segunda-feira, janeiro 30, 2006

CONTRA CANAL MEMÓRIA II - RTP 1 - HOJE às 21h20

- O polémico blockbuster "A Paixão de Rodrigues"

- A segunda parte da trilogia d'"O Senhor dos Pastéis":
"O Regresso do Bolo-Rei"


- George W. Embuste interpreta uma versão do tema "Creep" dos Radiohead - "Sou uma Besta"

...e muitos outros episódios que recuam até 1999, num total de 50 minutos de programa.

Duas estreias de peso hoje na 2:


Curb Your Enthusiasm (versão portuguesa - "Calma, Larry!"),
às 22h30...


...e Rome ("Roma"), às 23h05.

domingo, janeiro 29, 2006

Hoje nevou em Lisboa.

Parece que foi por causa das temperaturas negativas sentidas ontem no Estádio da Luz.

Fato domingueiro


Otto Preminger, como Mr. Freeze / Victor Fries.

Hoje nevou em Lisboa.

(imagem: Batfriend)

sábado, janeiro 28, 2006

Não estava à espera desta


Ainda nem sequer tive oportunidade de falar-vos d’”O Horror iNominável” (até porque tudo o que está disponível desde quinta-feira é apenas um teaser), e já este podcast video está em primeiro lugar no top da loja portuguesa do iTunes. Não estou à espera que a liderança dure muito, até porque segunda-feira se esperam novos pocasts do “Há Vida em Markl”, e o 9º podcast de Ricky Gervais, mas, por enquanto, tanto eu como o Pina estamos com o chamado quentinho no estômago. Muito obrigado a todos os que já subscreveram, e também ao Nuno Markl que, ao agraciar-nos com um post sobre o Horror no seu site, contribuiu imenso para este súbito primeiro lugar. Vou tentar durante este fim-de-semana falar sobre este podcast video e de como nasceu; entretanto, quem ainda não subscreveu "O Horror iNominável", pode fazê-lo aqui, ou então acedendo ao feed.
O episódio #01 vai estar on-line quinta ou sexta-feira.
Esperam-se dias Horríveis.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Amadeus não é o único génio a festejar hoje o aniversário.


Frank Miller também, com a vantagem de ainda estar vivo.
Visitem The Complete Works of Frank Miller.

BOCAGE - 3º EPISÓDIO - RTP 1 às 23h00



(esta imagem, por estranho que pareça, não tem nada a ver com o episódio de hoje, e refere-se a outra coisa. Obrigado à MJC, que a enviou)

Feliz aniversário, shôr Mozart!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Eis Bocage...


...exposição na Biblioteca Nacional até dia 28.

(Teresa Durães: obrigado pelo lembrete)

Rápidas

> O dvd de Thumbsuckeraí está.


> Já o de The Aristocrats sai no fim do mês...

...mas se não poderem mesmo esperar, e estiverem dispostos a gastar mais um barril de massa para mandar vir a coisa do outro lado do Atlântico, vão à Amazon americana.

> O Nuno Duarte dá conta de uma das melhores entrevistas já feitas a Frank Miller.


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(Update - 18h47, 27/01) Por cá, foi hoje a estreia de"Thumbsucker" nos cinemas, mas de certeza que, depois de verem o filme, vão querer adquirir o dvd. Não deixem que o nome em português ("Chupa no dedo") vos afugente.

John Romita Sr. fez ontem 74 anos...


...a ser verdade que nasceu em 1932.

(imagem daqui)

terça-feira, janeiro 24, 2006

Óbito


"É preciso agarrar o absurdo"


Rui Andrade, Parodiante de Lisboa.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Regressado Silva

O melhor podcast de sempre...


...é também o mais ouvido em todo o mundo.

Começar bem a semana


Agradeçam aos papás Lencastre e a este jovem de 35 anos.

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(Update - 18h35, 27/01) E agradeçam, acima de tudo, ao Photoshop.

Contra Informação Especial Eleições Presidenciais

Hoje, 21h10, RTP1.

domingo, janeiro 22, 2006

Fato domingueiro


Frank Gorshin no papel de The Riddler / Ed Nigma

Votar em quem?

