Bocage: episódio 2 - Por Manteigui
Como já tive oportunidade de referir aqui e aqui, as melhores pistas para saber como é que Bocage se relacionava consigo próprio e com os outros, encontrámo-las na sua poesia. Manteigui é um poema que o vate sadino dedicou a uma moça do mesmo nome, moça que, reza a História, Elmano conheceu – ou, pelo menos, dela terá tido conhecimento – em Goa. Não há quaisquer registos de que alguma vez Ana Jacques Manteigui tenha visitado Lisboa.
Lendo o poema, não pudemos deixar de pensar que razões teria Bocage para escrever o que escreveu sobre a moça. Este assunto, aliás, atormentava o Mário há já algum tempo. Qualquer leitura, por menos atenta que seja, revela que Bocage não tinha Manteigui em grande consideração, para dizer o mínimo, quando escreveu estes versos.
O potencial dramático que as razões para tamanho des(res)peito tinham para a série era enorme. Não tinhamos dados factuais que nos orientassem, mas, por outro lado, isso queria dizer que não havia nenhuma condicionante para a intriga que precisávamos de criar. A não ser a de que Bocage não podia sair do país.
O pressuposto da série sempre foi o de mostrar Bocage nos últimos quinze anos da sua vida, depois do regresso a Lisboa; até por questões de produção – por muito que nos agradasse a todos, estava fora de questão ir filmar para Goa. Se queríamos explorar a relação entre Bocage e Manteigui, teríamos de trazê-la a Lisboa, ao encontro de Bocage.
A partir daqui criámos uma situação que nos permitia dar a conhecer a personagem Manteigui, a sua relação com Bocage, e revelar o passado dos dois em Goa (passado esse também ficcionado), tudo em apenas um episódio. Cruzámos a intriga referente aos dois com a caixa que, dizem historiadores como Adelto Gonçalves – cujo Perfil Perdido nos foi tão útil durante a escrita desta série – Bocage deixou na Índia, uma caixa com poemas seus, versos ditados por Dióniso ao meu ouvido em tardes e noites de vertigem, de torrente da cabeça para a pena e da pena para o papel, como o vate referiu no primeiro episódio.
Este segundo é também o episódio em que Bocage entra para a Nova Arcádia, e onde a personagem do padre Agostinho Macedo se começa a desenhar de forma mais explícita. Apesar das desoras a que a série vai passar hoje, espero que o vejam. É também o episódio para o qual o Fernando Vendrell convidou a mim e ao Mário para fazermos dois pequenos papéis. A nossa teoria acerca deste convite é que estava a correr tudo muito bem e o Fernando quis estragar tudo com a nossa participação do lado de lá do ecrã.
Passa às 23h55, or so they say.
Aqui fica então o dito poema de Bocage, na sua versão integral:
Da grande Manteigui, puta rafada,
Se descreve a brutal incontinência;
Do cafre infame a porra desmarcada,
Do cornígero esposo a paciência;
Como, à força de tanta caralhada,
Perdendo o negro a rígida potência,
Foge da puta, que sem alma fica,
Dando mil berros por amor da pica.
I
Canto a Beleza, canto a putaria
De um corpo tão gentil como profano;
Corpo que, a ser preciso, engoliria
Pelo vaso os martelos de Vulcano;
Corpo vil, que trabalha mais num dia
Do que Martinho trabalhou num ano,
E que atura as chumbadas e pelouros
De cafres, brancos, maratás e mouros.
II
Vénus, a mais formosa entre as deidades,
Mais lasciva também que todas elas,
Tu, que vinhas de Tróia às soledades
Dar a Anquises as mamas e as canelas,
Que gramaste do pai das divindades
Mais de seiscentas mil fornicadelas;
E matando uma vez a crica a sede,
Foste pilhada na vulcânica rede:
III
Dirige a minha voz, meu canto inspira,
Que vou cantar de ti, se a Jaques canto;
Tendo um corno na mão em vez de lira,
Para livrar-me do mortal quebranto.
Tua virtude em Manteigui respira,
Com graça, qual tu tens, motiva encanto;
E bem pode entre vós haver disputa,
Sobre qual é mais bela, ou qual mais puta.
