como se fosse uma criação original sua (uns com mais legitimidade que outros).

Essa opção, já o André a fez há algum tempo. Não foi só agora que o seu alter ego Acácio Jeremias apareceu a escrever cartas com pedidos e sugestões bizarras: antes do videocast já o Acácio abrilhantava os posts do DQD, fruto da paixão que o André Toscano tem pelo livro de Ted L. Nancy (livro que, aliás, como já tive oportunidade de referir aqui no Salvo Erro, foi traduzido pelo André para a Gradiva, por sugestão do Nuno Markl e convite do Nuno Artur Silva). Se o André quer embarcar num enorme esforço de produção a partir de um conceito que não é exactamente seu, mas sim uma adaptação de algo já existente, é lá com ele. Desde que a coisa seja assumida, não me parece ser um problema.

E, em relação ao Horror, volto a dizer que prefiro pensar que tudo não passou de uma sentida homenagem. Posto isto, não me parece que tenha mais seja o que for a dizer sobre este assunto.

Continuam os encontros de podcasters

Hoje, às 22h00 no Gaia Shopping, vão estar presentes o Edgard Costa do GavezDois (organizador destes encontros, ou não fosse ele uma das vozes mais empenhadas na divulgação do podcasting nacional), o Pedro Fonseca do Piloto Automático, o José-António Moreira do Sons da Escrita, e o Pedro Dias do Era uma vez… Saibam todas as datas e locais aqui. E, acima de tudo, apareçam nos encontros. Quem sabe não vos dá ganas de irem a correr para casa fazer os vossos próprios podcasts.

terça-feira, junho 06, 2006

666


É quase meia-noite e a Besta não deu à costa.
Que baldas.

(imagem: o demónio Etrigan, criado por Jack Kirby, na capa de Blood of the Demon #1, desenhada por John Byrne. Vejam mais imagens de Etrigan aqui)

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(Update, 7/6 - 16:56)
Afinal o mafarrico deu mesmo um ar da sua graça, ao rebentar com os links deste post. Mas já tratei de tudo, e a linkalhada agora parece estar a funcionar em termos. Vade retro bicharoco.

Se a única coisa em que pensam é ver jogar a selecção nacional...


...não percam o fotoon SALVO ERRO n'O INIMIGO PÚBLICO.
Sai esta sexta-feira.

segunda-feira, junho 05, 2006

Update...

...ao post BOCAGE compete com DONAS DE CASA DESESPERADAS e EXTRAS. Incluí a lista com todos os nomeados.

Há novo videocast tuga no pedaço: ACÁCIO JEREMIAS!

Acácio Jeremias é o alter ego de André Toscano, mentor do Diz Que Disse. Depois de traduzir "Letters from a Nut", de Ted L. Nancy, para "E agora para algo completamente diferente", colecção editada pela parceria Gradiva / Produções Fictícias, o André escreveu a sua própria mão-cheia de cartas a várias instituições, com sugestões, reclamações e pedidos impossíveis de responder, e que aguardam publicação para breve. Mas antes do livro chegar às prateleiras do nosso país, temos hipótese de conhecer Acácio e as suas propostas através de um videocast que já está disponível no iTunes, produzido pela equipa de entusiastas recrutados pelo DQD. Já não via um aproveitamento tão bom de mão-de-obra escrava desde os ténis da Nike feitos por putos das Filipinas! O site, com design da Patrícia Furtado, que também proporcionou ao Markl a arquitectura do seu cantinho nético e da Rádio Universo Infinito, é uma belezura que podem encontrar aqui.
Finalmente, um videocast português para além d'O Horror iNominável! Venham mais! Tenho noção de que a tendência é para que continue a haver maior número de podcasts audio do que video, mas anseio pelo dia em que a coisa esteja taco-a-taco. O aparecimento de Acácio Jeremias - o videocast, só vem provar que com vontade, talento, e escravos tudo se consegue. Parabéns ao André e a toda a sua equipa.

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(Update, 6/6 - 13:43) Tenho recebido imensos mails a perguntarem-me como é que se coloca on line um videocast. O fogo de artifício (que, diga-se de passagem, tem dois belos videoclips sacados do YouTube no seu blog) voltou a colocar a pergunta, nos comentários aqui em baixo, e aproveito a boleia para vos dar este link: http://freevlog.org/tutorial/ - está lá tudo explicadinho, passo a passo, em clips de video bastante elucidativos, que mostram como fazê-lo sem ter de gastar um tusto, alojamento incluído. Já não há desculpas para deixarem de encher os refegos da net com filmes, sejam eles feitos em HDV ou com câmaras de telemóvel. Venham daí esses videocasts!