(imagem de Batfriend)

Reflexão sobre o dia de reflexão

O coro de apoios e críticas aos candidatos presidenciais, o circo que se convencionou chamar de campanha eleitoral, é o preço a pagar pela democracia. Se queremos escolher os nossos governantes, temos de gramar com isto.

Comportamentos normais, individuais ou colectivos, modificam-se a partir do momento em que são observados. Heisenberg explicou, Michael Frayn fez a peça, esta campanha, mais uma vez, demonstrou. Uma coisa é apertar a mão ou dar uma beijoca a um candidato. Outra completamente diferente é apertar a mão ou dar uma beijoca a um candidato em frente às câmaras.

Não fossem os jornais e as televisões, e as demonstrações de apoio por parte do eleitorado aos seus candidatos seriam bastante mais refreadas. As críticas também não seriam tão acirradas. Um comentário para os nossos botões, a propósito de um candidato que passa, não é nada comparado com um aparte captado por uma câmara. Falar para uma lente, ir ao confessionário da quinta ou do quartel, é ter a hipótese de ser escutado lá em casa. A possibilidade aumenta quanto mais interessante, polémico, determinado, emocionado for o comentário, ó vizinha, veja hoje as notícias que eu apareço lá a dizer mal do outro. Quem elogia ou protesta pode até estar a trinta metros do desfile de campanha, mas a edição de uma sala de montagem esbate as distâncias, e o comentário parece ter sido feito nas barbaças do candidato, a quem a presença das câmaras também influencia, condiciona, manipula e torna-se meio de manipulação.

Tudo é amplificado, mixado com as sondagens, pontapés do Marco em forma de comício, uma barulheira ensurdecedora que se intromete no discernimento dos indecisos e dos convictos. E, com a quantidade de eleições que temos tido, a narrativa da notícia e da não-notícia está apuradinha. É a reality-showzação da democracia, só que os portugueses não podem (ainda) votar lá de casa.

Hoje houve silêncio. Chama-se ‘dia de reflexão’ porque nos permite pensar, não só sobre a nossa intenção de voto, mas sobre seja o que for, coisa que, nos últimos tempos, tem sido impossível por causa do ruído da campanha. O ideal era este sillêncio durar mais uns dias, uma semaninha, digamos. Uma semana de reflexão, para podermos depois gozar de forma decente esta liberdade gostosa que é votar, sem ser com aquela sensação do “vamos lá despachar isto que eu já não os posso ouvir”.

(imagem daqui)

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Bocage: episódio 2 - Por Manteigui

Como já tive oportunidade de referir aqui e aqui, as melhores pistas para saber como é que Bocage se relacionava consigo próprio e com os outros, encontrámo-las na sua poesia. Manteigui é um poema que o vate sadino dedicou a uma moça do mesmo nome, moça que, reza a História, Elmano conheceu – ou, pelo menos, dela terá tido conhecimento – em Goa. Não há quaisquer registos de que alguma vez Ana Jacques Manteigui tenha visitado Lisboa.

Lendo o poema, não pudemos deixar de pensar que razões teria Bocage para escrever o que escreveu sobre a moça. Este assunto, aliás, atormentava o Mário há já algum tempo. Qualquer leitura, por menos atenta que seja, revela que Bocage não tinha Manteigui em grande consideração, para dizer o mínimo, quando escreveu estes versos.

O potencial dramático que as razões para tamanho des(res)peito tinham para a série era enorme. Não tinhamos dados factuais que nos orientassem, mas, por outro lado, isso queria dizer que não havia nenhuma condicionante para a intriga que precisávamos de criar. A não ser a de que Bocage não podia sair do país.

O pressuposto da série sempre foi o de mostrar Bocage nos últimos quinze anos da sua vida, depois do regresso a Lisboa; até por questões de produção – por muito que nos agradasse a todos, estava fora de questão ir filmar para Goa. Se queríamos explorar a relação entre Bocage e Manteigui, teríamos de trazê-la a Lisboa, ao encontro de Bocage.