IV
No cambaico Damão, que, escangalhado,
Mamenta a decadência portuguesa,
Este novo Ganós foi, procriado,
Peste d'Ásia em luxúria e gentileza.
Que ermitão de cilícios macerado
Pode ver-lhe o carão sem porra tesa?
Quem chapeleta não terá de mono,
Se tudo que ali vê é tudo cono?
V
Seus meigos olhos, que a foder ensinam,
Té nos dedos dos pés tesões acendem:
As mamas, onde as Graças se reclinam,
Por mais alvas que os véus, os véus ofendem
As doces partes, que os desejos minam,
Aos olhos poucas vezes se defendem;
E os Amores, de amor por ela ardendo,
As pissas pelas mãos lhes vão metendo.
VI
Seus cristalinos, deleitosos braços,
Sempre abertos estão, não para amantes,
Mas para aqueles só, que, nada escassos,
Cofres lhe atulham de metais brilhantes.
As níveas plantas, quando move os passos,
Vão pisando os tesões dos circunstantes,
E quando em ledo som de amores canta,
Faz-lhe a porra o compasso co'a garganta.
VII
Mas para castigar-lhes a vil cobiça,
O vingativo Amor, como agravado,
Fogo infernal do coração lhe atiça
Por sórdido cafre asselvajado:
Tendo-lhe visto a tórrida linguiça
Mais extensa que os canos dum telhado,
Louca de comichões, a indigna dama
Salta nele, convida-o para a cama.
VIII
Eis o bruto se coça de contente:
Vermelha febre sobe-lhe ao miolo;
Agarra na senhora, impaciente
De erguer-lhe as fraldas, e provar-lhe o bolo
Estira-a sobre o leito, e, de repente,
Quer do pano sacar o atroz mampolo,
Porém não necessita arrear cabos:
Lá vai o langotim com mil diabos.
IX
Levanta a tromba o ríspido elefante,
A tromba, costumada a tais batalhas,
E apontando ao buraco palpitante,
Bate ali qual ariete nas muralhas
Ela enganchando as pernas delirante,
"Meu negrinho (lhe diz) quão bem trabalhas!
Não há porra melhor em todo o mundo!
Mete mais, mete mais, que não tem fundo.
X
"Ah! Se eu soubera (continua o couro
Em torrentes de sémen já nadando)
Se eu soubera que havia este tesouro,
Há que tempos me estava regalando!
Nem fidalguia, nem poder, nem ouro
Meu duro coração faria brando;
Lavara o cu, lavara o passarinho,
Mas só para foder co'o meu negrinho.
XI
"Mete mais, mete mais... Ah Dom Fulano!
Se o tivesses assim, de graça o tinhas!
Não viverás um perpétuo engano,
Pois vir-me-ia também quando te vinhas.
Mete mais, meu negrinho; anda, magano.
Chupa-me a lingua, mexe nas maminhas...
Morro de amor, desfaço-me em langonha...
Anda, não tenhas susto, nem vergonha...
XII
"Há quem fuja da carne, há quem não morra
por tão belo e dulcíssimo trabalho?
Há quem tenha outra ideia, há quem discorra
Em cousa que não seja de mangalho?
Tudo entre as mãos se me converta em porra,
Quanto vejo transforme-se em caralho;
Porra e mais porra, no Verão e no Inverno,
Porra até nas profundas do Inferno!...
XIII
"Mete mais, mete mais" (ia dizendo
A marafona ao bruto, que suava,
E convulso, fazia estrondo horrendo
Pelo rústico som com que fungava):
"Mete mais, mete mais, que eu estou morrendo!..."
"Mim não tem mais!" O negro lhe tornava;
E triste exclama a bêbada fodida:
"Não há gosto perfeito nesta vida!"
XIV
Neste comenos, o cornaz marido,
O bode racional, veado humano,
Entrava pela câmara atrevido,
Como se entrasse num lugar profano;
Mas vendo o preto em jogos de Cupido,
Eis sai logo, dizendo: "Arre, magano!
Na minha cama! Estou como uma brasa!
Mas, bagatela! tudo fica em casa."
