terça-feira, maio 30, 2006

Óbito










Shohei Imamura, aos 79 anos.

É um pássaro? É um avião? Não, é um post sobre SUPERMAN RETURNS e ALL STAR SUPERMAN!



Depois do primeiro teaser, que permitiu voltar a escutar a voz de Marlon Brando (o senhor vai voltar a interpretar Jor-El em SUPERMAN RETURNS, através da utilização de algumas cenas filmadas para SUPERMAN 2 que na altura acabaram por não ser montadas), já estão on-line uma catrefada de trailers do aguardado regresso do Homem de Aço. E que o Mr. Mxyzptlk me carregue se os trailers não têm óptimo aspecto (especialmente este, por causa da mui estilosa cena no fim).

O ponto de partida para a história deste filme, escrita por Bryan Singer junto com Michael Dougherty e Dan Harris (os três já tinham trabalhado juntos em X2) conta-se em poucas linhas: cinco anos depois de desaparecer da face da Terra, Kal-El - que, para quem não sabe, é o nome kryptoniano de Clark Kent, aka Super-Homem - regressa para descobrir que Lois Lane casou com outra pessoa, e que o seu arqui-inimigo, Lex Luthor (Kevin Spacey, no que parece ser mais uma brilhante interpretação, capaz talvez de fazer sombra à de Gene Hackman nos Supers anteriores), ganhou acesso à tecnologia da Fortaleza da Solidão. A pergunta que todos fazem, incluindo o próprio Super, é: precisa o mundo de um Super-Tipo?

O mundo não sei, mas, no meu entender, e de milhares de fãs que alimentam a máquina comercial super-poderosa explorada pela Warner Bros., as salas de cinema e as prateleiras de DVD's e videojogos sim (o trailer do jogo desenvolvido pela EA também tem bom aspecto).

Metallo, em Superman Returns - o videojogo, disponível a 28 de Junho

Numa altura em que se fizeram óptimas adaptações de comics para cinema (BATMAN BEGINS, de Christopher Nolan; SPIDER-MAN e SPIDER-MAN 2, de Sam Raimi, X-MEN e X2, de Bryan Singer), e que se preparam adaptações também bastante prometedoras (WONDER WOMAN, de Joss Whedon, que, apesar de tudo, não deixa de fazer-me salivar), faz todo o sentido repescar aquele que é, quer se queira quer não, o Maior Super-Herói de Todos os Tempos. Chamem-lhe escuteiro, bonzinho, mariconço, o que quiserem, mas a verdade é que o tipo consegue tirar planetas da sua órbitra, meus caros, essa é que é essa. Mais importante que isso, ele tem o super-poder de gerar milhões de dólares em filmes, séries (THE ADVENTURES OF LOIS & CLARK, SMALLVILLE), comics (já lá irei), e merchandising relacionado, e só mesmo kryptonite do género da grande banhada que foram SUPERMAN III (*) (1983), de Richard Lester, e com Richard Pryor, e SUPERMAN IV: QUEST FOR PEACE (1987), de Sidney J. Furie podem arruinar a super-facturação.

Aliás, ninguém me tira da cabeça que o cavalo de Christopher Reeve viu SUPERMAN IV, e que foi por isso que atirou com o actor ao chão.

Não há volta a dar: o Super-Homem está para o universo dos comics como Jesus Cristo está para a religião católica.

Martha Kent (a actriz Eva Marie Saint) e o filhote que veio do céu
(Brandon Routh), em
Superman Returns

Sou daqueles que ficou bastante contente por ter sido Bryan Singer a pegar no projecto. Não haja dúvida de que ele queria mesmo fazer este filme - só isso explica que tenha abandonado X3 às mãos de Brett Ratner (deu no que deu). Acompanhando o videocast que, até há bem pouco tempo, permitiu acompanhar as diversas fases de feitura do filme, fica-se com a sensação de que Brian sabia exactamente o que estava a fazer. O que é mais do que se pode dizer de Tim Burton ou de JJ Abrams que, no pouco tempo em que foram falados como hipóteses para tomar conta do projecto (o argumento de Abrams seria filmado pelo safado do Brett Ratner), apresentaram propostas absolutamente estapafúrdias, quando aplicadas ao Super-Homem (Burton queria que a personagem deixasse de voar - em vez disso teletransportava-se de um sítio para o outro; e Abrams queria transfomar Lex Luthor num agente da CIA obcecado por OVNI's). Mesmo a hipótese que se chegou a colocar, de que seria Kevin Smith a escrever e realizar, nunca me convenceu por completo (podem ler o guião de Smith, SUPERMAN LIVES, aqui). Aposto em Bryan Singer: em X-MEN e X2 já provou ser capaz de fazer óptimas adaptações de comics ao cinema.

A DC Comics prepara o lançamento de três prequelas do filme para Junho (saibam mais aqui), mas o grande acontecimento dos últimos tempos na banda desenhada envolvendo o filho de Krypton tem sido ALL STAR SUPERMAN, de Grant Morrisson, com arte de Frank Quitely.

Pode dizer-se, sem estar a fugir muito da verdade, que a série ALL STAR está para a DC como a ULTIMATE está para a Marvel: junta autores aclamados pela crítica e pelos fãs (fãs que são também os maiores críticos da indústria), e dá-lhes a liberdade de interpretar personagens clássicas do universo DC sem terem de se preocupar com questões de continuidade. Neste tipo de trabalhos, é de esperar abordagens pós-WATCHMEN (pós-pós-WATCHMEN?), mas ALL STAR SUPERMAN pertende regressar à Silver Age dos comics, muito antes de Alan Moore e Dave Gibbons se terem lembrado de mostrar ao mundo um super-herói (o Comediante) a espancar e violar uma mulher.

WATCHMEN, obra-prima que comemorou há pouco os seus 20 anos, é um livro perfeito a que o tempo deu dois defeitos:
– Originou comics que tentam o mesmo tipo de abordagem, mas sem sucesso (o contrário também é verdade – estou a lembrar-me por exemplo da série ASTRO CITY, de Kurt Busiek, que conquistou, por direito próprio, um lugar na estante de qualquer leitor que se preze);
– O nível atingido em WATCHMEN nunca mais foi igualado, nem pelo próprio Alan Moore. E não me venham cá com o WANTED de Mark Millar – tem alguns óptimos personagens, pois sim senhores que tem, e a história até arranca mais ou menos, com uma colagem assumida e distorcida aos WATCHMEN e a uma espécie de CLUBE DE COMBATE meets DIA DE RAIVA, só que depois a coisa descamba. (Diga-se, no entanto, em abono de Millar, que ele também é o responsável pelo excelentes THE ULTIMATES e THE AUTHORITY).

Estas considerações acerca de WATCHMEN vêm a propósito do seguinte: da mesma maneira que, para chegar ao nível da bíblia de Moore e Gibbons, não basta uma abordagem pós-moderna e violenta ao universo instituído dos super-heróis, também não basta apagar estes elementos de uma história para fazê-la voltar à Silver Age. A banda desenhada norte-americana dessa época era pródiga em conceitos bizarros, heavy-sci-fi, e abordagens muitas vezes surreais - e só esta última palavra bastaria para justificar o nome de Grant Morrisson (THE INVISIBLES, DOOM PATROL, ARKHAM ASYLUM, e o desconcertante ANIMAL MAN) como autor ideal para uma tarefa desta complexidade nem sempre aparente à primeira vista.

