segunda-feira, novembro 12, 2018

Mil milhões de obrigados não seriam suficiente.
Excelsior!

domingo, novembro 11, 2018

Do baú: a Bahamut Zine, do excelso Ricardo Campos; número de Março-Abril de 1992 (n.º1), que inclui entrevista aos Neurose, a primeira banda de que fiz parte!

sexta-feira, novembro 09, 2018

Peeps, atenção que a nossa repimpolhante peça só vai estar em cena em Lisboa até dia 25 deste mês, e os bilhetes estão a desaparecer que nem manteiga em focinho de cachorro! Por isso, apressem-se, porque depois o Zé Manel Taxista e a sua trupe seguem para o Porto!

quinta-feira, novembro 08, 2018

Se fosse “apenas” um filme de guerra, OVERLORD seria incrível, com uma sequência de abertura absolutamente esmagadora. Se fosse “apenas” um filme de terror, demonstraria uma eficácia muito para além do que badaladas produções recentes têm oferecido. No conjunto, é uma insana hora e meia que pega o público pelos colarinhos e o abana violentamente até ao último minuto. Julius Avery, Billy Ray e Mark L. Smith, numa produção da Bad Robot de JJ Abrams, trazem-nos este verdadeiro festim de acção e gore, com personagens bem cozinhados, servidos por um elenco de se lhe tirar o chapéu. Atenção a Mathilde Ollivier - palpita-me que vamos ouvir falar muito nesta moça.

quarta-feira, novembro 07, 2018

segunda-feira, novembro 05, 2018

Às tantas, há um diálogo no filme sobre o carácter formulaico de muitos hits musicais. Curiosamente, esse carácter, esse repousar na fórmula, será, talvez, o maior pecadilho de Bryan Singer em todos os filmes que faz. O mesmo neste Bohemian Rapsody; e Dexter Fletcher (não creditado), que acabou o filme depois do afastamento de Singer, não terá conseguido melhorar esse aspecto. Dito isto: Rami Malek é irrepreensível como Freddie Mercury, e o filme é, não só, um deleite absoluto para os fãs de Queen, mas também garantia de conquista de mais admiradores futuros. Os minutos de recriação da actuação da banda no Live Aid, em 1985, fazem valer a pena. Mais que uma homenagem, é uma verdadeira celebração de Freddie Mercury e dos Queen. Impossível não nos comovermos com tudo aquilo, em especial ao ouvir toda a gente numa sala de cinema a cantar em uníssono. Bonito e elegante. Mais biopics destes precisam-se.

Delícia. Das páginas da Archie Comics chega-nos Chilling Adventures of Sabrina: um primeiro episódio dinâmico que não dá tempo para respirar, rapidamente vicia e obriga a uma sessão de binge. Destacam-se os episódios escritos pelo criador dos comics e responsável pela adaptação televisiva, Roberto Aguirre-Sacasa, e realizados por Rob Seidenglanz. Kiernan Shipka (de Mad Men), no papel de Sabrina Spellman, é prova de um casting muito bem feito, mas os grandes louvores vão para Michelle Gomez, Miranda Otto e Lucy Davis. Esqueçam a versão adocicada dos 90s/early 00s: isto é horror teenager de categoria, com piada, sustos, e doses supimpas de empowerment feminino, comme il faut numa história de bruxas. Ainda só vi metade desta primeira temporada, por isso não sei se a série decai (como aconteceu, por exemplo, com Maniac) ou se tem um fecho muito abaixo do par (como Haunting on Hill House), mas, para já, é um deleite. Só o genérico é coisa que apetece comer às colheres.

sexta-feira, novembro 02, 2018

Goran Parlov

Não é Toy quem quer, é quem pode.

Olhó sketch que escrevi para as embasbacantes, assoberbantes e magnéticas interpretações do Eduardo Madeira, Manuel Marques e Gabriela Barros! Foi sábado passado no Donos Disto Tudo!

quinta-feira, novembro 01, 2018

Ficção britânica de primeira água, BODYGUARD é um thriller sólido e envolvente. Destaque para Richard Madden - interpretação sem espinhas. Termo técnico: do cacete.

Dois homens. Uma missão. Qual missão? Ninguém sabe. Talvez nem eles próprios.
TIRO E QUEDA é o filme sobre o qual nos avisaram para ter cuidado quando éramos petizes. Tem porrada, tem amor erótico-libidinoso, tem acção cabriólica e comédia gargalhófica. O que se pode pedir mais de um filme? Muita coisa. Mas deste não.
TIRO E QUEDA - um filme que não se parece com nada!
Estreia 29 de Novembro.

quarta-feira, outubro 31, 2018

TIRO E QUEDA - um filme de arrepiar os calcanhares.
Estreia 29 de Novembro.

terça-feira, outubro 30, 2018

«"Fiction," said Stephen King, "is the truth inside the lie."