A partir daqui criámos uma situação que nos permitia dar a conhecer a personagem Manteigui, a sua relação com Bocage, e revelar o passado dos dois em Goa (passado esse também ficcionado), tudo em apenas um episódio. Cruzámos a intriga referente aos dois com a caixa que, dizem historiadores como Adelto Gonçalves – cujo Perfil Perdido nos foi tão útil durante a escrita desta série – Bocage deixou na Índia, uma caixa com poemas seus, versos ditados por Dióniso ao meu ouvido em tardes e noites de vertigem, de torrente da cabeça para a pena e da pena para o papel, como o vate referiu no primeiro episódio.

Este segundo é também o episódio em que Bocage entra para a Nova Arcádia, e onde a personagem do padre Agostinho Macedo se começa a desenhar de forma mais explícita. Apesar das desoras a que a série vai passar hoje, espero que o vejam. É também o episódio para o qual o Fernando Vendrell convidou a mim e ao Mário para fazermos dois pequenos papéis. A nossa teoria acerca deste convite é que estava a correr tudo muito bem e o Fernando quis estragar tudo com a nossa participação do lado de lá do ecrã.

Passa às 23h55, or so they say.

Aqui fica então o dito poema de Bocage, na sua versão integral:

Da grande Manteigui, puta rafada,
Se descreve a brutal incontinência;
Do cafre infame a porra desmarcada,
Do cornígero esposo a paciência;
Como, à força de tanta caralhada,
Perdendo o negro a rígida potência,
Foge da puta, que sem alma fica,
Dando mil berros por amor da pica.

I
Canto a Beleza, canto a putaria
De um corpo tão gentil como profano;
Corpo que, a ser preciso, engoliria
Pelo vaso os martelos de Vulcano;
Corpo vil, que trabalha mais num dia
Do que Martinho trabalhou num ano,
E que atura as chumbadas e pelouros
De cafres, brancos, maratás e mouros.

II
Vénus, a mais formosa entre as deidades,
Mais lasciva também que todas elas,
Tu, que vinhas de Tróia às soledades
Dar a Anquises as mamas e as canelas,
Que gramaste do pai das divindades
Mais de seiscentas mil fornicadelas;
E matando uma vez a crica a sede,
Foste pilhada na vulcânica rede:

III
Dirige a minha voz, meu canto inspira,
Que vou cantar de ti, se a Jaques canto;
Tendo um corno na mão em vez de lira,
Para livrar-me do mortal quebranto.
Tua virtude em Manteigui respira,
Com graça, qual tu tens, motiva encanto;
E bem pode entre vós haver disputa,
Sobre qual é mais bela, ou qual mais puta.

IV
No cambaico Damão, que, escangalhado,
Mamenta a decadência portuguesa,
Este novo Ganós foi, procriado,
Peste d'Ásia em luxúria e gentileza.
Que ermitão de cilícios macerado
Pode ver-lhe o carão sem porra tesa?
Quem chapeleta não terá de mono,
Se tudo que ali vê é tudo cono?

V
Seus meigos olhos, que a foder ensinam,
Té nos dedos dos pés tesões acendem:
As mamas, onde as Graças se reclinam,
Por mais alvas que os véus, os véus ofendem
As doces partes, que os desejos minam,
Aos olhos poucas vezes se defendem;
E os Amores, de amor por ela ardendo,
As pissas pelas mãos lhes vão metendo.

VI
Seus cristalinos, deleitosos braços,
Sempre abertos estão, não para amantes,
Mas para aqueles só, que, nada escassos,
Cofres lhe atulham de metais brilhantes.
As níveas plantas, quando move os passos,
Vão pisando os tesões dos circunstantes,
E quando em ledo som de amores canta,
Faz-lhe a porra o compasso co'a garganta.

VII
Mas para castigar-lhes a vil cobiça,
O vingativo Amor, como agravado,
Fogo infernal do coração lhe atiça
Por sórdido cafre asselvajado:
Tendo-lhe visto a tórrida linguiça
Mais extensa que os canos dum telhado,
Louca de comichões, a indigna dama
Salta nele, convida-o para a cama.