Já em 1998, Morrisson juntara-se a Mark Waid, Mark Millar, e Tom Peyer para apresentar à DC uma proposta do rumo a seguir pela personagem Super-Homem no terceiro milénio. Defendiam a tese de que o filho de Krypton devia passar por uma re-invenção a cada quinze anos; davam como exemplo os trabalhos de John Byrne, Julie Scwhartz e Denny O’Neil, e Mort Weisinger, todos com quinze anos de distância entre eles, e afirmavam que o tempo para re-inventar o mito do Homem de Aço tinha chegado. Tudo estava prestes a avançar, mas uma reviravolta inesperada dos acontecimentos acabaria por deitar tudo a perder (saibam mais aqui). Anos depois, Grant tem na linha All Star a liberdade para dar à personagem o rumo que deseja, desde a sua origem. Fonte de inspiração: a Silver Age dos Comics.

Lois Lane é "A Rapariga dos Olhos Assassinos"

Ao folhear um comic da Silver Age percebe-se rapidamente que é tudo muito explicadinho. A narrativa era ainda muito primária; estava-se ainda muito longe da diagramação cinemática do DAREDEVIL de Frank Miller e, a nível de escrita, a sofisticação existia nos conceitos mas, raras vezes, na maneira de contar as histórias. Isto, claro está, visto à distância de trinta e tal anos, quando já temos como termo de comparação – e para referir apenas exemplos mais recentes – narrativas apuradas como THE ULTIMATES, que apresentam uma estrutura narrativa típica de uma (boa) série de TV e que, talvez não de forma assim tão surpreendente, funciona âs mil maravilhas no universo da BD.

Já li os dois primeiros números de ALL STAR SUPERMAN (o terceiro e, ao que se diz, o melhor até agora, ainda não o tenho) e devo dizer que não me desiludiu. No meio de todo o tom naif da Silver Age, Morrisson consegue o prodígio de apresentar uma narrativa dinâmica e um universo do Super-Homem com elementos familiares aos fãs de longa data, mas que ao mesmo tempo apresenta re-interpretações inesperadas e brilhantes desses mesmos elementos. Acompanhar esta colecção é a melhor maneira de aguardar pela chegada de SUPERMAN RETURNS.



(*) Lembro-me perfeitamente de ir ver SUPERMAN III com a minha mãe ao Cinema Império, onde hoje opera a IURD. Atrás de nós estavam sentados a Ana Faria e os seus Queijinhos Frescos. Seguravam pipocas e coca-colas com palhinhas, enquanto a mãe os penteava com as mãos. Passaram o filme a mastigar e a sorver, até que tive de virar-me para trás e mandá-los calar com o meu poder de super-sshhh.

BOCAGE compete com DONAS DE CASA DESESPERADAS e EXTRAS

Há um ano atrás, quando eu e o Mário ainda íamos a meio da escrita da série BOCAGE, nunca nos passou pela cabeça que isto pudesse acontecer: a série sobre o Elmano Sadino está a competir no FESTIVAL DE TELEVISÃO DE MONTE CARLO, na categoria MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA, enfrentando, entre outros, os pesos-pesados DESPERATE HOUSEWIFES e EXTRAS, de RICKY GERVAIS. Neste festival, e já na categoria de Melhor Série Dramática, concorrem também pérolas como SETE PALMOS DE TERRA, LOST, e 24.
Esta nomeação já é prémio suficiente, até porque não estamos à espera de vencer. Isto devido ao facto de um dos episódios enviados para Monte Carlo ser aquele onde eu e o Mário aparecemos no papel de ladrões (saibam mais aqui, aqui, e aqui). Ora, ponham-se no lugar do júri. Entre uma série onde aparecem, ainda que por breves instantes, estes dois mafarricos...


...e uma onde entram estas duas mafarricas...



...quem é que vocês escolhiam?

Pois é.

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(Update, 5/6 - 20:54) Aqui fica a lista dos nomeados em ambas as categorias:

Comédia
Türkisch Für Anfränger (Alemanha)
The Amateurs (Brasil)
Naked Josh (Canadá)
Dolph&Wulff (Dinamarca)
Fighting Hens (Espanha)
Lea Parker (França)
The Smoking Room (Grã-Bretanha)
The Thick of It (Grã-Bretanha)
Extras (Grã-Bretanha)
Carabinieri (Itália)
The Witches (Polónia)
Bocage (Portugal)
Bota Mig ! (Suécia)
Lite Som Du (Suécia)
Arrested Development (EUA)
Desperate Housewives (EUA)
Entourage (EUA)

Drama
SOKO Leipzig (Alemanha)
Patriarhat (Bulgária)
The Collector (Canadá)
This is Wonderland (Canadá)
Diane Femme Flic (França)
Engrenages (França)
PJ (França)
Afterlife (Grã-Bretanha)
Love Soup (Grã-Bretanha)
Wild at heart (Grã-Bretanha)
Gente di Mare (Itália)
The First Circle (Rússia)
Zona (Rússia)
24 (EUA)
Lost (EUA)
Six Feet Under (EUA)

segunda-feira, maio 29, 2006

Alex Toth: n.1928 - m.2006



Alex Toth morreu ontem de manhã enquanto escrevia e desenhava.

(na imagem, Space Ghost, com notas de Toth acerca das modificações num uniforme que se tornaria clássico. Quando eu era pequeno, pintava de encarnado rolos de papel-higiénicos que tinham chegado ao fim, e colava quadrados de papel de lustro amarelo a fazer de botões, e era como se tivesse as braceletes que permitem ao Fantasma do Espaço voar e disparar raios de energia. O que mais poderia um puto de 6 anos querer? Obrigado, Mr. Toth.)

sexta-feira, maio 26, 2006

Aguardo ansiosamente


Se não o fizeram há três posts abaixo, vejam agora o trailer aqui, onde podem também aceder a clips do filme, e entrevistas à revelação Ellen Page e Patrick Wilson (antes vão ter é de gramar com anúncios, mas não é grave).

Estreia a 8 de Junho.

quinta-feira, maio 25, 2006

Eis senão quando percebo que afinal não vou ver TOOL


Os preparativos para a passagem de AZUL A CORES a filme (de que vos falarei em breve) estão a custar-me noites de sono, anos de vida, mas também a dar um grande gozo. E, hoje e amanhã, vão custar-me também a presença no Super Rock, isto apesar de ter adquirido bilhetes. Dos bilhetes já me desenvencilhei, mas o que custa é saber que vou perder os concertos. E de todos, os que mais me custa perder, aqueles que eu fazia mesmo questão de ver e agora percebo que afinal não dá, por exigências do calendário de produção (que eu mesmo fiz, por isso não posso culpar mais ninguém a não ser a mim próprio), são os TOOL, que actuam amanhã como cabeças de cartaz. Resta-me rever este videoclip que o velho amigo YouTube disponibiliza para as massas, sejam os miseráveis como eu que vão perder a actuação desta grande banda por sua própria culpa, sejam aqueles que amanhã vão ter o privilégio de ver Maynard & Cia. tocarem no palco principal. PARABOLA, com participação especial de Tricky (no video, não na música), e realizado por Adam Jones. Grande video, grande tema. E que grande concerto que eu vou perder amanhã, raisparta.