Fiction in comics is for me so important as the mutant metaphor is still accurate to this day, specially due to current world events.

We are the mutants. We are the heroes, the villains and the foreign alien menace all together.

We certainly all are, by extension, the outcasts, gays, lesbians, refugies, misfits, people of color and people of different beliefs from whom is expected constrain and ultimately to accept the assumption that it is us who must somehow make ourselves fit into mainstream society, rather than expecting society to become more inclusive.

Chris Claremont once said "The X-Men are hated, feared, and despised collectively by humanity for no other reason than that they are mutants. So what we have..., intended or not, is a book that is about racism, bigotry, and prejudice."

Yes, The X-Men — a team made up of mutants who endured terrible racism (speciesism?) — were inspired by the civil rights movement, including the philosophical dichotomy of Martin Luther King Jr. and Malcolm X influencing pacifist Professor X and militant Holocaust survivor Magneto.

Stan Lee and Jack Kirby actually created Black Panther a few months before the Black Panther Party was founded, but the same social changes inspired both the political movement and the super-powered African king of the fictional nation of Wakanda.

The inspiration behind fiction in comics is a rather great deal. So is the message behind it, as art can do much more than imitate life.

"There are a lot of people who feel that if somebody is not just like me, he's a bad guy. I could see the day come when all of the people with black hair hate the blonds or tall people hate the short ones. I mean, it's ridiculous. It's as though some people feel you just have to hate anyone who is different than you. And if my books and my stories can change that, can make people realize that everybody should be equal, and treated that way, then I think it would be a better world." — Stan Lee dixit.

So today, after taking in the Brazilian election and having to take a break just to breathe after watching the world's news, I thank Mr. Lee, Jack Kirby, Chris Claremont, John Romita Sr., John Byrne and all of those whose words and art inspired more open-hearted people, passing on values that sticked to our core through comic books that set much-needed conversations about tolerance and inclusivity.

We still can change the plot, together. We sure have the obligation to try.»

- Ana Sofia Castanho

35 anos

domingo, outubro 28, 2018

sexta-feira, outubro 26, 2018

Dos melhores concertos de sempre e daqueles que mais pena tenho de não ter estado.

"(...) On the evening of the first round, capoeira master Moa do Katendê, an antiracist activist and educator, was stabbed to death by a Bolsonaro supporter. Katendê had declared that he had voted for leftwing candidate Fernando Haddad. In the south of the country, a 22-year-old woman was attacked on the street. We fear that this is only a foretaste of a deadlier wave of violence.
This hatred and violence is clearly being stirred up by Bolsonaro and his party’s elected representatives. By repeating their misogynous, racist, homophobic and transphobic speeches and provocations, by displaying their firearms, by glorifying the military dictatorship, by spreading false information, they implicitly call for the brutalisation, even murder, of all those who do not resemble them: women and LGBT activists, human rights defenders and indigenous peoples, progressive activists or journalists. (...)
This piece was drafted by the Paris-based Association Autres Brésils, and signed in support by:
Celso Amorim, diplomat, Brazilian; Frei Betto, author, Brazilian; José Bové, member of the European parliament (Group of the Greens/European Free Alliance), French; Chico Buarque, musician, Brazilian; Noam Chomsky, linguist, American; Ada Colau, Mayor of Barcelona; Karima Delli, member of the European parliament (Group of the Greens/European Free Alliance), French; Benoît Hamon, politician, French; Naomi Klein, journalist, Canadian; Noel Mamère, politician, French; Joana Mortágua, MP (Left Bloc), Portuguese; Bill McKibben, author, educator, environmentalist, and co-founder 350.org; Bresser Pereira, economist, Brazilian; Carol Proner, lawyer, Brazilian; Paulo Sérgio Pinheiro, diplomat, Brazilian; Chico Whitaker, co-founder of the Brazilian World Social Forum."
Ler na íntegra aqui.