VIII
Eis o bruto se coça de contente:
Vermelha febre sobe-lhe ao miolo;
Agarra na senhora, impaciente
De erguer-lhe as fraldas, e provar-lhe o bolo
Estira-a sobre o leito, e, de repente,
Quer do pano sacar o atroz mampolo,
Porém não necessita arrear cabos:
Lá vai o langotim com mil diabos.

IX
Levanta a tromba o ríspido elefante,
A tromba, costumada a tais batalhas,
E apontando ao buraco palpitante,
Bate ali qual ariete nas muralhas
Ela enganchando as pernas delirante,
"Meu negrinho (lhe diz) quão bem trabalhas!
Não há porra melhor em todo o mundo!
Mete mais, mete mais, que não tem fundo.

X
"Ah! Se eu soubera (continua o couro
Em torrentes de sémen já nadando)
Se eu soubera que havia este tesouro,
Há que tempos me estava regalando!
Nem fidalguia, nem poder, nem ouro
Meu duro coração faria brando;
Lavara o cu, lavara o passarinho,
Mas só para foder co'o meu negrinho.

XI
"Mete mais, mete mais... Ah Dom Fulano!
Se o tivesses assim, de graça o tinhas!
Não viverás um perpétuo engano,
Pois vir-me-ia também quando te vinhas.
Mete mais, meu negrinho; anda, magano.
Chupa-me a lingua, mexe nas maminhas...
Morro de amor, desfaço-me em langonha...
Anda, não tenhas susto, nem vergonha...

XII
"Há quem fuja da carne, há quem não morra
por tão belo e dulcíssimo trabalho?
Há quem tenha outra ideia, há quem discorra
Em cousa que não seja de mangalho?
Tudo entre as mãos se me converta em porra,
Quanto vejo transforme-se em caralho;
Porra e mais porra, no Verão e no Inverno,
Porra até nas profundas do Inferno!...

XIII
"Mete mais, mete mais" (ia dizendo
A marafona ao bruto, que suava,
E convulso, fazia estrondo horrendo
Pelo rústico som com que fungava):
"Mete mais, mete mais, que eu estou morrendo!..."
"Mim não tem mais!" O negro lhe tornava;
E triste exclama a bêbada fodida:
"Não há gosto perfeito nesta vida!"

XIV
Neste comenos, o cornaz marido,
O bode racional, veado humano,
Entrava pela câmara atrevido,
Como se entrasse num lugar profano;
Mas vendo o preto em jogos de Cupido,
Eis sai logo, dizendo: "Arre, magano!
Na minha cama! Estou como uma brasa!
Mas, bagatela! tudo fica em casa."

XV
A foda começada ao meio-dia,
Teve limite pelas seis da tarde;
Veio saltando a ninfa da alegria,
E da sórdida acção fazendo alarde.
O bom consorte, que risonha a via,
Lhe diz: "Estás corada! O Céu te guarde;
Bem boa alpiste ao pássaro te coube!
Ora dize, menina, a que te soube?"

XVI
"Cale-se, tolo" (a puta descarada
Grita num tom raivoso e lhe resinga).
O rei dos cornos a cerviz pesada
Entre os ombros encolhe, e não respinga;
E o courão, da pergunta confiada,
Outra vez com o cafre, e mil se vinga,
Até que ele, faltando-lhe a semente,
Tira-lhe a mama e foge de repente.

XVII
Deserta por temor de esfalfamento,
Deserta por temer que o couro o mate;
Ela então de suspiros enche o vento,
E faz alvorotar todo o Surrate.
Vão procurá-lo de cipais um cento;
Trouxeram-lhe a cavalo o tal saguate:
Ela o vai receber, e grão Nababo
Pasmou disto, e quis ver este diabo.

XVIII
Pouco tempo aturou de novo em casa
O cão, querendo logo a pele forra,
Pois a puta co'a crica toda em brasa,
Nem queria comer, só qu'ria porra.
Voou-lhe, qual falcão batendo a asa,
E o courão, sem achar quem a socorra,
Em lágrimas banhadas, acesa em fúria,
Suspira de saudade e de luxúria.

