quinta-feira, abril 27, 2006

AZUL A CORES em Leiria*

Amanhã**, 21h30, no Teatro Miguel Franco, em Leiria.
Mais informações aqui.


* Inserido no Festival "Teatro em Leiria", onde vai estar também, dia 27 de Maio, o José Pedro Gomes com o seu "Coçar onde é preciso".

** (Update - 7/5 - 13:47) Como reparou quem consultou as datas da digressão, não seria 'amanhã', mas 'depois de amanhã', pois o AZUL A CORES esteve em Leiria não no dia 28, mas no 29. Fica aqui o reparo.

São os mortos arte?

Abriu hoje em Xangai, no meio de grande controvérsia, uma exposição de cadáveres humanos plastinados. Sei que é muito cedo para links destes, por isso lá mais para a tardinha dêem um pulo até aqui.

quarta-feira, abril 26, 2006

Sobre O HORROR iNOMINÁVEL


Agora que O HORROR iNOMINÁVEL já vai no 5º EPiSÓDIO, é altura de vos falar um pouco de como nasceu esta ideia. Há já algum tempo que eu e o Pina andávamos a pensar em criar um conteúdo onde controlássemos todos os passos. Da realização à interpretação, passando pela distribuição. Sem fazer qualquer tipo de cedências, porque só dependeríamos de nós.

A internet há muito que oferece essa possibilidade, e agora, com a expansão da banda larga, os conteúdos desenvolvidos para web são acessíveis a cada vez mais pessoas. Quando, em Setembro, surgiu o iPod video, percebemos que era esse o caminho.

Mais do que serem visualizados nos computadores, os nossos conteúdos poderiam ser vistos na palma da mão de quem quer que fizesse o download dos episódios. Todos eles grátis para o público: sempre foi essa a nossa filosofia, e acreditamos ser esse o caminho para este tipo de meio.

Desenvolvemos o conceito a partir dos nossos gostos comuns. Já trabalhamos juntos há qualquer coisa como oito ou nove anos – na “Herman Enciclopédia”, que nunca escrevemos juntos, mas em que trabalhávamos os dois para o mesmo programa; e em dupla, na segunda série do “Major Alvega”, e no “Contra Informação”. Os filmes de horror, do J-Horror mais gore até ao “Nosferatu” de Murnau, são referências que partilhamos (o Pina mais o Murnau, eu mais o J-Horror). Calhou no Verão passado andar a reler alguns livros de H.P. Lovecraft, autor de quem somos fãs confessos. “O horror inominável” é uma expressão que Lovecraft usava imenso nas suas obras, e, quando estávamos a desenvolver o conceito, propus ao Pina que fosse esse o nome do nosso programa. Assim foi.

O ponto de partida foi, como a maior parte dos conteúdos de humor que tanto eu como o Pina desenvolvemos, a actualidade social e política, nacional e internacional. O resto já vocês, que têm assistido ao videocast, sabem. Tencionamos fazer uma série de 10 episódios, mais usn extras que entretanto surjam (como os bloopers que já colocámos on-line). Depois disso, logo se verá.

O melhor de estarmos a desenvolver algo criado, escrito, produzido, realizado, interpretado, e distribuído por nós, é que podemos dar-nos ao luxo de evoluir perante vocês, sem complexos nem pressões relacionadas com audiências televisivas nem linha editorial. O compromisso é esse: estarmos atentos às vossas críticas e sugestões, para que cada episódio seja melhor que o anterior.

Começámos pelos videocasts, e não tencionamos ficar por aqui. O próximo passo, que será concretizado já na próxima sexta-feira, é disponibilizar O HORROR iNOMINÁVEL para telemóvel. Os episódios serão os mesmos do video podcast, mas com uma montagem diferente, para optimizar o meio mobile. A vantagem, para todos aqueles que não possuem um iPod video, é que assim podem ver o Horror em qualquer lugar, através do telemóvel. Não estou a falar de streaming: os episódios vão estar disponíveis para download, pelo que depois podem enviá-los para os vossos amigos e inimigos através de infravermelhos ou Bluetooth.

Agora a bola fica do vosso lado.
Espalhem o Horror!

E AINDA MAIS FOTOS DA TRETA


MAIS FOTOS DO FILME DA TRETA




(cliquem nas imagens para aumentar o tamanho)

FOTOS DO FILME DA TRETA

Enquanto não arranjo tempo para vos falar do FILME DA TRETA, ficam aqui algumas fotografias da rodagem, em primeiríssima mão, disponibilizadas pela produtora Stopline. Zezé, vestido de monge? Pois é. Explico mais tarde.