"(...) É terrível que a Dra. Cristas hesite no seu apoio. Toda a gente sabe que não apoiar o Dr. Bolsonaro é apoiar o regime de Maduro a Venezuela. Qual é a fundamentação desta frase? Nenhuma. Mas é isso em que os brasileiros acreditam e, por isso, temos de respeitar. Em vez de dizer que se absteria nas eleições, a Dra. Cristas podia dizer que votava no Dr. Bolsonaro porque Venezuela. É um argumento imbatível e ninguém a ia criticar por isso." - Jovem Conservador de Direita - ler texto na íntegra aqui.

"(...) Perante o vazio de pensamento não há nada que se possa dizer, que se possa argumentar, que se possa sequer ouvir e tentar compreender. É precisamente aí, nesse buraco, que morre o diálogo, morre a esperança, morre o projecto romântico da humanidade. (...)" - Catarina Homem Marques - ler texto na íntegra aqui.

Capa d'O Inimigo Público de hoje, pelo grande António Jorge Gonçalves.

A não perder, no Teatro da Trindade, A PIOR COMÉDIA DO MUNDO! A célebre peça “Noises Off” de Michael Frayn numa irrepreensível encenação do Fernando Gomes, interpretada pelo próprio e por José Pedro Gomes, Jorge Mourato, Paula Só, Ana Cloe, Cristóvão Campos, Elsa Galvão, Inês Aires Pereira, e Samuel Alves - leque de incríveis actores que leva a cabo a exigente e frenética missão de encarnar estes deliciosos personagens. Um primeiro acto de construção metódica e precisa que tem nos dois actos seguintes consequências hilariantes e surpreendentes.
A peça vai estar ainda este fim de semana em cena no Trindade; seguem-se datas pelo país durante parte do mês que vem, antes do regresso a Lisboa de 22 de Novembro até 27 de Janeiro, e depois seguirá para o Porto. Consultem a página da Força de Produção para ver as datas e locais. E não deixem de assistir.

João César Monteiro

quinta-feira, outubro 25, 2018

O mundo é, de certa forma, um lugar melhor porque enquanto esperamos uma nova temporada de Rick & Morty podemos deliciar-nos com Final Space. Produzida pela Conaco de Conan O’Brien, tem no seu elenco pesos pesados como Fred Armisen e David Tennant, mas é o seu criador, Olan Rogers, que impõe o frenesim constante em que a série se desenrola, não só pela narrativa montada mas também porque faz a voz do protagonista, Gary Goodspeed, e de diversos outros personagens. Há aqui um grau de insanidade que toca nos mesmos pontos sensíveis de todos os que adoram Rick & Morty, mas Final Space é uma maravilha por direito próprio, com uma narrativa mais focada e linear mas nem por isso menos sedutora. Acima de tudo, é francamente hilariante, com uma galeria de personagens memoráveis.

quarta-feira, outubro 24, 2018

Laurie Strode esteve 40 anos à espera de um novo embate com Michael Myers. Os fãs de HALLOWEEN (1978) estiveram 40 anos à espera de uma sequela à altura do original. Este HALLOWEEN (2018) quase chega lá.
David Gordon Green (realização e argumento), Danny McBride (argumento) e Jeff Fradley (argumento) ignoraram - e ainda bem - todas as patacoadas a que o franchise deu origem após a seminal obra do Mestre John Carpenter e construíram uma continuação directa, 40 anos mais tarde. Existe um fervor de fã assumido nas muitas rimas visuais e narrativas que este slasher movie tem com o seu antecessor, e é, nesse sentido um deleite. Onde fraqueja realmente é no clímax: a construção não resulta num final catártico o suficiente. Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) merecia mais. Aquele 3.º acto pedia muito mais.
O final alternativo que já apareceu online (nada de imagens, apenas páginas de guião) dá conta de uma versão que seria talvez mais apoteótica. Não posso adiantar mais sem entrar em spoilers, mas ao que parece o zeigeist teve forte influência no final que o filme acabou por ter.
Os pontos fortes são os momentos em que Michael Myers faz o que faz melhor. E, acima de tudo, a banda sonora - quando se ouve o tema do Mestre Carpenter, a nostalgia bate a quem já o conhece e conquista, quero crer, novos admiradores.

segunda-feira, outubro 22, 2018

Ao terceiro episódio visto, é seguro afirmar: The Haunting Of Hill House é uma das séries do ano. Criada por Mike Flanagan a partir do romance homónimo de Shirley Jackson, oferece um drama familiar soberbamente escrito, servido por interpretações sólidas de todo o elenco. O terror, registo que Flanagan já antes demonstrou dominar, é pretexto para a exploração das complicadas relações familiares dos protagonistas - como é dito a certa altura, os fantasmas também podem ser o remorso, a culpa, o arrependimento. Que pérola!

sábado, outubro 20, 2018

O coelhito e o coiote


Era uma vez um coelhito que, perante o coiote que pretendia degluti-lo, lhe disse: “Anda, coiote, vamos debater ideias que eu estou aberto à compreensão do teu lado nesta questiúncula”, e o coiote comeu-o, ossinhos e tudo.

