sábado, agosto 06, 2016

Que os EUA tenham ganho medalha de ouro na modalidade de tiro é uma surpresa tão grande quanto ter a equipa dos refugiados no pódio da canoagem.

#Rio2016

sexta-feira, agosto 05, 2016

Ideia para filme: atleta sofre mutação genética depois de se banhar nas 'águas olímpicas' do Rio e torna-se um super-herói. Luta com o Temer. Perde. Fim.

A propósito das recentes declarações de Clint Eastwood, lembrei-me deste bit do brilhante Bill Burr no seu "I'm Sorry You Feel That Way", de 2014.

Se todos os indivíduos que insistem na graçola do "a minha vizinha da frente é toda boa, será que vou ter de pagar mais IMI?" vissem os seus impostos agravados, acabava-se a crise mundial, a fome no mundo, e o cabelo do Trump passava a ser Dusty Fleming.

O inventor do corrector ortográfico devia ir era para a porta que o ganiu.

Joey Ramone não morreu, vive no meu bairro, e é uma mulher.

Estranhei a viagem paga pela Galp ao secretário de Estado, olhando para Rocha Andrade pensava que o que lhe costumavam oferecer era presuntos.

quinta-feira, agosto 04, 2016

Vi há pouco o Suicide Squad


Nenhum texto que se escreva sobre Suicide Squad pode começar de outra maneira que não seja: Margot Robbie, faz-me um filho.

Tendo isto resolvido - queria tanto ter adorado este filme. Mas não aconteceu. E o providencial "O problema não és tu, sou eu", aqui não se aplica. O problema é mesmo do filme. Vamos a isto? Sem spoilers? Ok, vamos a isto sem spoilers. Mas atenção que, se querem ir completamente virgens para a sessão, então arredem-se de ler isto; não tem spoilers, mas não deixa de ser a minha visão.

Suicide Squad é o desastre que muitos apregoam? Não. Entretém? A primeira metade (que, atenção, também tem problemas à farta). O espectador envolve-se? Meh.

É a prova de que o problema nas adaptações da DC ao cinema não tem a ver com o tom sombrio (como se mais provas fossem precisas depois do inenarrável Green Lantern). Tem momentos de galhofa, mas é galhofa daquela de fazer um ligeiro esgar num dos cantos da boca; raras são as vezes em que deixamos escapar genuína gargalhada. O problema aqui, acima de tudo, é o argumento. Desgarrado, com problemas de estrutura e dinâmica incompreensíveis; previsível e, quando não é, é pelos piores motivos (já lá vou). A edição não ajuda: tendo em conta o que vimos nos trailers - qualquer um deles muito superior ao filme -, é de ficar boquiaberto com algumas das escolhas feitas na montagem. Já para não falar de que alguns dos momentos altos dos trailers nem sequer chegaram ao corte final (talvez que fiquem reservados para o blu-ray, mas essa é moda que não papo).

O elenco é bom, entrosado - pena que tenham pouca oportunidade de interagirem, que pouco lhes seja dado para fazer. Joss Whedon teria feito maravilhas com estes personagens, interpretados por este elenco (vamos esquecer que Whedon fez o Age of Ultron, ok? Pronto). Will Smith domina, como seria de esperar, e sem esforço aparente. É daqueles actores que, quase sempre, sobrepõe a sua personalidade ao personagem e ninguém lhe consegue levar a mal; antes pelo contrário. Margot Robbie domina, e mal posso esperar para ver o filme a solo que lhe está reservado. Viola Davis - num dialecto extraterrestre qualquer, Viola Davis significa "Aquela Que Parte a Louça Toda" e é exactamente isso que ela faz em qualquer papel que interprete. Aqui não é excepção: Viola Davis é Amanda Waller, uma transposição perfeita dos comics para o cinema (felizmente que o guião lhe dá o suficiente para brilhar). A surpresa: Jai Courtney. Pena é que o personagem que interpreta, Captain Boomerang, não tenha qualquer tipo de evolução durante a história. Desperdício.

E, por falar em desperdício: há personagens que pelamordedeus. Uns não estão lá a fazer nada, outros fazem coisas que não faz sentido que façam porque não há motivação nenhuma, nada que os tenha levado àquele momento. Verdadeiros Deus Ex Machina - acontece porque dava jeito. É coisa para fazer rasgar um pedaço da cadeira do cinema com as unhas, quando nos agarramos e torcemos no assento; reviravoltas completas dos personagens que acontecem sem construção, caídas do ar.