(cliquem nas fotos para aumentar o tamanho)

terça-feira, abril 25, 2006

Videocasts a não perder (1)


Rocketboom

Quem chamou a minha atenção para Rocketboom foi o Edgard Costa, do GavezDois, e ainda bem que o fez. Rocketboom é um videocast grátis e diário, também disponível para telemóvel, PSP e TiVo, onde Amanda Congdon apresenta as notícias do mundo, dedicando particular atenção aos territórios on-line. Ideal para quem já começa a tratar a Internet, os podcasts e o mobile como os meios de informação e entertenimento por excelência que se preparam para ser num futuro bastante próximo. Amanda já entrevistou personalidades do calibre de um David Winer, o pai do blogging e do RSS, e está empenhada em divulgar eventos relacionados com as novas tecnologias de comunicação e as suas aplicações, como o Vloggercon. Foi graças a Rocketboom que tomei conhecimento de pequenas maravilhas como o Podcastready e a TVTonic. Interessantes também as experiências deste videocast com a interactividade, disponibilizando takes de Amanda em diversas acções e reacções, para que os espectadores possam depois gravar e montar os seus próprios contraplanos e passarem assim a fazer parte do programa. Experimentem.

Fantas em Lisboa...


...até 29 de Abril. Mais informações aqui.

Salvo erro, 25 de Abril


...esta sexta-feira n'O Inimigo Público.

Update (23h25) :
Esta imagem é apenas um pormenor do que poderão ver sexta no IP.

segunda-feira, abril 24, 2006

Sete Palmos de Terra


Começou hoje na 2: a 5ª e última série de SETE PALMOS DE TERRA. As circunstâncias em que Brenda se casou dão o mote: todos se preparam para o futuro, mas o futuro morre à chegada.

domingo, abril 23, 2006

O HORROR ESTÁ NA iNVICTA!


Um dia após o Futebol Clube do Porto conquistar o campeonato nacional pela 21ª vez, o Horror iNominável chega à iNvicta. Mais de seis minutos de puro horror, com uma inquietante revelação no final, em jeito de pós-genérico...

Subscrição via iTunes aqui, feed aqui.

sexta-feira, abril 21, 2006

ZPG - CromosTSF: Português real: tabaco, futebol, beleza (emitido a 19/04/06)



(cliquem aqui para aceder ao arquivo on-line da TSF e ouvir o CromoTSF José Pedro Gomes)

Está provado: querem matar o “português real”. O governo vai avançar com uma lei que proíbe fumar em locais públicos. E não podiam ter-se lembrado disto em pior altura: o Mundial de Futebol está aí à porta, e é impossível assistir a um jogo da Selecção Nacional sem fumar, pelo menos, dois maços de tabaco. Qualquer “português real” dos 12 aos 94 anos sabe disso.

Também se lembraram de fazer inspecções sanitárias às roulottes de comes-e-bebes, na denominada “Operação Mostarda”. Fecharam vinte e uma destas tascas ambulantes, sem terem em conta que, para o “português real”, o que interessa não é que a roulotte cumpra todas as regras de higiene, mas sim que tenha um télvisor para ver a bola.

A pouco e pouco, o “português real” está a perder cada vez mais regalias. Se não, vejam: uma conhecida marca de cremes e sabonetes lançou uma campanha publicitária chamada “beleza real”. Agora, em vez de top-models, os anúncios mostram aquilo a que chamam “mulheres reais”, com as suas barriguitas e a sua celulite. Os responsáveis por esta campanha não perdem por esperar. É que quando o “português real” perceber que as mulheres dos anúncios são iguais àquela com quem está casado, deixa logo de ver publicidade. E proíbe a mulher de usar produtos daquela marca, porque se tudo o que podem fazer por ela se resume ao que aparece no ecrã, então não vale a pena.

A ameaça não paira apenas sobre o “português real”. Por todo o mundo, os “homens reais” correm perigo. Reparem: os responsáveis pelo turismo na Suiça lançaram uma campanha na vizinha Alemanha, em que modelos masculinos, metrossexuais dos ginásios e do creminho nos cotovelos, convidam as mulheres alemãs a visitá-los durante o Mundial de Futebol. Diz a campanha que estes rapazolas não ligam a futebol, e por isso têm mais tempo para se dedicarem às alemãs, coitadinhas.

Vejam a diferença: enquanto abre a porta às mulheres com barriga e celulite, a publicidade aposta cada vez mais em top-models masculinos. Portanto, as “mulheres reais” podem regalar os olhos com os anúncios, mas os “homens reais” só têm direito a “mulheres reais”! Que mal é que tinha aquela polaca que andava com a bilha às costas?