Fim.

quinta-feira, outubro 18, 2018

Brasiunaro

1
Da fofice


Na senda da normalização do discurso de ódio, criou-se a ideia de que muita gente votou e vai votar em Bolsonaro ‘simplesmente’ porque não vê alternativa, não tendo, por isso, necessariamente de ser racista, misógino, xenófobo, homofóbico. Então que nome se dá a malta que, perante discursos destes, encolhe os ombros? Fofinhos?

2
Das convicções e da falta delas

A falácia do argumento "Se há mulheres, negras e lésbicas a votar em Bolsonaro, não é com certeza porque são racistas, misóginas e homofóbicas". Peeps, isto não é um pacote. Pode ser-se uma coisa sem se ser a outra. Há todo um leque. Um gay pode ser racista, um preto pode ser homofóbico, uma mulher pode ser xenófoba. Aliás, um democrata pouco convicto pode perfeitamente ser o apoiante da proto-ditadura de amanhã.

3
Da poeira para os olhos

Outro argumento muito em voga é aquele do "a extrema-direita está a crescer muito porque a esquerda tem falhado sistematicamente e tem vindo a radicalizar o seu discurso, e isso provoca reacções". Percebo, em certa medida; mas servirá isso então para justificar o intolerável discurso de ódio e regimes autoritários? Portanto, o que estão no fundo a dizer é uma variante do "ela estava a pedi-las". Andam por aí com os decotes muito grandes e mini-saias muito curtas e tal; e, por isso, merecem ser violadas por uma ditadura militar assim à bruta, atrás de um arbusto? É isso, peeps?

4
Do que é dito, do que fica por dizer e, principalmente, do que fica por ouvir

Em relação à desinformação manipuladora da opinião pública (e sem perder de vista aquela máxima “o pior cego é aquele que não quer ver”, ou, como escreveu a Clara Caldeira, "há qualquer coisa na humanidade, em imensos momentos, com ou sem processo eleitoral, que opta em massa por coisas terríveis."), convém sublinhar as palavras do José Meireles num comentário aos posts onde, no FB, publiquei originalmente estes considerandos:
“São os média que lhes dão voz [Bolsonaro e afins]. Essas vozes aparecem porque alguém lhes paga o amplificador. (...) No caso do Brasil, uma estação de TV disse que não iria dar cobertura ao PT, mas não deixou de o fazer ao Bolsonaro. Outra TV entrevistou-o ao mesmo tempo que houve o debate. (...) No caso dos EUA, a Fox queria um candidato. O Trump foi apenas o que estava mais a jeito. Aqui no burgo temos aquele senhor que não gosta de ciganos... Mas comenta o futebol. Normalização da presença. E depois há aqueles que dizem não concordar mas que vão discutir com eles... E estão a contribuir para que a mensagem seja espalhada. (...) não é quem diz, é quem lhes põe o microfone à disposição”.
A manipulação da opinião pública - que, no Brasil, tem tido expressão brava no Whatsapp (ler esta notícia de há pouco) - é campo onde este tipo de candidatos, ou quem neles aposta, mais deita semente. E a manipulação vai sendo feita porque é passível de ser feita, sem que haja mecanismos de real protecção dos valores e do sistema de funcionamento de uma democracia; e grande parte do eleitorado escolhe e escolherá o candidato racista, homofóbico, xenófobo, defensor da tortura porque, lá está, a manipulação precisa de um terreno fértil para crescer, fértil não só de ignorância, mas de uma vontade profunda de não aprender, de ver apenas o que é conveniente; o eleitorado de Bolsonaro (como o de Trump), pode ter, entre si, divergências, mas encontra-se nesse lugar comum de conveniências económicas e sociais. Conveniências para si próprio e para o grupo que lhe é próximo, entenda-se. Quanto ao resto, encolhe os ombros, até ao dia em que, eventualmente, lhe venham bater à porta. Porque - repito, uma vez mais, as palavras da Clara Caldeira - “há qualquer coisa na humanidade, em imensos momentos, com ou sem processo eleitoral, que opta em massa por coisas terríveis”.

Mete mais alto #576


Wooden Shjips
V.
2018