Casino Royale


Eu sei que há por aí muita gente descontente com a escolha de Daniel Craig para novo 007, fãs que ameaçam o filme de boicote porque o James Bond não pode ser louro, e porque o Craig é tão menino que partiu dois dentes durante as filmagens, e o diabo a sete (estive mesmo, mesmo para fazer o trocadilho e o diabo-a-zero-zero-sete, mas depois achei que era estúpido). Bom. Isto para dizer que não alinho com essa malta revoltada, que parece torcer para que CASINO ROYALE seja um fracasso. À partida não tenho nada contra nem a favor de Craig, não acho que seja uma escolha tão escandalosa como isso. Venha o filme que depois falamos. E enquanto não chega, dêem uma olhada ao primeiro teaser oficial, aqui.

X-Men 3: Conflito Final às 3 Pancadas

Fui ontem à antestreia de X-MEN 3: O CONFLITO FINAL (convite cortesia de xodôna Susana) e hoje ainda estou abatido. Os dois primeiros actos correram muitíssimo bem, e cheguei a pensar que este ia ser o melhor da série. Mas a maneira como tudo se resolve é tão atabalhoada e a despachar que a sensação que fica é de uma frustração enorme.

É, como já dera para perceber, o filme mais negro dos três. O que é bom. Não é no tom que a coisa falha. É no facto de preparar muita intriga que depois não tem tempo para resolver. Sendo o filme que parte de presupostos com mais potencial, que deveriam ser mais desenvolvidos, e que exigiam um final à altura (é o fim de uma trilogia!), não percebo o porquê de ser o mais curto. 97 minutos é tempo a menos para resolver com eficácia e dignidade as duas sagas de peso que o filme lança.


Acredito que mesmo aqueles que não têm as referências da BD original irão sentir-se esmagado pelos primeiros dois terços de X3. Mas para os fãs dos comics, é bombom atrás de bombom. Ele é a piscadela do olho a DAYS OF FUTURE PAST logo no início, é toda a história da ‘cura’ encontrada para os mutantes, um clima de 'mutant uprising' que traz ecos de X-TINCTION AGENDA...

…e, acima de tudo, a FÉNIX.

O regresso de Jean Grey quando todos a julgavam morta, a sua evolução a uma condição de deusa malefica, é um dos pontos altos da banda desenhada norte-americana criativa e comercialmente (vénia a Chris Claremont, Dave Cockrum e John Byrne). Era, à partida, a escolha ideal para fechar a trilogia. Se o filme só ia ter 97 minutos, este plot era mais que suficiente. Era perfeito. Para quê desperdiçar grandes sagas apresentando delas apenas esboços?

Se os dois X-Men de Bryan Singer (OS SUSPEITOS DO COSTUME, HOUSE, SUPERMAN RETURNS) já pegavam em óptimas personagens e lhes davam apenas alguns minutos para brilhar – sem que isso, a meu ver, tivesse prejudicado os filmes – X3 exagera na forma como despacha grandes clássicos assim como quem despacha castanhas perto do Natal. Era preciso mais Colossus, mais Juggernaut, mais Multiple Man. As personagens parecem existir apenas para servir uma função narrativa e, mal a cumprem, lá vão elas à sua vida. Ah, e um aviso: se são fãs da Mystique vão ter uma desilusão; MAS, POR OUTRO LADO, também um belo brinde). Não é preciso ser fã dos comics para sentir este sub-aproveitamento das personagens - é um problema intrínseco a X3. O caso do Anjo é flagrante (e aquelas asas não convencem).

Depois, há Wolverine a mais. Não deixo de perceber - é a personagem favorita de milhões, uma das minhas, também, e, se Hugh Jackman não me convenceu no primeiro, convenceu-me no segundo. Mas neste deu três passos atrás. E a oscarizada Halle Berry, que tirou o óscar do bolso para exigir mais protagonismo neste X3, porque de outra maneira não contavam com ela, mais valia ter estado quieta. A irritação que o final deste filme, e desta trilogia, me provocaram até me fizeram levantar antes de ver a tão falada cena super-secreta de 30 segundos que passa depois do genérico. Quando forem ver o filme, já sabem, controlem-se e fiquem até ao fim. Depois contem-me. Arrisco dizer que deve estar relacionado com o apregoado spin-off de Wolverine (pois é, rejubilai, meninas, parece que Wolverine-Jackman vai ter um filme só para ele).

X3 promete aquilo que não tem tempo para cumprir, e que por isso se resolve às três pancadas. Promete um clímax que, afinal, já aconteceu mais ou menos a meio do filme. Uma cena, envolvendo a Fénix, que me levou às lágrimas pela sua espectacularidade e pela forma como atirou comigo aos rebolões de volta para a minha infância, altura em que vi pela primeira vez num Superaventuras Marvel (não me peçam para ir ao fundo do baú ver o número) as imagens que inspiraram aquele que é, a meu ver, o melhor momento de cinema inspirado em banda desenhada até hoje.

Enorme destaque também para Ellen Page enquanto Kitty Pryde (o confronto com Juggernaut é rápido mas emocionante). Atenção a esta garota: ela entra em HARD CANDY, filme premiado no festival de Sitges e presente na selecção oficial de Sundance. e que, a julgar pelo trailer, parece ser uma coisa em bom.


segunda-feira, maio 22, 2006

É a LORDIMANIA!



"Deus tenha piedade
do povo finlandês"


Padre Mitro Repo,
clérigo finlandês



Entreguei hoje de manhã o fotoon que fiz para O INIMIGO PÚBLICO desta semana. E adivinhem qual é o tema.



Quero agradecer a todos aqueles que se juntaram a mim no testemunho de um dos momentos mais bonitos da História da Europa e do Mundo, aos que deixaram comentários e me enviaram mails. Foi uma noite gloriosa!

E, como não podia deixar de ser, um grande bem-haja a quem votou Lordi no sábado à noite.

Do Eládio, alguém sabe alguma coisa? Terá sobrevivido?

(enquanto aguardamos por novidades, porque não ir passando tímpanos e olhos pelo videoclip do tema que celebrizou Lordi na Finlândia. "Devil is a loser / He's my bitch ..." Como não gostar de uma letra destas? Cliquem aqui)

dúvidas, dúvidas

Serão complicado este. Na RTP 1, o embate com maior potencial dramático desde Lordi vs. Eládio: Pacheco Pereira vs. Manuel Maria Carrilho. Na 2:, o 5º episódio da 5ª série de SETE PALMOS DE TERRA (podem ler o resumo deste episódio aqui; mas ATENÇÃO, assim vão ficar a saber antecipadamente o que se vai passar, por isso não recomendo a leitura, a não ser que pretendam optar pelo primeiro canal). Na minha opinião, e apesar de ser grande fã da série de Alan Ball, o PRÓS & CONTRAS de hoje à noite é daqueles bombons raros e gostosos que não se devem desperdiçar. A minha escolha está feita. Vai ser rir a bom rir...