O último Rádio.com

Foi com muita pena que recebi a notícia do fim do Rádio.com, de João Paulo Menezes, programa emitido pela TSF que muito contribuiu para a divulgação dos podcasts em Portugal. Resta agradecer ao João Paulo Menezes e esperar pelo seu regresso com um novo projecto, quem sabe a segunda série do Rádio.com. Entretanto, podem ouvir o 28º e último programa aqui.

domingo, junho 04, 2006

Fato domingueiro


She-Hulk, escrito por Dan Slott. Do mais divertido que a Marvel tem editado nos últimos anos. Já saíram três volumes. A arte, de uma das capas dos paperbacks, é de Adi Granov.

Há pouco, estava eu refastelado no sofá...

...pareceu-me ouvir na rua a voz do Francisco Menezes. Depois lembrei-me que o som do Rock in Rio chega-me pela janela. Mudei para a SIC Mulher, que transmitiu o concerto, e lá estava a Anastasia.
Está mais rechonchuda, a garota.

Tiananmen: 17 anos



Na China, as manifestações que assinalavam o aniversário foram proibidas. As televisões ignoraram a data.

(saibam mais sobre os protestos de 1989 aqui)

Compras na Feira do Livro

Para ler:

A Arte de Não Crer em Nada e Livro dos Três Impostores, organização e prefácio de Raoul Vaneigem
Boneca de Luxo, Truman Capote.

Para reler:

O Príncipe, Maquiavel
Estranho numa Terra Estranha, Robert. A. Heinlein
Carrie, Stephen King

tudo edições da Europa-América, é verdade,

e mais um exemplar (o 15º, creio) para a minha colecção de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, uma edição da Relógio d'Água que inclui Alice do Outro Lado do Espelho.

Para comer:

Uma fartura (nada de churros), na roulotte Delícia.

Visitem a Feira do Livro de Lisboa no Parque Eduardo VII até dia 13 de Junho.

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(Update, 21:54) Há hipótese da Feira só acabar no dia 18.

sexta-feira, junho 02, 2006

AZUL A CORES em BRAGANÇA



Hoje às 21h30 no Teatro Municipal de Bragança.


Mais informações aqui.

A foto é da Magda Bizarro. Para além da Margarida Cardeal e do Tiago Rodrigues, podem ver o João d'Almeida, lá ao fundo, sentado nas cadeiras da Sala Estúdio do Teatro da Trindade durante os ensaios com figurinos. O João é responsável pelo desenho de luz da peça, e uma das pessoas mais cool que eu conheço. O mundo pode estar prestes a acabar em chamas e pedradas, mas ele mantém sempre a calma.

Ainda sobre o Oozinator

Não é galhofa, é mesmo a sério, esta bisnaga mal-amanhada existe, está à venda, aparece como sendo indicada para crianças a partir dos 6 anos, e o spot publicitário que está a passar nas TVs norte-americanas é mesmo este que vos deixei no post aqui de baixo. A empresa responsável é a Hasbro, que conta no seu catálogo com a série Star Wars Transformers. Se quiserem ver o destaque dado ao Super Soaker Oozinator no site da Hasbro, cliquem aqui. Certifiquem-se de que não há crianças ao vosso lado. É que, de outra maneira, lá vão elas pedir-vos esta bisnaga, e vocês vão ver-se aflitos para explicar-lhes porque é que isso não pode ser.

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(Update, 12:46) Acabo de pensar que, no nosso país, esta bisnaga seria encarnada e chamar-se-ia BIBISNAGA.

quinta-feira, junho 01, 2006

Hoje é Dia da Criança...

...e sinto a obrigação de alertar-vos para este brinquedo perverso que, graças aos céus, ainda não chegou a terras lusas, mas já anda a fazer vítimas nos EUA. Por favor, não ofereçam o SUPER SOAKER OOZINATOR aos vossos pequenitos. Nem pelo dia da criança, nem pelo aniversário, nem pelo Natal. Nunca. Mantenham a pequenada longe do OOZINATOR e o OOZINATOR longe da pequenada. É bem mais perigoso do que uma tampa de caneta de feltro presa numa narina, ou uma peça de Playmobil entalada na garganta, ou mesmo uma espingarda de GI Joe enfiada num olho. Do que é que eu estou a falar? Meus amigos, eu nem tenho palavras para descrever o OOZINATOR. O melhor é verem este spot publicitário... Mas não o vejam vezes demais, que eu tenho cá para mim que até o simples facto de ver isto dá direito a prisão.