XIX
Courões das quatro partes do Universo,
De gálico voraz envenenados!
Se deste canto meu, deste acre verso
Ouvirdes por ventura os duros brados,
Em brando marcial, coro perverso,
Vinde ver um cação dos mais pescados,
Vinde cingir-lhe os louros, e, devotos,
Beijar-lhe as aras, pendurar-lhe os votos.

- Bocage

Merda para as presidenciais

Como hoje é o último dia de campanha, a lei obriga a que a RTP1 dedique a sua emissão até perto da meia-noite à palhaçada que, desta vez, até foi mais do que é costume. Por isso, o "Bocage" só irá para o ar às 23h50.
Moral da história: o Bocage não pode dizer caralhadas em horário nobre (sim, porque as 23h00 da semana passada serem consideradas horário nobre, enfim...), mas os senhores candidatos, esses, já estão à vontade.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Rápidas


Partilhar é bom: Mr. Spock's Music from Outer Space, disponível para download por tempo limitado;


Jane Espenson, argumentista responsável por alguns episódios de séries como Buffy The Vampire Slayer, Firefly, Ellen, The O.C., Star Trek: Deep Space Nine, e Jake in Progress, entre outras, tem um novo blog;


Aniversário: Joe Staton
(imagem do Grand Comic Book Database);


Bryce Dallas Howard (filha de Ron Howard) foi escolhida para fazer de Gwen Stacy em Homem-Aranha 3 (data de estreia prevista: 4 de Maio de 2007);


Já estão abertas as inscrições para o Jack Kirby Museum;


William Shatner vende pedra do rim por 25.000 dólares
(imagem de American Rhetoric: Star Trek)

Mensagem do nosso Primeiro

6ª Feira n'O Inimigo Público...


...mais um fotoon Salvo erro. Aqui fica um pormenor.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

sábado, janeiro 14, 2006

Kong é Fixe!


A nossa versão de "King Kong", hoje, 21h15, RTP 1,
no Contra Informação Fim de Semana.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

BOCAGE - ESTREIA HOJE - RTP 1 às 23h00


Sentimo-nos felizes e tristes ao mesmo tempo. Felizes pela estreia em si – finalmente a série vai ser exibida, cumprir o seu propósito, que é ser vista. Tristes porque a estreia marca o fim do nosso trabalho diário com um Bocage reinventado, que nos atrevemos a considerar nosso enquanto trabalhámos nele.

Teremos para sempre uma enorme admiração pelo Bocage: como não admirar um homem que, ao longo de oito episódios – que abarcam um período de quinze anos –, conheceu mais mulheres do que eu e o Mário juntos durante a vida toda? Poeta genial, o maior depois de Camões, boémio, popular, arruaceiro, apaixonado, romântico, mulherengo, sincero e falso, honrado e calhorda, adorável e odioso, humano, tão à frente do seu tempo que, muitas vezes, nos parece do nosso.

A todos os que partilharam connosco esta visão de um homem e de uma época, que acarinharam as palavras que tivemos a honra de colocar ao lado das de Bocage; aos que concretizaram - deram vida - aos guiões que escrevemos para esta série; ao próprio Bocage, pela inspiração e porque, se não tivesse existido, não o poderíamos ter reinventado, o nosso muito, muito obrigado.

História devida


Hoje, às 17h20, 21h40, e 1h20, A HISTÓRIA DEVIDA que o Miguel Guilherme, a.k.a. Elmano Sadino, vai ler na Antena 1 foi enviada por mim. Falo de um episódio que me sucedeu em 2002, quando estive na floresta Amazónica durante algumas semanas, a viver na companhia de uma tribo índia chamada Ugurogmo (rebaptizados Arara pela FUNAI), durante a filmagem do documentário «Curiua-Catu». A fotografia (cópia de baixa resolução) foi tirada por mim durante esse período. Se tiverem oportunidade, ouçam a história, se não por ela, então pela leitura do Miguel, com aquela voz e interpretação inconfundíveis.

A HISTÓRIA DEVIDA é um programa apresentado por Miguel Guilherme e Nuno Artur Silva, e coordenação de Inês Fonseca Santos. Todos os dias na Antena 1. Enviem as vossas
histórias para a morada Produções Fictícias – Travessa da Fábrica dos Pentes, 27, r/c 1250-105 Lisboa ou para o e-mail historiadevida@rdp.pt.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Inventor do LSD fez hoje 100 anos.