ENCONTROS DE PODCASTERS - AMANHÃ, 21h30, FNAC DO FÓRUM ALMADA

O Edgard Costa, do GavezDois, está a marcar uma série de encontros de podcasters em todo o país, para divulgar esta nova forma de fazer rádio (e televisão, acrescento eu). O primeiro vai ser já amanhã, às 21h30 na Fnac do Fórum Almada, e conta com a presença do Edgard, do Duarte 'Bliztkrieg Pop' Velez Grilo, do Luís Armário das Calças Alves, e comigo próprio e o De Pina, que iremos lá semear O Horror iNominável. Apareçam!

BLASTED MECHANISM premiados


Este foi mesmo o fim de semana das bandas com máscaras de borracha. Depois da vitória dos Lordi na Eurovisão, os Blasted Mechanism acabam de ganhar um Globo de Ouro! Parabéns a toda a banda, e um abraço especial ao amigo Zymon.

domingo, maio 21, 2006

"Vamos mudar a Eurovisão de vez"


Foi este o lema da campanha de promoção da ida dos Lordi ao Festival da Eurovisão (podem ver o spot aqui), e acabou por ser exactamente o que aconteceu. Um verdadeiro tsunami, que engoliu tudo à sua frente, favoritos como a Grécia e a Suécia, Eládio Clímaco, e o próprio conceito do concurso. O número arrasador de votos com que os Lordi venceram o Festival (mais de 40 pontos de distância do segundo classificado, salvo erro) é prova de que, com a participação insólita destes finlandeses, muitas pessoas - como eu - que habitualmente se estão nas tintas para a Eurovisão, pelo menos de há uns anitos largos para cá, voltaram a sua atenção para o que se estava a passar nos palcos de Atenas. (Não podia ser mais apropriado: os Lordi são elevados ao Olimpo da Eurovisão na edição em que a Grécia recebe o festival.) Foi a constatação daquilo que todos dizemos, com o desinteresse que o assunto merece: o Festival da Eurovisão já não é o que era; mas foi também a tomada de consciência de que nunca mais poderá voltar a sê-lo. Para sobreviver, tinha de transformar-se noutra coisa, o que aconteceu, graças à proposta arrojada da Finlândia. Ou talvez ainda não tenha acontecido, talvez a vitória dos monstrinhos ainda tenha de ser digerida, mas pelo menos a pergunta terá obrigatoriamente de ser feita: qual é o futuro deste festival? Ser feita pela organização, e pelos canais televisivos que levam os representantes de cada país ao evento. Por cá, tentarão convencer os Blasted Mechanism a representar Portugal na próxima edição? Agora é altura dos Lordi gozarem os seus 15 minutos de fama. Não espero que sejam recebidos como heróis no seu país: é que a participação deles no eurofestival causou grande polémica na Finlândia, e até houve quem dirigisse pedidos à Presidente Tarja Halonen para que não permitisse a representação do seu país pelos Lordi, acusando a banda de zombies da prática de cultos satânicos (coisa que o vocalista Mr. Lordi, de seu nome verdadeiro Tomi Putaansuu, nega categoricamente). Não esquecer: Conan O'Brien convenceu-se de que é parecido com Tarja Halonen - fenómeno ainda assim bastante mais compreensível do que a semelhança que o Pedro Mexia julga ter com Philip Seymour Hoffman -, e tem por isso uma fixação pela terra-Natal dos Lordi. Não será então de espantar que, um dia destes, vejamos os monstrinhos vencedores do Festival da Eurovisão a passar pelo seu programa. A banda tem pelo menos a certeza de que, mesmo que o futuro não lhes reserve um momento tão ou mais alto que este, terão sempre um lugar de honra no panteão dos glorificados pelo eurofestival. Um lugar bastante especial. Vale o que vale. Mas ganho por eles, vale outra coisa. Isto custa a engolir a muita gente. Olhem o Eládio Clímaco, coitadito. A estrutura em que assentava a sua realidade ruiu de forma aparatosa, ao som daquilo a que, no final, já mais que rendido à evidência da vitória dos monstrinhos, chamou de hard rock melodioso. Hard rock com sonoridade de há vinte anos, já o disse e repito. Como repito que o tema é tão mau que é bom, e que os Lordi fizeram pela Finlândia aquilo que nem José Cid, nem Fernando Tordo, nem Paulo de Carvalho, nem ninguém fez por Portugal. Quando já não tinha outro remédio senão aceitar a vitória dos Lordi, o que fez Eládio Clímaco? "Eles estiveram o dia todo com as máscaras, deve ser muito difícil, se calhar por isso é que ganharam, foi uma recompensação pelo esforço, coitados, para beberem água tinha de ser por uma palhinha." Tanta laracha, shôr Eládio. A laracha do "este ano está tudo maluco, vamos lá acabar com isto, só quero cavar daqui para fora, para a próxima edição tudo voltará ao normal.". A bem do festival, esperemos que não.
Se quiserem ler o post onde fui apoiando os monstrinhos, e dando conta, em tempo quase, quase, mas ai mesmo quase real, do desenrolar do dia feliz e infernal que culminou com o triunfo de Mr. Lordi sobre toda a Europa, cliquem na cabeça de Eládio Clímaco:

A ASCENSÃO DOS LORDI AO OLIMPO DA EUROVISÃO ou O DIA EM QUE A CABEÇA DE ELÁDIO CLÍMACO EXPLODIU!

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(Update, 22:29) Só para dizer que se forem ao YouTube e fizerem uma busca por "lordi+eurovision", encontram as actuações de ontem dos finlandeses, antes e depois de se terem sagrado vencedores. Um must see.

sábado, maio 20, 2006

Lordi na Eurovisão - passo a passo


Vou continuar a actualizar este post até ser conhecido o resultado desta edição do eurofestival. A música é tão fantasticamente má, tão absurdamente colada a tudo o que o hard n' heavy europeu, e especialmente o alemão, tem de mau, que chega a ser perfeita. É eurotrash - e isto apesar de vir do mesmo país que nos deu a Nokia -, é kitsch, é neo-kitsch, eu sei lá o que é isto. É orelhudo. E fica a bicar dentro da cabeça como uma carraça-come-cérebros. Votem Lordi!

A maior bandeira do mundo

Está a encher, o Estádio Nacional. Só mulheres, que vão formar uma bandeira portuguesa, a maior bandeira do mundo, como forma de apoiar a selecção nacional. No final, serão perto de 30 mil, desde aquelas que responderam ao apelo da SIC, até às da equipa que está a fazer o directo: Fátima Lopes, Rita Ferro, e Nuno Graciano.

A ASCENSÃO DOS LORDI AO OLIMPO DO FESTIVAL DA EUROVISÃO ou O DIA EM QUE A CABEÇA DE ELÁDIO CLÍMACO EXPLODIU!