Sei que o “português real” não se vai deixar exterminar. Tirem-lhe o tabaco, as roulottes, e as top-models. Mas nem o governo nem os suíços lhe levam a “mulher real” com quem se casaram. As portuguesas têm de ficar por cá, porque os “portugueses reais” precisam de alguém que, durante os jogos da Selecção, lhes vá buscar as cervejas ao frigorífico. E viva Portugal.

(textos das semanas passadas aqui)

"Azul a Cores" na Guarda


Hoje às 21h30, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda.

300 filmes em 10 dias

quarta-feira, abril 19, 2006

Asco: TVI, emissão de ontem à tarde

"O fim do mundo será simplesmente um programa de televisão".

Victor Pelevin in "Babylon".

domingo, abril 16, 2006

Shazam!


Parece que a New Line Cinema vai produzir o filme!
Discordo do autor deste artigo: espero que não tentem uma abordagem séria ao universo do Captain Marvel. O facto de ser Peter Segal a realizar talvez queira dizer que o enorme potencial cómico deste personagem vai ser aproveitado - afinal, Segal habituou-nos a coisas como Naked Gun 33 1/3, Anger Management, e prepara também um novo e cinematográfico fôlego a Get Smart. Por outro lado, o argumento está a cargo do veterano William Goldman (Marathon Man, All the President's Men, e, mais recentemente, Dreamcatcher) e de Bryan Goluboff (The Basketball Diaries), nomes que podem ser indício de um rumo mais negro para este filme.
Seja qual for o caminho tomado, espero que corra tudo pelo melhor. Pelas barbichas de Zeus, é que se há herói de BD por quem tenho grande pancada, é este.

José Pedro Gomes, Cromos TSF / 1 & 2

O Zé Pedro Gomes pediu-me para escrever os textos da sua rubrica CROMOS TSF, porque com as filmagens do FILME DA TRETA (que anda a ser publicitado como CONVERSA DA TRETA - O FILME embora não haja ainda uma versão definitiva do nome) não vai ter hipótese de o fazer ele próprio, como faz há cerca de três anos. E claro que eu disse imediatamente que sim! Desde há muito tempo que tenho o privilégio de trabalhar com o ZPG, da CONVERSA DA TRETA à PARAÍSO FILMES, e não ia perder esta oportunidade de colaborar com ele outra vez.
Os dois últimos CROMOS TSF do ZPG já foram escritos por mim, e vou publicá-los aqui junto com o link para o site da TSF, onde podem escutá-los. Não se esqueçam: todas as quartas-feiras às 8h20, com repetição às 18h20. De qualquer maneira, à medida que os programas forem passando para o arquivo on-line da TSF, vou colocando os links aqui no Salvo Erro. Infelizmente, a coisa só toca em Windows Media Player.

Páscoa, Freitas, Sócrates e Berardo - 12/4/06
(cliquem aqui para aceder ao arquivo da TSF)

No que respeita a acidentes rodoviários, a Páscoa rivaliza com o Natal e a Passagem de Ano. O português adora espatifar-se de carro nas autoestradas. Vejam lá que até há emigrantes que voltam a Portugal nesta época só mesmo para ter um desastre.

Razão teve o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, quando foi ao Canadá irritar-se por estarem a repatriar portugueses que lá viviam há anos. É que se há coisa que este país já tem demais, são portugueses. Ainda reclamam que os chineses estão a tomar conta de tudo… Pois eu digo: pelo bem da nossa segurança rodoviária, eles que venham para cá todos. Já alguma vez viram um acidente de automóvel envolvendo chineses? Pois é, nem eu. Aquilo é um povo que sabe conduzir. Podem não respeitar uma única regra de higiene nas cozinhas dos restaurantes, mas regras de trânsito não falham uma.

A verdade é esta: durante a Páscoa, o número de acidentes nas estradas portuguesas aumenta. O nosso governo sabe disso, e aproveitou esta época para ressuscitar a ideia guterrista de baixar a taxa de álcool no sangue admitida para condução. E eu pergunto: será desta? Estou tentado a confiar no nosso primeiro-ministro. É um homem decidido, determinado, para não dizer desvairado. Isto porque só mesmo uma pessoa desvairada é que podia pensar que a solução para a saúde neste país passa pela marcação de consultas médicas pela internet. Esqueceu-se dos dois terços de portugueses que nem nunca utilizaram a internet. “Ai queres ser operado aos rins e não tens banda larga? ‘Tá bem, abelha!”