Albert Hoffmann

Ainda dizem que a droga mata.

domingo, janeiro 08, 2006

SIC Notícias comemora hoje 5 anos.



1854 baixas pressões, 1367 céus nublados com algumas abertas e 893 aguaceiros ignorados por Mário Crespo.

Fato domingueiro



Yvonne Craig no papel de Batgirl / Barbara Gordon.
Mais em www.batfriend.com.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

MAKING OF “BOCAGE” - Hoje às 22h15 na RTP 1



”Bocage, por detrás da história”, documentário realizado por Bruno Gonçalves com entrevistas de Adriana Bolito; visões do poeta, bastidores da escrita e rodagem da série. Que já tem data de estreia: daqui a uma semana, Sexta-Feira, 13.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

"The Devil's Rejects" estreia amanhã



Não estava à espera que o filme chegasse às salas de cinema lusas, mas ainda bem que assim é. Uma prateleira do Blockbuster não é suficiente para o segundo filme de Rob Zombie, Os Renegados do Diabo (preferia que a versão portuguesa do título fosse Os Rejeitados pelo Diabo), sequela de House of 1000 Corpses. É o regresso de Captain Spaulding (Sid Haig), Otis (Bill Moseley), e Baby (Sheri Moon Zombie, mulher de Rob fora dos ecrãs), num filme que também conta com a participação de Matthew McGrory, o gigante do magnífico Big Fish, entretanto falecido.

Rob Zombie sobre House of 1000 Corpses (fiquem com este link, uma vez que o site oficial já não está on-line) e The Devil’s Rejects, na Fangoria de Agosto: “I know everyone says that making a film is an amazing experience and that they love each other, but that wasn’t the case with House at all. That was a fairly miserable experience that even got worse. This time [The Devils Rejects] was great, though. (…) This is a much darker film, and it’s much more serious.”

Pormenor de classe: a película ocupa o primeiro lugar numa lista da Wikipedia dos filmes em que a palavra ‘fuck’ é dita mais vezes. 560 ‘fucks’ em 109 minutos, uma média de 5,13 ‘fucks’ por minuto. Impõe respeito.


(Imagem tirada daqui)

Aí está!



Amanhã n'O Inimigo Público...


...o primeiro fotoon Salvo Erro de 2006.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Hoje às 21h15 na RTP 1 - Contra Informação 2005: Encerrado para Balanço



Depois do Contra Informação Especial de Natal (Shopping Portugal), passou no último fim de semana o Especial de Ano Novo, 2005: Encerrado para Balanço, espécie de best of do ano passado. Este programa teve como anfitriões Nectarina Frutado e o special one José Meirinho e repete hoje depois do Telejornal e do especial de informação do Dakar, lá para as 21h15) . Quem não viu da primeira vez poderá hoje assistir, entre outros momentos de vital importância para Portugal e para o Mundo, à nossa versão do filme Alexandre, o Grande, com Santana Flopes no principal papel; à tomada de posse do governo de José Trocas-Te; e ao videoclip mais psicadélico que o Contra já exibiu, uma versão de Once in a Lifetime, dos Talking Heads, interpretada por Marques Pentes. A fechar, Bohemian Rhapsody dos Queen, versão Presidenciais. Está muito frio, não saiam à rua, fiquem em casa a ver o Contra.

(A imagem acima é de um Contra que passou há alguns meses, “Votei numa Feiticeira”, que não faz parte do menu de hoje)

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Ora então cá estamos


Ainda estou a arrumar a casa, mas com calma isto vai ao lugar. Em jeito de votos de paz e boa vontade entre os homens para este novo ano, e para este novo espaço nético, deixo-vos uma imagem do alegado amigo de Moretto que, mal plantou pé cá em Portugal, foi agraciado com um bofetão na cara por um segurança de Luís Filipe Vieira. Como cantava o padre Domingos Caldas, Levar um bofetãozinho / É bem bom, é bem gostoso…