Só foi preciso acreditar, e talvez fazer uns sacrifícios humanos a Satã, para que os Lordi conquistassem um lugar no panteão dos vencedores do eurofestival. Houve finlandeses que ameaçaram abandonar o país caso eles ganhassem. Ok, comecem a fazer as malas. E dêem um toque a Eládio Clímaco: ele está solidário convosco e talvez vos dê guarida lá em casa. Por mim, não podia estar mais contente com o resultado. Apoiei os Lordi desde o prinícpio, e fui dando conta, em tempo quase real, da ascensão meteórica do Mal ao primeiro lugar. Está tudo neste post, basta começarem a ler, e deixarem-se dominar pelas forças diabólicas dos LORDI, VENCEDORES DO FESTIVAL DA EUROVISÃO 2006!

(Primeira entrada: 11:06) Graças ao YouTube, e a uma alma danada que há apenas escassas horas se deu ao trabalho de colocar estas imagens à disposição, podemos rever a actuação de Lordi na semi-final do Festival da Eurovisão, junto com uma pequena entrevista feita pela BBC à banda ("Na Finlândia, são todos como vocês?". Resposta: "Os bonitos são"). Há dois pequenos segmentos deste video em que a imagem deixa de existir: um durante a actuação, num dos momentos mais emblemáticos da presença da banda finlandesa em palcos eurovisivos, quando as asas de morcego do vocalista Lordi começam a abrir-se, e outro mesmo no fim da entrevista. Mas são de apenas alguns segundos, e não chegam para quebrar a magia desta prestação que ficará sem dúvida nos anais da História da Eurovisão. Que diacho - da História Europeia! Vejam bem o tamanho dos tamancos do senhor!



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(Update, 15:07) Já vi a performance de Lordi e dos seus esbirros algumas dezenas de vezes, e cada vez estou mais convencido de que o golpe da Finlândia foi de génio. O eco da prestação destes demónios-zombies-finlandeses no eurofestival espalha-se pela internet de forma avassaladora. Mesmo que nunca mais se ouça falar nestes esbirros do Mal, o que acho pouco provável (existe um hype que poderão explorar, mesmo que sem grandes resultados a médio prazo), há pelo menos a certeza de que, a partir de agora, o eurofestival nunca mais será o mesmo. Com a participação dos Lordi abriram-se portas; com a passagem à final, escancararam-se os portões, não só do Inferno, mas de todas as abordagens menos convencionais a um festival – há que dizê-lo – lendário, mas que tinha perdido o seu lugar, a sua relevância, no panorama pop europeu. Acredito que, acima de tudo, isto seja óptimo para o festival. Eu não sou fã da Eurovisão: sou fã dos Lordi porque eles foram tocar à Eurovisão. Pescadinha de rabo na boca. Ganhe quem ganhar, este ano já pertence aos Lordi e à sua insólita e por isso genial presença. Mas somos muitos a torcer para que, hoje à noite, se faça História, outra vez, ainda mais. Este serão, não é que sejamos todos finlandeses – somos é todos mortos-vivos. Aleluia.

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(Update, 20:11) Agora estão em palco os representantes da Suiça. Fraquinho, muito fraquinho. Enquanto os Lordi não chegam, fiquem com a letra de "Hard Rock Hallelujah".

música & letra: Mr. Lordi
arranjos: Lordi

Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!

The saints are crippled
On this sinners' night
Lost are the lambs with no guiding light

The walls come down like thunder
The rocks about to roll
It's The Arockalypse
Now bare your soul

All we need is lightning
With power and might
Striking down the prophets of false
As the moon is rising
Give us the sign
Now let us rise up in awe

Rock 'n roll angels bring thyn Hard Rock Hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock 'n roll angels bring thyn Hard Rock Hallelujah
In God's creation supernatural high

The true believers
Thou shall be saved
Brothers and sisters keep strong in the faith
On the day of Rockoning
It's who dares, wins
You will see the jokers soon'll be the new kings

All we need is lightning
With power and might
Striking down the prophets of false
As the moon is rising
Give us the sign
Now let us rise up in awe

Rock 'n roll angels bring thyn Hard Rock Hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock 'n roll angels bring thyn Hard Rock Hallelujah
In God's creation supernatural high

Wings on my back
I got horns on my head
My fangs are sharp
And my eyes are red
Not quite an angel
Or the one that fell
Now choose to join us or go straight to Hell

Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!

Rock 'n roll angels bring thyn Hard Rock Hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock 'n roll angels bring thyn Hard Rock Hallelujah
In God's creation supernatural high

Hard Rock Hallelujah!

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(Update, 20:28) Interessante esta proposta a capella vinda da Letónia, os Cosmos, e seria engraçado vê-los actuar com Bobby McFerrin, como fizeram há um tempo atrás. Agora, depois da Noruega, vêm nuestras hermanas, Las Ketchup.

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(Update, 20:33) Bolas, que as carmencitas não cantam la puenta de un cuerno.

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(Update, 20:39)

- Viram Malta? A bailarina morenita.

- Os malucos dos alemães Texas Lightning, com o country muito típico do seu país. "No no never".

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(Update, 21:24) O Blogger pifou e só agora consegui fazer log in. Cá vão as últimas actualizações:

- Não é para me gabar, mas a Europa está muito bem servida a nível de moças. As bailarinas dinamarquesas e Elena Risteska.

- Eia, o concorrente romeno, mais o seu falsete, não se parece com nada.

- Não os tinha visto na semi-final, e agora que vi só posso dizer: os LT UNITED SÃO BRUTAIS DE BONS! Da ideia da letra, passando pela interpretação, pela postura em palco - mais do que à altura para responder às assobiadelas ressabiadas de um público que vejo, com surpresa, não ter grande sentido de humor para responder a provocações deste tipo (ai, o Velho Continente!) - , a verdade é que os tipos foram muito, muito bons! Como é que será o resto do material destes representantes da Lituânia? Vê-los ao vivo deve ter muita piada.

- A grega subiu sozinha ao palco e esgadanhou-se toda. Estava a jogar em casa, a sacrista.

- E AÍ ESTÁ! OS LORDI PEGARAM FOGO AO RECINTO, ou não tivessem eles levado uma catrefada de material pirotécnico que lhes foi cedida por vários festivais de heavy metal. Até o mítico Eládio Clímaco, depois de não-sei-quantos-anos a lidar com eurofestivais, e habituado a seres estranhos por causa de todos os documentários sobre a vida selvagem para os quais costuma fazer a locução, deixou transparecer um ligeiro tremor na voz antes de anunciá-los, e confessou no final que estava baralhado - disse literalmente: "Eu já não percebo nada".

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(Update, 21:32)

- Depois de ver a concorrente da Croácia deu-me uma vontade enorme de conhecer o país.

- Toca a enviar três SMS: um a votar nos Lordi, outro nos LT United, e outro na croata, ò faxavor.

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(Update, 21:48)

- A Suécia apresentou aquilo a que os entendidos chamam de uma música bem festivaleira. Bah. Saudades dos tempos em que os Abba apareceram lá com um maestro vestido de Napoleão, no ano em que nasci.

- Uma standing ovation para as bailarinas do Ricky Martin da Arménia. O tipo é que, palavra de honra...