Este tipo de precipitação não é normal em José Sócrates, que até costuma ser bastante cauteloso. Na viagem que fez a semana passada a Angola, por exemplo. Quando foi fazer o seu tão falado ‘footing’ pela baía de Luanda, Sócrates levava à frente um militar com um detector de metais, para ter a certeza que não pisava nenhuma das minas explosivas que crescem nos terrenos férteis de Angola, e que chegam a matar dez por dia. Coisa pouca, se compararmos com o número de vítimas nas estradas portuguesas durante a Páscoa.

Ah, só mais uma coisinha: o comendador Berardo conseguiu finalmente o que queria. A sua colecção vai ficar em Portugal. Ainda bem. Mas alguém nos devia ter avisado que assim o CCB ficava sem espaço para mais nada. Até parece que se vai passar a chamar Centro Cultural do Berardo, apesar da colecção ser mantida pelo Estado, ou seja nós todos. A partir de agora, se quisermos ver a exposição Rembrandt, temos de ir à Holanda. Ou então pagar a construção de um centro de exposições como era o CCB antes de ficar todo ocupado. Também, são só mais uns milhões. Mas o que é isso para nós, país de TGV’s, OTA’s e OPA’s? *

A merceeira de Baião - 5/4/06
(cliquem aqui para aceder ao arquivo da TSF)


Tenho, desde há muito tempo, a opinião de que cada coisa deve ter o seu lugar próprio. Para comprar carne, vai-se ao talho; para comprar peixe, vai-se à peixaria; para comprar produtos adulterados por hormonas e químicos, vai-se a um hipermercado. É assim que deve ser, e era assim que as coisas costumavam estar organizadas.

Os mesmos seis agentes da PSP, que foram em Janeiro constituídos arguidos num processo que envolve o comércio ilegal de explosivos, estão agora a ser investigados por venda de armas. Afinal, em que é que ficamos? Vendiam armas ou vendiam explosivos? É importante saber estas coisas.

Que vendessem armas faz sentido: afinal, são Polícias de Segurança Pública, e não há nada que faça a população sentir-se mais segura do que comprar armas para que se possa defender dos criminosos a quem os polícias vendem armas. Agora, explosivos? Que lógica é que isto tem? Correcto seria que os explosivos fossem vendidos pelo exército. Isso sim, deixava-me descansado. Mas tenho esperança de que lá chegaremos.

Fiquei ainda mais confuso quando li que uma octogenária de Baião, também arguida neste processo, vendia na sua mercearia explosivos ao quilo. Goma 2, Gelemonite e Riogel 2, tudo explosivos usados pela ETA e pelos extremistas islâmicos, lado-a-lado com alguidares de azeitona-preta e caixotes de tomate-chucha.

Eu, apesar de não pertecer à ETA nem ser islâmico, tenho o meu quê de extremista e a minha quota de explosões. Imaginem que, de hoje para amanhã, quero comprar uns explosivos porque tenho de ir à minha repartição de finanças. Nesse caso, gostava de saber exactamente onde me dirigir para comprá-los. À PSP? Ou à mercearia? Mas porque é que nada é fácil para quem nasce português?

Agora que o nosso primeiro-ministro parece tão empenhado em acabar com a burocracia e simplificar o funcionamento do nosso país, a velha máxima do “cada macaco no seu galho” parece-me mais importante do que nunca. Com baralhadas destas, o mais provável é que os explosivos, em vez de terem ido parar às mãos de terroristas, tenham sido adquiridos por donas-de-casa lá de Baião. Daquelas que sabem estufar uma perdiz melhor do que ninguém, mas que têm ainda muito a aprender com especialistas no que toca a construir um explosivo plástico. Quando as coisas chegam a este ponto, é natural que ninguém se sinta em segurança.

Eu próprio, depois de ir à esquadra buscar os dois revolvéres que mandei reservar ontem, acho que vou dar um salto até lá abaixo à mercearia, ver se me aviam umas latitas de atum e três quilos de Gelemonite.

Só para me sentir um bocadinho mais seguro.