XV
A foda começada ao meio-dia,
Teve limite pelas seis da tarde;
Veio saltando a ninfa da alegria,
E da sórdida acção fazendo alarde.
O bom consorte, que risonha a via,
Lhe diz: "Estás corada! O Céu te guarde;
Bem boa alpiste ao pássaro te coube!
Ora dize, menina, a que te soube?"
XVI
"Cale-se, tolo" (a puta descarada
Grita num tom raivoso e lhe resinga).
O rei dos cornos a cerviz pesada
Entre os ombros encolhe, e não respinga;
E o courão, da pergunta confiada,
Outra vez com o cafre, e mil se vinga,
Até que ele, faltando-lhe a semente,
Tira-lhe a mama e foge de repente.
XVII
Deserta por temor de esfalfamento,
Deserta por temer que o couro o mate;
Ela então de suspiros enche o vento,
E faz alvorotar todo o Surrate.
Vão procurá-lo de cipais um cento;
Trouxeram-lhe a cavalo o tal saguate:
Ela o vai receber, e grão Nababo
Pasmou disto, e quis ver este diabo.
XVIII
Pouco tempo aturou de novo em casa
O cão, querendo logo a pele forra,
Pois a puta co'a crica toda em brasa,
Nem queria comer, só qu'ria porra.
Voou-lhe, qual falcão batendo a asa,
E o courão, sem achar quem a socorra,
Em lágrimas banhadas, acesa em fúria,
Suspira de saudade e de luxúria.
XIX
Courões das quatro partes do Universo,
De gálico voraz envenenados!
Se deste canto meu, deste acre verso
Ouvirdes por ventura os duros brados,
Em brando marcial, coro perverso,
Vinde ver um cação dos mais pescados,
Vinde cingir-lhe os louros, e, devotos,
Beijar-lhe as aras, pendurar-lhe os votos.
- Bocage
Lendo o poema, não pudemos deixar de pensar que razões teria Bocage para escrever o que escreveu sobre a moça. Este assunto, aliás, atormentava o Mário há já algum tempo. Qualquer leitura, por menos atenta que seja, revela que Bocage não tinha Manteigui em grande consideração, para dizer o mínimo, quando escreveu estes versos.
O potencial dramático que as razões para tamanho des(res)peito tinham para a série era enorme. Não tinhamos dados factuais que nos orientassem, mas, por outro lado, isso queria dizer que não havia nenhuma condicionante para a intriga que precisávamos de criar. A não ser a de que Bocage não podia sair do país.
O pressuposto da série sempre foi o de mostrar Bocage nos últimos quinze anos da sua vida, depois do regresso a Lisboa; até por questões de produção – por muito que nos agradasse a todos, estava fora de questão ir filmar para Goa. Se queríamos explorar a relação entre Bocage e Manteigui, teríamos de trazê-la a Lisboa, ao encontro de Bocage.
A partir daqui criámos uma situação que nos permitia dar a conhecer a personagem Manteigui, a sua relação com Bocage, e revelar o passado dos dois em Goa (passado esse também ficcionado), tudo em apenas um episódio. Cruzámos a intriga referente aos dois com a caixa que, dizem historiadores como Adelto Gonçalves – cujo Perfil Perdido nos foi tão útil durante a escrita desta série – Bocage deixou na Índia, uma caixa com poemas seus, versos ditados por Dióniso ao meu ouvido em tardes e noites de vertigem, de torrente da cabeça para a pena e da pena para o papel, como o vate referiu no primeiro episódio.
Este segundo é também o episódio em que Bocage entra para a Nova Arcádia, e onde a personagem do padre Agostinho Macedo se começa a desenhar de forma mais explícita. Apesar das desoras a que a série vai passar hoje, espero que o vejam. É também o episódio para o qual o Fernando Vendrell convidou a mim e ao Mário para fazermos dois pequenos papéis. A nossa teoria acerca deste convite é que estava a correr tudo muito bem e o Fernando quis estragar tudo com a nossa participação do lado de lá do ecrã.
Passa às 23h55, or so they say.
Aqui fica então o dito poema de Bocage, na sua versão integral:
Da grande Manteigui, puta rafada,
Se descreve a brutal incontinência;
Do cafre infame a porra desmarcada,
Do cornígero esposo a paciência;
Como, à força de tanta caralhada,
Perdendo o negro a rígida potência,
Foge da puta, que sem alma fica,
Dando mil berros por amor da pica.