- Tirando a grega, que joga em casa, os LORDI foram os que me pareceram ter mais apoio do público presente. Afinal as votações não são feitas por SMS, mas telefonando. Para votar nos Lordi, marquem o 760 30 08 17!

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(Update, 21:57)

- Não pude deixar de votar também nos LT United! We are the winners... of Eurovision. GRANDE ONDA!!! Marquem o 760 30 08 14!

- Ai as tattoos da menina turca, a safadita, ai, ai...

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(Update, 22:03) Eis o videoclip do tema que a televisão lituana levou ao eurofestival. Não tem a mesma força que a actuação in your face dos LT United de há pouco, mas para já é o que está disponível na web.



E depois votem LORDI! Liguem 760 30 08 17! Vamos, rápido!

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(Update, 22:13) Está a ir bem, está a ir bem... quatro votações e estamos em primeiro. E reparem que já estou na fase em que digo estamos referindo-me à Finlândia...
Eládio Clímaco, ao ver que a Dinamarca deu doze pontos aos Lordi, exclamou "ISTO BARALHA-ME EXTREMAMENTE!"

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(Update, 22:16) Portugal só deu 6 pontos aos Lordi. Má onda.

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(Update, 22:17) A Suécia deu 12 pontos aos Lordi! Eládio Clímaco cada vez mais baralhado com os votos atribuídos aos monstrinhos, como lhes chama. HÁ ESPERANÇA!

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(Update, 22:27) Noruega dá a pontuação máxima à Finlândia, Estónia também... Eládio não aguenta mais: "Senhores espectadores, eu rendo-me à evidência!". OS LORDI DESTACAM-SE CADA VEZ MAIS NO PRIMEIRO LUGAR! A Lituânia acaba de dar mais dez pontos aos monstrinhos!

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(Update, 22:33) Júri do Chipre aproveita a ocasião para mandar um recado político. E depois dá os 12 pontos à Grécia. E os Lordi, diabos? A Suiça acaba der lhes dar mais oito pontos. GO LORDI!

Vamos a meio, bem sei, muita coisa pode ainda mudar, mas o recado está dado. Eládio Clímaco é o típico alvo da estratégia que a Finlândia seguiu este ano. O senhor não sabe o que pensar de tudo isto. O interior da sua cabeça está de certeza a derreter, dá para sentir o cheiro a queimado através do televisor. A Rússia deu os 12 pontos à Finlândia. Eládio Clímaco já diz que a Polónia vai dar 12 pontos à Finlândia antes mesmo da Polónia dar 12 pontos à... Finlândia. Ele só quer que tudo isto acabe rapidamente. Mais doze pontos para a Finlândia, do Reino Unido. Senhor Eládio, está quase, os LORDI vão ser consagrados dentro de poucos momentos. Eládio está à beira da loucura. O seu mundo está a desabar. Até já fala com um tal de Sebastião, que pelos vistos está ao seu lado. "Eu conheço muitos jovens nórdicos que de certeza gostam muito dos monstrinhos. Não é assim, Sebastião?".

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(Update, 22:39) Eládio: "Eu aposto que a Islândia vai votar na Finlândia." Boa, Eládio.

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(Update, 22:57) Os LORDI comemoram fazendo rápidos movimentos de língua através das suas máscaras de borracha. É fantástico! É maravilhoso! É a vitória!

Até a Grécia, anfitriã desta edição, se rendeu aos portentos do hard rock melodioso, como lhe chama Eládio Clímaco. A cabeça do senhor explodiu.

É OFICIAL! OS LORDI VENCERAM!!! VAMOS VÊ-LOS ACTUAR UMA VEZ MAIS, AGORA COMO VENCEDORES!!!

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(Update, 23:02) Os Lordi fizeram pela Finlândia aquilo que nem José Cid, nem Fernando Tordo, nem Paulo de Carvalho, nem ninguém fez por Portugal.

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(Update, 23:12) NÃO SÓ GANHARAM, COMO GANHARAM DE FORMA ESTRONDOSA!

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(Update, 23:26) Foi como eu vos disse: este serão fomos todos mortos-vivos. LORDI RULES!

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(Update, 23:54) O Carca, que acompanhou a ascensão diabólica dos Lordi ao primeiro lugar do eurofestival via RTP e via Salvo Erro, fez aquela que será muito provavelmente a primeiro fotomontagem relativa a um dos grandes embates da noite - Eládio Clímaco vs. Os Monstrinhos. Bárbaro!


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(Update, 21/05 - 22:31) Para lerem as considerações finais acerca desta vitória esmagadora, cliquem aqui.

sexta-feira, maio 19, 2006

LORDI - "HARD ROCK HALLELUJAH" - O VIDEOCLIP


Este ano, a Finlândia - que, tal como Portugal, nunca ganhou uma edição que fosse do Festival da Eurovisão - resolveu não passar despercebida. No palco da edição de Atenas aterraram os LORDI (o nome do vocalista serve também de nome à banda), com um visual entre os Gwar e os Slipknot, mas uma sonoridade tão retro que mais parece de uma banda heavy metal dos anos 80. HARD ROCK HALLELUJAH não teria ponta de interesse, não fosse a deliciosa bizarria de ser uma música do Eurofestival, mas o videoclip tem a sua graça (tudo o que meta cheerleaders-zombie tem de ser bom). E não se esqueçam - os LORDI passaram à final, por isso amanhã ainda vamos poder voltar a vê-los a actuar no mesmo concurso por onde já passaram JOSÉ CID, CÉLINE DION, ABBA, FERNANDO TORDO, JOHNNY LOGAN, CARLOS PAIÃO e tantos outros mitos, alguns vivos, alguns mais que outros. LORDI FUCKIN' RULES!

Links relacionados: Europe, get ready to get scared, Lordi - site oficial. (não deixem de ler as biografias de cada um dos integrantes: Lordi, Amen, Kita, Awa - uma ela, supostamente uma feiticeira possuída, mulher-demónio, espectro feminino com olhos de serpente, alma inquieta, condessa vampiro, etc, etc, etc - e Ox).

CONTRA INFORMAÇÃO ESPECIAL EUROVISÃO - REPETE HOJE às 21h40


Foi ontem exibido o CONTRA INFORMAÇÃO ESPECIAL EUROVISÃO 2006, com a actuação do Papa em borracha e osso. Todos: Aleluia / Preservativo / Aleluia / P'ra não seres seropositivo... Isto enquanto o ministro dos Negócios Estrangeitos, Fretes do Amaral, tentava entrar no sistema informático da organização do Festival (rimei sem querer, mas, como é da Eurovisão que se trata, vou deixar passar). Objectivo de Fretes: desviar os votos dos outros países concorentes para Portugal, e assim proporcionar a todos nós a primeira vitória neste evento. Claro que hoje já se sabe que o sonho não aconteceu, esnif, mas o CI ESPECIAL EUROVISÃO repete às 21h40 - oportunidade de ver ou rever a versão de "Waterloo", dos ABBA, pela voz de George W. Embuste (Baghdad, oh motherfucking Baghdad). Mais insólito que estas participações, só a dos Lordi, no Festival verdadeiro (vejam o próximo post).

quarta-feira, maio 17, 2006

terça-feira, maio 16, 2006

Crazy


Depois desta, eis a melhor aplicação do teste de Rorschach da História. Crazy, de Gnarls Barkley; video de Robert Hales. E se quiserem assistir à actuação de Barkley no Top of the Pops, interpretando uma versão bem mais lenta e pungente deste tema (que eu por acaso até gosto mais), cliquem aqui.