* O último parágrafo de "Páscoa, Freitas, Sócrates e Berardo", relativo à Colecção Berardo, foi sugestão do Zé Pedro Gomes; aliás, foi quase que totalmente escrito por ele. Originalmente, fechava o texto a Lili Caneças, que acabou cortada porque não havia espaço para tudo:
"Ah, só mais uma coisinha. Gostava de dar as minhas condolências às famílias daqueles que, no dia 7 deste mês, estiveram a menos de cinco quilómetros do Centro Cultural de Belém. É que nesse dia a Lili Caneças, para festejar o seu aniversário, lembrou-se de cantar. Nunca as saídas de emergência do CCB foram tão utilizadas. O Mosteiro dos Jerónimos, que já tem uns aninhos, safou-se por pouco. E os pastéis de Belém, esses, azedaram todos.
Parabéns, Lili. E boa Páscoa."

quinta-feira, abril 13, 2006

BOCAGE nomeado no 46º FESTIVAL DE TELEVISÃO DE MONTE CARLO


BOCAGE está nomeado nas categorias MELHOR ACTOR e MELHOR ACTRIZ (no comunicado vem Outstanding Actor e Outstanding Actress), e MELHOR PRODUTOR (Outstanding Producer)! Assim que tiver mais informações, aviso, mas até lá - dedos cruzados!

Parece que hoje é Dia Internacional do Beijo


O de Judas a Cristo também?

(na foto, Brainiac 5 prega uma beijoca na Supergirl)

É só esperar três meses


Parece que as licenças Creative Commons vão mesmo avançar em Portugal. Para quem não leu no Expresso este fim de semana, fica aqui o link. (via Tao of Mac.)

Samuel Beckett


n. 13 de Abril de 1906, ou assim ele dizia.

Amanhã...


...Salvo Erro n'O Inimigo Público.

quarta-feira, abril 12, 2006

Wonder Nadia?


Rumores dão Nadia Björlin como possível escolha para a WONDER WOMAN de Joss Whedon. A ponte poderá ser Jane Espenson, argumentista que trabalhou quer em JAKE IN PROGRESS (onde Nadia fez um pequeno papel num episódio), quer em BUFFY THE VAMPIRE SLAYER, ANGEL e FIREFLY (séries criadas por Whedon). Mas isto sou eu a supor, e, se calhar, a supor mal. Ainda torço por Morena Baccarin, a Inara de FIREFLY, mas esta Nadia... Não sei, hesito.

domingo, abril 09, 2006

Boot Camp

Mac360 é um site dedicado à discussão e crítica de hardware e software para Macintosh, alimentado por Bambi Hambi e Tera Patricks (não confundir com Tera Patrick, estrela de filmes como Ass Angels, Real Female Masturbation 8, e Filthy Fuckers #194: Suck My Handle). Tera escreveu um artigo bastante interessante sobre o Boot Camp, a versão beta de um software que permite correr Windows em Mac. Vale a pena ler.
Interessante também esta confissão de Bambi, que é, no fundo, a de muitos, se não a maioria, dos utilizadores-de-Mac-barra-odiadores-da-Microsoft.

sexta-feira, abril 07, 2006

Quem quer ser um super-herói?


O novo projecto do MESTRE STAN LEE é um reality show, mais exactamente uma espécie de "The Apprentice", só que o prémio final não é ser contratado por Donald Trump ou Martha Stewart. Não, é muito melhor que isso. O super-herói vencedor terá direito a nada mais nada menos que um comic book prórprio, escrito pelo genial Stan Lee, que será depois adaptado para filme e exibido no Sci Fi Channel! Metam a polaca do gás aqui pelo meio e ficam a saber tudo o que sempre quis na vida! Bom, quase tudo. Saibam mais aqui.

quinta-feira, abril 06, 2006

John Kennedy faz rusga à Feira do Relógio

28 queixas-crime não são suficientes para John Kennedy, e por isso o presidente da Federação Internacional da Indústria Fonográfica avança para uma rusga na Feira do Relógio, na peugada de piratas musicais. Acompanhado por agentes da Polícia Judiciária, Kennedy irrompe pelo meio de inúmeros feirantes que exibem os CD’s piratas em cima de lonas dispostas pelo chão.
(Nota: ao contrario do que é largamente difundido, John Kennedy fala um português correcto.)

JOHN KENNEDY
Alto e pára o baile, que a música é toda ilegal!

FEIRANTE 1
Ai, shôr Kennedy, até que enfim! (empurra uma velha zarolha para a frente) Leve lá a minha sogra!

JOHN KENNEDY
A sua sogra fez download ilegal de músicas? (consulta um dossier que um dos PJ’s lhe passa para a mão) Qual é o ISP dela?

FEIRANTE 1
Hã? Não, é que eu ouvi dizer que o shôr Kennedy andava a fazer caça às bruxas, e vai daí pensei que vinha buscar a minha sogra…

PJ 1 (aponta para um outro feirante, que vai a fugir com um saco às costas)
Mr. Kennedy, aquele vai a fugir…

JOHN KENNEDY
Pshoi! O que é leva aí no saco?