I
Canto a Beleza, canto a putaria
De um corpo tão gentil como profano;
Corpo que, a ser preciso, engoliria
Pelo vaso os martelos de Vulcano;
Corpo vil, que trabalha mais num dia
Do que Martinho trabalhou num ano,
E que atura as chumbadas e pelouros
De cafres, brancos, maratás e mouros.
II
Vénus, a mais formosa entre as deidades,
Mais lasciva também que todas elas,
Tu, que vinhas de Tróia às soledades
Dar a Anquises as mamas e as canelas,
Que gramaste do pai das divindades
Mais de seiscentas mil fornicadelas;
E matando uma vez a crica a sede,
Foste pilhada na vulcânica rede:
III
Dirige a minha voz, meu canto inspira,
Que vou cantar de ti, se a Jaques canto;
Tendo um corno na mão em vez de lira,
Para livrar-me do mortal quebranto.
Tua virtude em Manteigui respira,
Com graça, qual tu tens, motiva encanto;
E bem pode entre vós haver disputa,
Sobre qual é mais bela, ou qual mais puta.
IV
No cambaico Damão, que, escangalhado,
Mamenta a decadência portuguesa,
Este novo Ganós foi, procriado,
Peste d'Ásia em luxúria e gentileza.
Que ermitão de cilícios macerado
Pode ver-lhe o carão sem porra tesa?
Quem chapeleta não terá de mono,
Se tudo que ali vê é tudo cono?
V
Seus meigos olhos, que a foder ensinam,
Té nos dedos dos pés tesões acendem:
As mamas, onde as Graças se reclinam,
Por mais alvas que os véus, os véus ofendem
As doces partes, que os desejos minam,
Aos olhos poucas vezes se defendem;
E os Amores, de amor por ela ardendo,
As pissas pelas mãos lhes vão metendo.
VI
Seus cristalinos, deleitosos braços,
Sempre abertos estão, não para amantes,
Mas para aqueles só, que, nada escassos,
Cofres lhe atulham de metais brilhantes.
As níveas plantas, quando move os passos,
Vão pisando os tesões dos circunstantes,
E quando em ledo som de amores canta,
Faz-lhe a porra o compasso co'a garganta.
VII
Mas para castigar-lhes a vil cobiça,
O vingativo Amor, como agravado,
Fogo infernal do coração lhe atiça
Por sórdido cafre asselvajado:
Tendo-lhe visto a tórrida linguiça
Mais extensa que os canos dum telhado,
Louca de comichões, a indigna dama
Salta nele, convida-o para a cama.
VIII
Eis o bruto se coça de contente:
Vermelha febre sobe-lhe ao miolo;
Agarra na senhora, impaciente
De erguer-lhe as fraldas, e provar-lhe o bolo
Estira-a sobre o leito, e, de repente,
Quer do pano sacar o atroz mampolo,
Porém não necessita arrear cabos:
Lá vai o langotim com mil diabos.
IX
Levanta a tromba o ríspido elefante,
A tromba, costumada a tais batalhas,
E apontando ao buraco palpitante,
Bate ali qual ariete nas muralhas
Ela enganchando as pernas delirante,
"Meu negrinho (lhe diz) quão bem trabalhas!
Não há porra melhor em todo o mundo!
Mete mais, mete mais, que não tem fundo.
X
"Ah! Se eu soubera (continua o couro
Em torrentes de sémen já nadando)
Se eu soubera que havia este tesouro,
Há que tempos me estava regalando!
Nem fidalguia, nem poder, nem ouro
Meu duro coração faria brando;
Lavara o cu, lavara o passarinho,
Mas só para foder co'o meu negrinho.
XI
"Mete mais, mete mais... Ah Dom Fulano!
Se o tivesses assim, de graça o tinhas!
Não viverás um perpétuo engano,
Pois vir-me-ia também quando te vinhas.
Mete mais, meu negrinho; anda, magano.
Chupa-me a lingua, mexe nas maminhas...
Morro de amor, desfaço-me em langonha...