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(Update 17:38) - Quem é Gnarls Barkley? A mistura de Cee-Lo, o vocalista mais groovy e com mais soul dos últimos anos, com Danger Mouse, o mago dos mash-ups? Um terceiro e desconhecido elemento, que se mantém longe das câmaras e das actuações ao vivo? Ou apenas uma personagem de ficção, destinada a criar uma aura de mistério à volta do projecto (como se eles precisassem disso)? A julgar pelas amostras disponíveis no site oficial, o disco que aí vem, ST. ELSEWHERE é uma maravilha. E estou capaz de apostar que Crazy vai ser o tema mais batido deste verão.

A HISTÓRIA DEVIDA - Audioblog

A HISTÓRIA DEVIDA, programa diário da Antena 1, apresentado pelo Nuno Artur Silva e pelo Miguel Guilherme, e coordenado pela Inês Fonseca Santos, já tem um blog, onde podem ouvir algumas das histórias reais enviadas pelos ouvintes e convidados. Passo seguinte - o podcast, claro está. Saibam mais pela prórpria Inês, e visitem o audioblog.

Pop!


O INIMIGO PÚBLICO venceu pelo segundo ano consecutivo o prémio da Meios & Publicidade, na categoria de Melhor Suplemenento. Parabéns à redacção, aos colaboradores, e respeitosa vénia ao herr dirrector LPN.


E como estamos numa de prémios, um que já tardava em referenciar - o António Jorge Gonçalves recebeu na edição do World Press Cartoon deste ano uma Menção Honrosa na categoria Cartoon Editorial. Podem ver o cartoon distinguido no site das PF, na secção PF Directo.

A exposição dos melhores trabalhos só vai estar no Centro Olga Cadaval (Sintra), até 20 de Maio, por isso é melhor despacharem-se.

sábado, maio 13, 2006

Querem dar uma espreitadela...

...a sete minutos de X-Men 3?



Muito, muito, muito?

Ok, cliquem aqui.

João César das Neves nem consegue dormir


Estreia dia 18.

sexta-feira, maio 12, 2006

Hubris

Estava tão pouco à-vontade com o seu corpo que deixou de usar roupa interior da mulher, porque fazia-o sentir-se gorda.

Era assim feliz no seu casamento

Quando discutia com a mulher punha a televisão na Fashion TV, e fingia que os gritos queixosos vinham de uma moça bonita.

Sombrero

Era tão orgulhoso da beleza da sua mulher que, quando os outros homens a admiravam, era como se o admirassem a ele. A sua homossexualidade despontou mais tarde, com um fotógrafo mexicano.

AZUL A CORES em Vila Nova de Sto. André


Domingo, 14 de Maio, na VII Mostra de Teatro de Santo André.


Foto: Magda Bizarro.

on repeat no meu iPod



quinta-feira, maio 11, 2006

Esta sexta-feira, Salvo erro no IP


(esta imagem é apenas um pormenor do que vai sair amanhã n'O INIMIGO PÚBLICO)

ZPG, Cromos TSF - 6º e último (da minha parte, pelo menos por agora)

Foram seis semanas que me deram bastante gozo, mas agora, com o fim da rodagem do FILME DA TRETA, o Zé Pedro Gomes volta a ter disponibilidade para escrever os seus próprios textos para os CromosTSF. O último que escrevi foi emitido ontem, e já está disponível para ser ouvido on-line no site da TSF (têm o link do costume mais abaixo, neste post). Fica aqui também o texto, como é habitual.
Entretanto, nõo se esqueçam - o CromoTSF José Pedro Gomes continua, todas as quartas-feiras às 08h20, com repetição às 18h20.


Sair do pêlo

Grande alarido fez Freitas do Amaral por causa da capa da última edição do Expresso. Lia-se: “Freitas cansado no Ministério dos Negócios Estrangeiros.” O ministro esteve até para convocar uma conferência de imprensa, antes ainda do jornal estar cá fora, para explicar que o título era mal-intencionado e que pretendia passar de si uma imagem desgastada. Acabou por não haver conferência, mas Freitas do Amaral não deixou de barafustar.

Lendo a entrevista que o ministro dos Negócios Estrageiros deu ao Expresso, deparo-me a certa altura com Freitas a dizer que é cansativo trabalhar das nove e meia da manhã às nove e meia da noite, constantemente a receber pessoas, a receber telefonemas, a ler telegramas, a dar despachos, a fazer assinaturas, em reuniões. Em suma: ser ministro sai-lhe do pêlo.

É uma coisa bem portuguesa, isto de nos sair do pêlo. Quem não come bem, não trabalha bem, já dizia o povo antigamente. E quem não sua a trabalhar, é porque não está a dar o litro enquanto trabalha. O trabalho tem de nos sair do pêlo. Não há outra maneira de uma pessoa ser honesta.

Portanto, o que aqui temos não é um ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros a fazer uma confissão de desgaste político. É apenas Freitas a usar um portuguesismo básico, daqueles tão primários e evidentes que só quem passa a vida no estrangeiro se atreveria a pronunciar. O equivalente político a usar fato de treino com sapato de verniz e meia branca enquanto se entra para o Bê-Éme. “Sou ministro, mas isto sai-me do pêlo.”

Freitas não contava era que o Expresso transformasse aquele queixume à portuguesa num título em letras gordas, numa daquelas frases tão curtas que, mesmo dizendo a verdade, dizem-na de maneira tão vaga que se presta a muitas leituras, das bem às mal-intecionadas.

A verdade é que se Freitas do Amaral chega ao fim do dia esgotado, é em grande parte consequência da sua má gestão de tempo. Como é que não há de andar cansado? O que é que ele foi fazer para o Canadá por causa da deportação de imigrantes ilegais? Foi fazer figuras tristes e cansar-se. Em vez de aproveitar as manhãs de domingo para passear, ou escutar música clássica, de que tanto gosta, o que é que fez o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros no fim-de-semana passado? Foi tomar o pequeno-almoço com José Sócrates, queixar-se do aproveitamento que o Expresso fez dos seus queixumes. Em suma, foi cansar-se. E cansar os outros, com as suas queixas.

Até parece que estou a ouvir os homólogos de Freitas do Amaral, depois de o receberem ou serem recebidos por ele: “Estou esgotado, porque estive hoje com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Aquela reunião só durou vinte minutos, mas saiu-me do pêlo”.

(cliquem aqui para aceder ao arquivo on-line da TSF e ouvir o CromoTSF José Pedro Gomes)

(textos das semanas passadas aqui, aqui e aqui)

quarta-feira, maio 10, 2006

Sons cor de sangue

E se fosse com escutas, telefonavam-lhe?