O feirante em fuga estaca no sítio onde está.

FEIRANTE 2
Eu… São só umas cassetezitas… (abre o saco, de onde caem dezenas de cassetes para o chão)

JOHN KENNEDY
Cassetes pirata! Andou a sacar cassetes da net! Vamos cá ver a que artista é que este malandro anda a ir ao bolso… (pega numa cassete e olha para a capa) Antonino Páscoa? Quem é este?

Os PJ’s encolhem os ombros; também nunca ouviram falar.

FEIRANTE 2
Sou eu. Antonino Páscoa, muito gosto. Canto nomeadamente fado, mas também me aventuro pelos territórios do flamenco, do cabaret e do europop. Comecei nas feiras, estive uma vez para actuar no Casino da Foz, e agora estou nas feiras outra vez.

FEIRANTE 1 (empurrando a velha zarolha)
Shôr Kennedy, e a minha sogra, sempre é para levar daqui ou quê?

JOHN KENNEDY
Pouco barulho! (de novo para o Feirante 2) E você, não tem vergonha de andar a roubar um artista da sua envergadura?

FEIRANTE 2 (aflito)
Nã, eu não sou grande coisa.

JOHN KENNEDY
Levem-no!

Dois PJ’s agarram o Feirante 2 pelos braços e arrastam-no dali para fora. Antes de sair, Kennedy vira-se para os feirantes, para um último aviso:

JOHN KENNEDY
Que isto vos sirva de lição! Quem for apanhado a piratear música, vai passar a ver o sol aos quadradinhos!

Kennedy vira costas para se ir embora, mas repara pelo canto do olho num DVD que está à venda, em cima de uma lona, no meio de muitos outros.

JOHN KENNEDY
Olááá… a Sharon Stone…!?

FEIRANTE 3
Ui, e aparece toda ‘escascada! (mostra o DVD) É o “Instinto Fatal 2”, só hoje é que estreia nos cinemas, mas já cá canta…

JOHN KENNEDY (olha à volta e tira a carteira do bolso)
Viva a net. E quanto é?


Mas para quê?

GgnnNNgnAaAaAAgnnNgnaaAaAAA




Fãs de Bollywood, rejubilai que nem pássaros!


A rolar na Jukebox Salvo Erro: "Ma Ma Ma Ya Ya Ya", da banda sonora do filme Raaste Kaa Patthar (1972), composta por Laxmikant Shantaram Kudalkar e Pyarelal Ramprasad Sharma. Entre os trabalhos que fizeram a solo e os que compuseram juntos, estes dois senhores devem ter escrito a música para cerca de mil filmes, mais coisa menos coisa.

(e já agora, chequem o IndiaPlaza)

Baldes de água fria



quarta-feira, abril 05, 2006

Visita do HORROR à iNVICTA – Parte 1: A CP quis matar-nos à fome

A minha viagem com o Pina até ao Porto, no fim-de-semana passado, começou com fome. Isto porque o Alfa Pendular Lisboa-Porto das 18H55 de 31/3/2006 não transportava jantares suficientes para toda a gente.

Quando, há uns tempos atrás, vimos que a CP tinha serviço de cabeleireiro e massagista nos comboios que ligavam Lisboa ao Porto e vice-versa, ficámos com a ideia de gravar umas imagens de nós próprios, de fato e luvas de látex à la Horror, a sermos massajados, para incluir num episódio. Constatámos com alguma tristeza que, afinal, apenas dois Alfas por dia é que incluem esses serviços, e nenhum deles era aquele onde estávamos.

Uma coisa são cortes de cabelo e massagens, outra é comidinha. Essa é que, nas três horas e tal que demora a viagem, não podia faltar. Nem eu nem o Pina tínhamos comido nada desde o almoço – foi acabar o editorial do Herman e correr para Santa Apolónia apanhar o comboio, mesmo à justa (não tão à justa como no regresso, mas sobre isso falar-vos-ei mais tarde).

Vou ser franco: a comida de comboios, como a dos aviões, faz-me sentir doente. Não porque me dê cabo da saúde, mas porque tem sabor de comida de hospital. De qualquer maneira, por volta das oito e meia da noite a fomeca mordiscava-nos a tripa, por isso, quando o cheiro a comida-de-hospital encheu a carruagem, os nossos estomâgos sorriram. A medo, mas sorriram.

Aroma havia, mas a janta tardava, e então perguntámos às hospedeiras (também se chamam hospedeiras num comboio?) pela nossa comidinha. A resposta veio às postas: “Acabaram-se os jantares, por isso já nem viemos a esta carruagem para perguntar quem é que queria comer.”

