sexta-feira, dezembro 13, 2019

Facebook: a fazer-me perder o respeito por pessoas que eu até tinha em alguma conta desde 2007.

Mete mais alto #594


Apparat - Heroist

Artgerm

Trump como POTUS, Bolsonaro como Presidente, Boris como PM, Ventura no Parlamento - está na altura de acabar com o voto e fazer a contagem directamente das caixas de comentários online.

Parabéns, grande Tiago, pelo Prémio Pessoa. Tens palmilhado um belíssimo caminho. Guardo com orgulho o nosso Azul a Cores feito em 2000 e troca-o-passo. E mais orgulho sinto agora por ti. Forte abraço.

Amanhã, a 4.ª edição do FEIO começa às 15h00. Às 16h30 lá estarei também a ler. Obrigado ao Luís Carmelo pelo convite.
Podem encontrar o programa das festas aqui.

Boris venceu com maioria. Só me vem à cabeça aquela letra: “You’re gonna reap just what you sow.”

quinta-feira, dezembro 12, 2019

quarta-feira, dezembro 11, 2019

John Buscema BOTD 1927


“O sono da razão produz monstros.”
- Francisco Goya

Decorrem as gravações da 2.ª temporada da Patrulha da Noite.
Está o mundo preparado?
Não está.
É lidar.

domingo, dezembro 08, 2019

sábado, dezembro 07, 2019

Reza a lenda que, certa noite, Tom Waits rodava sobre uma interminável interestadual dos EUA, quando uma melodia esvoaçante se lhe alapou nas meninges. Sem gravador-gaiola onde pudesse guardá-la, o poeta do asfalto logo percebeu que ia perder a dita cuja; a melodia iria continuar a voar até que alguém em melhores circunstâncias a conseguisse fixar. Era a mais bela melodia do mundo, de sempre, e ele não ia conseguir lembrar-se.
Tom parou o carro, deixou-se cair de joelhos no meio da estrada e uivou à lua: “Porquê agora? Porquê?”. Acredito piamente que, até hoje, essa melodia não se deixou agarrar. Anda aos rebolões por aí, à espera de encontrar de novo aquele homem da voz cavernosa, para que ele a faça música. Menos que isso, é melodia desperdiçada.
Tom Waits faz hoje 70 anos.

sexta-feira, dezembro 06, 2019

‪A tour continua! Esgotado, esgotado, esgotado! E há datas que não estão aqui. Hoje é no Seixal!‬

O Feio.

quinta-feira, dezembro 05, 2019

A Imortal da Graça em destaque na Biblioteca da Penha de França 💜
Para mim, o ano está feito.

Ainda sobre a "experiência em sala": o que os responsáveis pelas salas de cinema têm de perceber de uma vez por todas é que não basta projectar o filme e pronto, está feito - há que criar as condições para a sessão ser imaculada. Depois queixam-se da fraca afluência.
Já pensaram que que as pessoas podem querer ir ao cinema mas não quererem ir a um centro comercial? E, hoje em dia, digam-me uma sala, p.e., em Lisboa que não esteja num centro comercial? Tirando o Cinema Ideal, Nimas e o de Alvalade, digam lá outras.
A ideia que me dá é que as salas de cinema não estão talhadas para quem gosta de cinema.

Olhem, meus amores, “experiência da sala de cinema” o caralhinho. Não sei a que salas de cinema têm ido mas, de há uns anos para cá, é rara a sessão em que não tenha de mandar calar um qualquer idiota; já tive gente ao meu lado que estava a acompanhar jogos de futebol no telemóvel ao mesmo que “via” o filme (acabaram logo com essa merda porque era o que mais faltava). A “experiência de sala” já há séculos que não é o que era, a disrupção é agora a norma, e anúncios pré-filme a dizerem “por favor desligue o telemóvel” não chegam, porque o civismo é uma coisa que pouco ou nada existe fora das salas quanto mais “no escurinho do cinema”.
E depois, também acho muita piada àqueles que só lhes falta crucificar o Mestre Scorsese por (sic) “se ter vendido a um serviço de streaming, traindo assim o verdadeiro [ahahah!] cinema”. Gente fofa, o tal serviço de streaming foi o único que se chegou à frente com o chamado carcanhol para que o filme fosse feito, porque já assumiu que vai perder dinheiro nos próximos anos, não está de olhos postos no lucro como as grandes produtoras. Se querem atribuir culpas à “morte da experiência em sala de cinema”, virem o foco para os critérios da indústria cinematográfica (sublinho “indústria”).
Dito isto: há muito que não tinha uma experiência de sala de cinema (assim mesmo, sem aspas) tão tranquila quanto a que tive na minha própria casa, assistindo a The Irishman. Não tive de mandar calar ninguém e não fui obrigado a papar intervalos que cortam o filme sem qualquer critério.
O cinema está vivo; agora, será talvez preciso que aqueles que o amam de verdade se concentrem em tornar a tal “experiência de sala” bastante mais aprazível, e a proporcionarem os meios necessários para que quem quer fazê-lo o faça de acordo com a sua visão. Ainda há casos desses, muitos - e ainda bem; é preciso haver mais.