Fiem-se na Virgem e comam em Fátima


ASAE apreende uma tonelada de alimentos em mau estado.

Cinema + telemóveis


A única maneira de juntar telemóveis com a sétima arte era ter ao nosso lado, numa sala de cinema, alguém que se esquecesse de desligar o aparelho e este tocasse a meio do filme. Pior: alguém que atendesse uma chamada a meio do filme. Mas agora, eis que chega SMS SUGAR MAN, de Aryan Kaganof, um filme que não é inteiramente rodado por câmaras de telemóvel, mas onde as imagens captadas por estes aparelhos que também servem para telefonar têm uma importância vital para a narrativa. E é, até onde todos os envolvidos julgam saber, a primeira vez que telemóveis são usados para fazer cinema, em vez de interrompê-lo.

(descoberto durante uma visita aos 4 Olharapos)

domingo, maio 07, 2006

ZPG, Cromos TSF / 4 & 5

Entre-os-Rios (emitido a 3/5/'06)

A ponte é uma passagem para a outra margem. É assim por definição. Se cair, uma ponte deixa de ser ponte. Passa a ser tragédia. Passa cinco anos à espera que comece o julgamento para apurar os responsáveis pela queda. E passará talvez outros tantos em tribunal, que no nosso país é assim: um caso que demora tanto tempo até chegar à barra não pode ser depois despachado à pressa. Parecia mal. As coisas sérias têm de ser tratadas com vagar. De outra maneira, não são sérias.
A crer nas palavras de Jorge Cardoso, um dos arguidos no processo da queda da ponte de Entre-os-Rios, o colapso podia ter-se repetido noutras pontes do país. Este engenheiro da ex-Junta Autónoma das Estradas afirma que existiam duas mil pontes e apenas dois engenheiros a trabalhar na sua conservação. Isto dá mil pontes por engenheiro. E por mais pestanas que se queimem a estudar, mil pontes é muita ponte para um engenheiro só. Seria preciso inspeccionar uma média de 2,73 pontes por dia para dar conta de todas no espaço de um ano. E isto se o ano fosse bissexto, caso contrário seria ainda mais complicado.
Há cinco anos atrás era assim. E hoje? Qual é a média? Devemos preocupar-nos, ou confiar que está tudo em ordem? E confiar em quem?
Este engenheiro afirma também que a queda da ponte Hintze Ribeiro aconteceu devido à extracção continuada de areias junto a um dos pilares. Desta é que ninguém se tinha ainda lembrado. De certeza que não. Porque só assim se explica que os responsáveis pela dita extracção não estejam também no banco dos réus.
Façam o teste em vossas casas. Deitem areia para dentro da banheira. Encham-na de água. Enterrem uns pilares para fazer de base a um tabuleiro. Agora, comecem a tirar areia de volta de um dos pilares. Olha, caiu. Como é que isto aconteceu? Não sou engenheiro, mas tenho um palpite.
Estão a pensar o mesmo que eu?
Exactamente.
Causas naturais.
Foi essa uma das conclusões dos inquéritos promovidos pelo Governo e pela Assembleia da República. Falaram do rigor dos invernos e da antiguidade da estrutura. E se virmos bem, a remoção de areias também encaixa perfeitamente na categoria de causas naturais. Porque quando se fragiliza a base de uma ponte, é natural que ela caia.
A vantagem das causas naturais em relação aos outros arguidos, é que não podem ser levadas a julgamento. Nenhum tribunal permitiria a entrada de um ‘rigor de inverno’, ou de uma ‘antiguidade da estrutura’. E, como se vê, os responsáveis por essa causa natural que é a extracção de areias também não têm lugar no banco dos réus. Tudo bate certo, portanto.
As causas naturais são inimputáveis. Digo eu, que, para além de não ser engenheiro, também não sou jurista. Mas atravesso pontes quase todos os dias, e ando muito preocupado com as causas naturais.


Mal empregado (emitido a 26/04/'06)

Há trabalhos bons e trabalhos maus. Aliás, diz-se que bom é ter um emprego que não dê trabalho. Exemplo de um bom emprego: ser deputado. Mas só é bom para eles. Porque para nós, que lhes pagamos os ordenados, é dinheiro muito mal empregado.
Há duas semanas, a ausência de 120 dos 230 deputados da Assembleia da República inviabilizou uma votação por falta de quórum. Em bom português, mais de metade não pôs lá os pés. Enfim, alguns ainda estiveram presentes no início da sessão, para assinar o livro de presenças, mas depois seguiram as suas vidas. É que para cerca de um terço dos deputados, a vida não se resume a estar na Assembleia da República. Não. Ser deputado é bom exactamente por isso: não é preciso estar sempre presente. É fácil ter dois empregos, e receber dois salários, quando pouco ou nada é preciso fazer para manter um deles. Picam o ponto, e lá vão os senhores deputados. Uns para as sociedades de advogados e os seus programas de opinião, como o António Vitorino. Outros para a administração da Iberdrola, como o Pina Moura, que vai continuar a ter um lugar na bancada socialista mesmo depois de se naturalizar espanhol.
A vida de um deputado é feita de regalias. Faltam a sessões parlamentares para ir ao estrangeiro assistir a finais europeias de futebol, onde estão presentes equipas nacionais. É a chamada “representação oficial”. Mas porque é que o resto das pessoas não pode fazer isto? E não digo só com o futebol. Porque é que os portugueses não podem faltar ao emprego para irem em “representação oficial” ao cinema? Ao teatro? À dança?
Ser deputado é um emprego maravilhoso. Mas, mesmo assim, há quem se queixe. O líder parlamentar do CDS, Nuno Melo, insiste em dizer que a política não é carreira. No seu caso é verdade, porque é do CDS. Mas diz ele que é essa falta de futuro na política que impede os deputados de largarem os seus outros empregos. Portanto, carreira faz-se fora do plenário, e ser deputado é só um biscate, para ganhar mais uns trocos. Pagos por nós todos.
O PSD propôs a criação de um Conselho de Ética, exterior à Assembleia da República. Um organismo fiscalizador das presenças dos deputados na Assembleia, capaz de aplicar a lei em matéria de conflitos de interesses ou de exercício do mandato. Claro que os outros partidos rejeitaram esta ideia. Mesmo o PSD só avançou com a proposta porque está desesperado. Desesperado enquanto oposição, e por ter Marques Mendes como líder.
O Conselho de Ética foi rejeitado porque, se fossem controlados, os deputados perdiam o gosto em sê-lo. Passavam a ter de trabalhar para manterem os seus empregos.
Como o resto de nós.
E foi para isto que se fez o 25 de Abril?

(cliquem aqui para aceder ao arquivo on-line da TSF e ouvir o CromoTSF José Pedro Gomes)

(textos das semanas passadas aqui e aqui)

Não dei notícias durante a última semana...

...mas foi por um motivo nobre: viajei até Roma para convidar Sua Santidade o Papa a participar no próximo episódio d’O Horror iNominável. As conversações correram bem, e esperamos uma resposta para breve. A todos aqueles que me deixaram comentários e enviaram mails: vou tratar de responder-vos ainda hoje.
O Salvo erro segue dentro de momentos.