Abananados pela fome, e, acima de tudo, pela resposta, eu e o Pina vagueámos pelas carruagens, e contámos quantas pessoas estavam a jantar. Sete.

Um comboio carregadinho de gente, e o serviço de catering tinha providenciado apenas sete jantares.

Se não queríamos desfalecer de fome antes de chegar ao Porto, não havia outro remédio senão recorrer às sandes do bar. Com as poucas forças que nos restavam, arrastámos as nossas carcaças secas pelo chão do comboio, temendo que também as sandes já tivessem acabado. Gritávamos muito, tal era o terror, e as pessoas olhavam para nós, mas não ligavam, porque também tinham fome (excepto aqueles sete abençoados com um jantar).

Chegámos,e demos graças aos Céus por não estarmos a fazer aquela viagem três ou quatro horas mais tarde. É que, se assim fosse, as sandes de pão-borracha com carne assada seca já teriam passado do prazo. Consumir antes de 31/3/2006, dizia no plástico(*), excatamente o dia em que estávamos. Mais umas horas, e nem aquelas sandes nos poderiam valer.

Bom, a verdade é que as sandes não estavam assim tão diferentes de como estariam depois de passar o prazo. Mas comemo-las, mesmo assim, porque não havia jantar.

No final, nem eu nem o Pina queríamos tomar café, mas pedimos ao senhor do bar que nos reservasse dois para mais tarde, não fosse a vontade aparecer quando já não houvesse.

Num post seguinte:
Existem apenas três táxis no Porto, mas esses três têm mais noção de civismo na ponta da unha do que os fogareiros lisboetas que fumam maconha na praça da estação de Santa Apolónia todos juntos.

(*) O Pina guardou o plástico, para mostrar hoje no “Prazer dos Diabos”, onde também vai falar da nossa viagem ao Porto.

terça-feira, abril 04, 2006

FILME DA TRETA: IN THE BEGINNINGUÉRE...


A ideia de passar a CONVERSA DA TRETA dos palcos (e da TV e da rádio) para o grande ecrã vem de longe – já na altura em que eu, o Eduardo Madeira e o Rui Cardoso Martins, estávamos a escrever a TRETA para televisão, em 1998, falávamos dessa hipótese com o José Pedro Gomes e o António Feio. O “laboratório”, chamemos-lhe assim, da transição da fórmula “dois pintas, duas cadeiras, e um cinzeiro” para uma narrativa que atirasse com esses pintas para o meio das situações de que passam a vida a falar, foi a rádio.

Muitos dos textos que escrevemos para a CONVERSA DA TRETA na rádio colocavam Zezé e Toni em situações que, para serem reproduzidas em televisão, exigiriam um orçamento digno de uma produção hollywoodesca. Chegámos a escrever um texto (incluído no LIVRO DA TRETA) em que Zezé e Tóni eram apanhados pela erupção de um vulcão e atirados pelos ares até cairem no mar, rodeados de tubarões.

Na televisão, isto seria impossível; mas também nunca nos passou pela cabeça fazê-lo, uma vez que o conceito do programa era exactamente o de reproduzir a simplicidade e escassez de meios (por opção) da peça de teatro, com um apuramento de linguagem e um ritmo menos teatral, mais televisivo.

No cinema, e porque isto não é Hollywood, continuamos a não poder ter uma erupção vulcânica, mas há sempre portas que se abrem. O desafio no FILME DA TRETA seria retirar Zezé e Toni das suas cadeiras e do palco com fundo negro, e fazê-los viver no mundo ‘lá fora’ mesmo que, muitas vezes, esse mundo ‘lá fora’ exista dentro das cabeças deles (e aqui fica uma pista sobre o que podem esperar do FILME DA TRETA).

Enquanto a oportunidade de fazer o filme não vinha, escrevemos mais de seiscentos textos da TRETA-rádio, e cerca do 200º começámos a ir para além da conversa – colocámos os personagens no meio de situações que se estavam a passar naquela altura, “em tempo real”, com as quais eles tinham de lidar. É por isso que há pouco falei em “laboratório”, porque a fórmula para este filme foi a mesma, salvo as diferenças óbvias: é de um filme, e não rádio, que se trata; não são programas de cinco minutos, mas sim hora e meia (um pouco mais) de uma narrativa cinematográfica.