A única coisa negativa passível de ser dita sobre The Irishman é que não tenha mais 3 horas. Ou 6. Que não dure para sempre. Uma belíssima elegia a uma ideia de cinema criada de raíz por Scorsese com inestimáveis contributos deste incrível naipe de actores. Que tenha estreado numa plataforma de streaming e não em sala é muito apropriado. Aos que tremeram com esta última frase: venham daí as balas. Ouvi dizer que vocês têm a mania que pintam casas.

terça-feira, dezembro 03, 2019

Ozzy, o Príncipe das Trevas, nasceu há milhares de anos, mas nos papéis diz que faz hoje 71.

domingo, dezembro 01, 2019

Quando vi isto, até se me defenestrou o cozido à portuguesa pelo nariz. Como é que dizia o Mário Crespo? “Excelência de conteúdos”.
Boa, SIC Notícias.

quinta-feira, novembro 28, 2019

O Mago de Northampton a invocar as temáticas de George Orwell e Max Aub, e, com Joe Brown, a celebrar a musicalidade de David Bowie, numa pérola em que demonstra, mais uma vez, que é o Autor mais conhecedor da condição humana, das suas inconfessáveis fragilidades e impulsos, que expressa num apaixonado e, também por isso, completo domínio da língua inglesa e da linguagem. Comovente e transcendente na sua proximidade, sórdida, errada, natural e bela. Canção de protesto, lançada em 2012 como forma de apoio ao movimento Occupy Wall Street.

Uma coisa curiosa, e que cada vez acontece com mais frequência, é - o peeps não lê os posts antes de comentar. No máximo, vêem a imagem associada, tiram as suas ilações, e comentam alhos quando a questão era bogalhos. Se colocar uma foto de um bolo de banana a ser comido com sofreguidão, alguém dirá “também adoro bolo de banana”, mesmo que o texto escrito seja a dizer que detesto bolo de banana. O peeps também comentará coisas do tipo “lamento ver mais um post a louvar os bolos de banana, quando há bolos de maçã tão bons dos quais ninguém fala”, e isto apesar do post ser exactamente sobre o facto de haver bolos de maçã tão bons e só se falar dos bolos de banana.
O peeps não lê, só vê os bonecos, e os bonecos são gatilho mais do que suficiente para se porem a falar de tudo menos do assunto em causa; ou, pior ainda, para distorcerem completamente a mensagem que estão a comentar porque nem sequer se deram ao trabalho de ler. Como se pode esperar que decifrem se nem sequer a leram? Em casos mais extremos, acontece também ver aqueles que, num post sobre bolo de banana, vêm falar da problemática das baterias de lítio, ou coisa que o valha. E depois, ainda são capazes de se mostrar ofendidos pela nossa insistência em querer falar de bolos de banana, em vez de baterias de lítio. É um pagode. Cansativo, passível de acabar com essa prática de antanho que era a co-mu-ni-ca-ção, mas, ainda assim, um pagode.
Cada um de nós é a sua própria câmara de eco, e o resto é conversa. Dos outros.

(ps - os comentários feitos a este post são um pequeno exemplo do que falo aqui)

Ainda não tive tempo para me sentar a ver The Irishman, e já adoro o filme, pelas reacções que está a provocar. Há aqueles que dizem: “Vêem? O Scorsese tinha razão, isto é que é cinema, tem profundidade humana, nada daquelas tropelias vazias dos filmes da Marvel”; e depois há os que gritam: “Ignomínia, o que o Scorsese fez aqui pouco mais é que os filmes da Marvel, que coisa mais plástica, pela boca morre o peixe, vergonhoso, gngngaaaa”. E cá se anda, nesta ânsia de querer impor uma ideia de cinema que é a única possível por ser a nossa, uma vontade irreprimível de colocar ênfase numa opinião inquestionável porque é a nossa, dando mais força àquela expressão tão em voga que é “this is why people can’t have nice things”.

Joseph Christian Leyendecker


“Já escrevi não sei quantos posts sobre o tema no FB” é o novo “estudei na universidade da vida”.