Anda, não tenhas susto, nem vergonha...
XII
"Há quem fuja da carne, há quem não morra
por tão belo e dulcíssimo trabalho?
Há quem tenha outra ideia, há quem discorra
Em cousa que não seja de mangalho?
Tudo entre as mãos se me converta em porra,
Quanto vejo transforme-se em caralho;
Porra e mais porra, no Verão e no Inverno,
Porra até nas profundas do Inferno!...
XIII
"Mete mais, mete mais" (ia dizendo
A marafona ao bruto, que suava,
E convulso, fazia estrondo horrendo
Pelo rústico som com que fungava):
"Mete mais, mete mais, que eu estou morrendo!..."
"Mim não tem mais!" O negro lhe tornava;
E triste exclama a bêbada fodida:
"Não há gosto perfeito nesta vida!"
XIV
Neste comenos, o cornaz marido,
O bode racional, veado humano,
Entrava pela câmara atrevido,
Como se entrasse num lugar profano;
Mas vendo o preto em jogos de Cupido,
Eis sai logo, dizendo: "Arre, magano!
Na minha cama! Estou como uma brasa!
Mas, bagatela! tudo fica em casa."
XV
A foda começada ao meio-dia,
Teve limite pelas seis da tarde;
Veio saltando a ninfa da alegria,
E da sórdida acção fazendo alarde.
O bom consorte, que risonha a via,
Lhe diz: "Estás corada! O Céu te guarde;
Bem boa alpiste ao pássaro te coube!
Ora dize, menina, a que te soube?"
XVI
"Cale-se, tolo" (a puta descarada
Grita num tom raivoso e lhe resinga).
O rei dos cornos a cerviz pesada
Entre os ombros encolhe, e não respinga;
E o courão, da pergunta confiada,
Outra vez com o cafre, e mil se vinga,
Até que ele, faltando-lhe a semente,
Tira-lhe a mama e foge de repente.
XVII
Deserta por temor de esfalfamento,
Deserta por temer que o couro o mate;
Ela então de suspiros enche o vento,
E faz alvorotar todo o Surrate.
Vão procurá-lo de cipais um cento;
Trouxeram-lhe a cavalo o tal saguate:
Ela o vai receber, e grão Nababo
Pasmou disto, e quis ver este diabo.
XVIII
Pouco tempo aturou de novo em casa
O cão, querendo logo a pele forra,
Pois a puta co'a crica toda em brasa,
Nem queria comer, só qu'ria porra.
Voou-lhe, qual falcão batendo a asa,
E o courão, sem achar quem a socorra,
Em lágrimas banhadas, acesa em fúria,
Suspira de saudade e de luxúria.
XIX
Courões das quatro partes do Universo,
De gálico voraz envenenados!
Se deste canto meu, deste acre verso
Ouvirdes por ventura os duros brados,
Em brando marcial, coro perverso,
Vinde ver um cação dos mais pescados,
Vinde cingir-lhe os louros, e, devotos,
Beijar-lhe as aras, pendurar-lhe os votos.
- Bocage

4 comentários:
Como te atreves tu a "malhar" no nosso bocage ???
shame on you !
Naa, tiveste bem, acho q foi a cena mais "caralhada" ate agora dos 2 episodios. Tinhas de aparecer para acaralhar aquela merda toda ! LOL
Parabens pela serie, tem sido magnifica ate agora, e sim, tal como tu, tb eu pensei:
"Merda pas eleicoes, olha la vou ter q passar o bocage...depois vejo na africa ou na internacional"
Mas la apanhei o episodio todo !
...o xuxu estava tão lindo...e a sic esperou para começar o Alien!!!
bv
Fhm ,
Voltei a ver televisão ás sextas. Escrito por Filipe Homem Fonseca, interpretado por um genial Miguel Guilherme, que se podia esperar?
Obrigado e um abraço
EXPOSIÇÃO
Eis Bocage... , De 17 de Novembro de 2005 a 28 de Janeiro de 2006 na BN.
http://www.bn.pt
Já agora, a propósito de Biblioteca Nacional, um projecto da BN que vale a pena ver:
http://pagina-a-pagina.blogspot.com
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