Como talvez se lembre quem viu, quer na TRETA-TV, quer na peça A TRETA CONTINUA, os personagens Zezé e Toni de vez em quando entram naquilo que chamam de “suponhamos”, espécie de mecanismo mental que os dois accionam para passar a viver a situação de que estão a falar. Uma espécie de metatexto teatral (no palco, dois actores fingem que estão a fingir – aliás, num dos primeiros textos que escrevemos para a TRETA-TV, Zezé ou Tóni, um deles, já não me lembro qual, dizia que, quando vemos os actores a fumar nos filmes, eles não estão a fumar, estão a fingir que estão a fumar). O expoente máximo desses “suponhamos” foi talvez a sequência final d’A TRETA CONTINUA, em que Zezé e Tóni começam a agir como se fossem dois navegadores portugueses na época dos descobrimentos; ou melhor, como se fossem a ideia que cada um deles tem de um antigo navegador português.

Como tratar os “suponhamos” num meio, com uma linguagem, que nos permitia colocar, de facto, os personagens nas situações em que, até agora, apenas insinuavam que estavam? E em que muita da piada se baseava exactamente no facto de eles não estarem naquelas situações, mas fingirem que estavam?

Este e outros problemas só tivemos de nos debater com eles quando surgiu a oportunidade de escrever, finalmente, o FILME DA TRETA. Aconteceu em 2003, depois da última apresentação d’A TRETA CONTINUA no Coliseu dos Recreios de Lisboa, dia em que o Leonel Vieira, com a expressão dormente de quem tinha passado as duas últimas horas com a cara trancada numa gargalhada (ou isso, ou tinha um abcesso), apareceu nos camarins do José Pedro Gomes e do António Feio a dizer que queria levar a TRETA para o cinema. Todos o achámos perfeito para realizar um filme da treta - afinal de contas, já tinha feito "A Bomba".

A coisa ficou por aí, até alguns meses depois, altura em que nos sentámos à volta de uma mesa para falar. O primeiro passo teria de ser nosso, meu e do Eduardo: criar uma história, escrever um filme. Coisa pouca. Por vontade de toda a gente que não nós, o filme estaria pronto no dia seguinte. Claro que não foi exactamestes assim...

Conto falar-vos aqui um pouco do processo de criação e escrita do FILME DA TRETA, que foi, como todos os processos que envolvem o Eduardo e eu, absurdamente caótico e gratificante cumó catano.

Num próximo post:

- O FILME DA TRETA tem um camadão de acontecimentos épicos que é uma coisa parva;

- Se perguntarem ao Leonel Vieira, ele vai dizer que estivemos quase dois anos para escrever o filme, mas na realidade demorámos um mês e meio, espalhados ao longo de quase dois anos e um dia;

- Tóni nunca conheceu o pai, e o pai do Tóni também raramente o conheceu a ele.

PRODUÇÕES FICTÍCIAS: 13 ANOS DE INSUCESSOS

1 de Abril é, oficialmente, o dia de aniversário das Produções Fictícias. Na mesma altura em que apagámos as velinhas, a Inês Fonseca Santos lançou o livro "Produções Fictícias - 13 Anos de Insucessos", um livro extremamente sexy, ou não falasse ele de autores e das suas manias, das suas angústias, e dos seus ocasionais convívios com strippers. Para quem quiser conhecer a origem das PF, saber mais acerca das coisas que fazemos, e como as fazemos, mas também para quem gosta de narrativas repletas de intriga, acção, e porrada. Sim, porque o livro tem intriga, tem acção, tem porrada. E, a julgar pela capa do 24 Horas de hoje, é um "to be continued".

(para saberem mais sobre o canhenho, visitem o site das PF e da Oficina do Livro.)

Então mas isto é ou não é enervante como o caraças?

Depois dos decibéis, agora esta:

Leiam o resto da notícia aqui.

(via Edgard Costa, do GavezDois.)

É da maneira que os utilizadores de iPod, como eu, ficam a saber o que sentem todos aqueles que optaram por outros leitores digitais e agora reclamam porque não conseguem ler músicas adquiridas na Music Store do iTunes.

Que se lixe. Também, desde os Tribalistas que só consigo ouvir Marisa Monte se me apontarem uma arma à cabeça. Que é feito de discos como este?

Teaser do 5º EPiSÓDIO d'O HORROR iNOMINÁVEL


Aí está, acabadinho de montar. Enquanto não chega o 5º EPiSÓDIO, fiquem com um pequeno vislumbre do que foi a visita do HORROR à iNVICTA!

Subscrição aqui, feed aqui.

domingo, abril 02, 2006

Fato domingueiro


Annihilation: Nova

Costumo gostar destes eventos cósmicos da Marvel (e da DC também, já agora). A ver se este não foge à regra.