quarta-feira, julho 19, 2017

O efeito de Game of Thrones na cultura popular tem aqui o seu zénite: há pessoas que se unem tendo como traço comum o facto de nunca terem visto um episódio. A formação de um grupo que rejeita colectivamente o fenómeno é o expoente máximo da sua influência. Não tenho memória de outra série que leve as pessoas a juntarem-se pela ausência de interesse que têm especificamente nela. Bando de nerds.

terça-feira, julho 18, 2017

The Disaster Artist. Quero tanto ver isto.

Dizem que John Coltrane morreu há 50 anos feitos ontem; acho que é boato.

LÂMINA: Sexta-feira, dia 21, às 23h, vamos subir ao palco do Festival WoodRock. Venham celebrar connosco. ▲

LÂMINA

▲ Outra review de França à nossa LILITH, desta vez na Kaosguards:

"Dans tous ses aspects, « Lilith » révèle un groupe plein d'assurance et d'audace, fortement influencé par le Heavy Metal de la décennie 70 et par le Rock psychédélique, mais jamais avare d'un sens inné de la puissance tellurique qui sied si bien à l'époque actuelle. Voilà typiquement le genre de voyages que je suis incapable de refuser !"

"In all its aspects, «Lilith» reveals a band full of assurance and boldness, strongly influenced by the Heavy Metal of the 70's and by Psychedelic Rock, but never stingy of an innate knowledge of the telluric power that befits so well the present time. This is typically the kind of travel I can not refuse!"

"Em todos os aspectos, «Lilith» revela uma banda cheia de confiança e ousadia, fortemente influenciada pelo Heavy Metal da década de 70 e pelo rock psicadélico, mas demonstrando sempre um conhecimento inato do poder telúrico que tão bem serve os tempos actuais. O tipo de viagem que não sou capaz de recusar." ▲

Na íntegra / full review aqui.

3 x Roman Cieslewicz

Restaurador Olex com adenda de Fátima Campos Ferreira: "Um preto de cabeleira loira, um branco de carapinha ou um cigano ruivo não é natural."

Nunca nenhum cigano fez um spoiler de Game of Thrones. Só os brancos o fazem. Está na altura de acabar com a impunidade.


IaraNaika

segunda-feira, julho 17, 2017

Ideia para personagem: um cozinheiro excelente que só falha quando é altura de cozinhar. Nome: Chef SIRESP.

Quando estou num dia não, costumo dizer: "hoje estou muito SIRESP".

Frases que Gentil Martins não disse mas podia: "Comecei a separar siameses porque me fazia confusão ver dois homens assim tão juntinhos".

Martin Landau, 1928 - 2017

George A. Romero, 1940 - 2017

Que álbum incrível. Ouvi-o de uma ponta à outra, repetidas vezes, a bordo de um avião. Estava também, na altura, a ler "American Gods" de Neil Gaiman; as letras dos temas "American Valhalla", "Sunday", "Vulture" e "Paraguay" pareciam escritas de propósito para uma banda sonora do livro. A 40 mil pés de altitude, a 900 km/h, a caminho de lugares onde nunca tinha estado, fez tudo sentido, um que trago e ouço agora, estacionário, aqui.

A ideia de que qualquer opinião tem de ser respeitada é, cada vez mais, trazida à baila para legitimar muita parvoeira braba que se diz com propriedade. "É a minha opinião e tens de respeitá-la." Não, peeps. Se a vossa opinião é de que a Terra é plana, p.e., não tem de ser respeitada. Tão pouco debatida. Não há espaço para o debate quando se trata de factos. Factos não jogam na mesma liga das opiniões. O que se deve fazer à opinião de que a Terra é plana é oferecê-la em sacrifício ao Grande Deus Anta da Estupidez Galopante.
"Há que respeitar as opiniões de todos". Não, peeps. Se a opinião de um indivíduo é, p.e., que se deve discriminar alguém por causa do seu credo, orientação sexual, ou etnia, não tem de ser respeitada. O máximo que um Ogre Opinante de dislates desse calibre poderá ambicionar é que lhe desejem boa viagem até à Terra Maravilhosa do E Se Fosses Comer Um Alguidar de Cocó.
Voltámos a idade d'"o respeitinho é muito bonito". Não, peeps. Uma coisa curiosa acerca do respeito é que, para ser respeitada, uma pessoa tem, primeiro, de se dar ao respeito.

O Gentil Martins não anda bem, devia ir ao médico.

Se já existem talhos vegetarianos, para quando frutarias com enchidos de porco?


Roman Cieslewicz

sábado, julho 15, 2017

Molg H.

Os restaurantes não-vegetarianos têm alternativas vegetarianas, nem que seja uma saladinha. E os restaurantes vegetarianos, quando começam a ter alternativas não-vegetarianas? Se eu pedir um bitoque, arranja-se?

Escritório desta noite.

sexta-feira, julho 14, 2017

Tenho a distinta sensação de que escrever é como ser apanhado numa tempestade de areia. Por entre os grãos, muitas coisas pelo ar, algumas não vemos mesmo que à frente do nariz, outras que nos acertam de frente, dos lados, à traição. À medida que se agarram as que interessam, constrói-se um abrigo, o restolho lá fora e o essencial da tempestade cá dentro connosco, e com quem mais queira entrar.


#repost (publicado originalmente a 16 de Abril, 2015; a sensação é cada vez mais distinta)

A arte não vem das pessoas. Mas é para elas que caminha. Essa é a verdadeira transcendência.

quarta-feira, julho 12, 2017

Não dá para mostrar o que realmente está a acontecer nesta cena porque seria alto spoiler. Garanto-vos que é das coisas mais hilariantemente insólitas jamais exibidas em TV.
#1986asérie

terça-feira, julho 11, 2017

▲ LILITH @ The Obelisk:

«There’s a subtle play of scope happening across Lilith, drawn together by post-grunge tonal clarity and vocal melodies, and Lâmina establish themselves as potentially able to pursue any number of paths going forward from here.»

«Há uma abrangência subtil ao longo de Lilith, ligada por uma claridade tonal pós-grunge e melodias vocais, e os Lâmina estabelecem-se como sendo potencialmente capazes de prosseguir qualquer um dos caminhos aqui apresentados.»▲

Full review here

segunda-feira, julho 10, 2017

(Relendo "Um Estranho Numa Terra Estranha", Robert A. Heinlein, 1961)

Valentine Michael Smith: "Descobri porque é que as pessoas riem. Riem porque dói... porque é a única coisa que fará com que deixe de doer. (...) vê se me encontras alguma coisa que te faça rir (...) uma piada, qualquer coisa... mas uma coisa que te faça dar uma boa gargalhada, não um sorriso. Depois, veremos se não existe uma maldade em qualquer lado, e se tu ririas se não existisse essa maldade."

Jill Boardman: "Aparentemente, o mal dos outros é a essência de todo o humor. Isso não é um bonito retrato da raça humana, Mike."

Valentine Michael Smith: "Oh, mas é! (...) A virtude está no próprio riso. (...) é um acto de bravura... e uma partilha... contra a dor, a pena e a derrota."

#repost

Quando me perguntam Huxley ou Orwell, respondo Philip K. Dick.