Cara Delevingne. Não me façam falar da Cara Delevingne. O que é aquilo? Quem é que a deixou fazer aquilo? Quem é que a pôs a fazer aquilo e disse "boa"? Não, Cara, assim não brinco. És fofa e tal mas pôrra, Cara.

Jared Leto tem uma abordagem interessante ao Joker. E não consigo dizer mais do que "interessante" porque neste filme ele está longe de ter uma posição de destaque. Funciona como love interest da Harley Quinn e não vejo problema nenhum nisso. Havemos de ter mais Joker Leto em filmes futuros. E o que o Jared fez aqui já bastou para me deixar com vontade de ver mais. Tirando aquela coisa dos 30 Seconds to Blargh, o Jared dá sempre grandes alegrias ao peeps.

Depois, há uma coisa em específico que acontece, e da qual eu não posso falar porque prometi que não ia spoilar nada, mas é uma cena que é tão, mas tão, mas tão avessa a tudo o que o personagem (não vou dizer qual) representa que, das duas uma: ou David Ayer não tem a mínima noção do personagem com que está a lidar (o que me parece impossível), ou achou que era extremamente subversivo pô-lo nesta posição. Se era essa a intenção, para mim não resultou. Aliás, a partir daí não consegui deixar de continuar a assistir ao resto do filme com um sentimento de desconfiança.

O antagonista? Vou dedicar tanto tempo a escrever sobre o antagonista quanto o argumento se dedicou a desenvolvê-lo.
Pronto, já está.

A sensação que fica: a experiência de fazer este filme foi do caraças, todos os envolvidos se relacionaram e criaram laços, sim senhores, e por isso é que parecem tão entrosados nos press junkets; mas isso não passa no ecrã, não está no filme, a história não permite a cumplicidade entre os personagens, a cumplicidade de que o filme depende. Não há construção. A própria banda sonora sofre com isso. Tanto hit a musicar o quê? A fórmula do Guardians of the Galaxy (que só é nova em filmes de super-heróis) funcionou porque estava a servir uma história, personagens bem escritos, bem desenvolvidos. Quando está ao serviço de uma coisa tão mal estruturada como este Suicide Squad, cai no vazio.

Enfim, que pena.

Se acho que devem ir ver o filme? Sim, deve ser visto, e deve ser visto em Imax. Não ver em Imax um filme pensado para ser visto em Imax é como ver um filme num smartphone. Disse.
Agora, o que fazem melhor é: logo a seguir a verem este Suicide Squad, assistam à longa-metragem de animação Batman: Assault on Arkham. É praticamente com os mesmos personagens (salvo algumas diferenças) e só não dá cinco a zero a este Suicide Squad porque este tem Margot Robbie. E eu, não sei se já vos disse, mas quero que a Margot Robbie me faça um filho. E tem de ser já, porque depois são nove meses de concepção e em Junho de 2017 já tenho apalavrado com a Gal Gadot engravidar dela quando sair o Wonder Woman.

quarta-feira, agosto 03, 2016

Tendo em conta o nome do Andanças, não estranho que o peeps que foi de carro tenha agora de andar a pé.

Vou ali babar-me e já venho.

Vergonha. ‪#‎chicosespertosgonnachicoespertar‬

A kabonguização das redes sociais

El Kabong, alter ego do Quick Draw McGraw, aka Pepe Legal, usa a viola de uma maneira pouco ortodoxa. Dó-Ré-Mi e todas as notas seguintes e intermédias passam a resumir-se a um kabong! sonante, com evidentes mazelas para o receptor da melodia que, normalmente, a recebe em cheio no toutiço. O que aqui temos é um caso evidente de algo que passa a ser usado de maneira diferente daquela para que foi originalmente concebido. O mesmo se passa com as redes sociais. Sendo que as frequento há mais de dez anos, tenho tido oportunidade de verificar o quanto têm mudado, em virtude não só das novas políticas de utilização por parte do fornecedores das diferentes plataformas, mas, acima de tudo, pelo uso que lhes vai sendo dado. Acontece que não tenho a certeza de querer usá-las em modo-kabong!; e até se podia dizer "mas cada um usa como quer: uns dedilham acordes, outros kabongam e assim é que é bonito", e sim senhores, muito bem - o problema é que usamos todos a mesma viola, e se os Pepes Legais da vida (que, é preciso dizê-lo, não são tão Legais quanto o Pepe), insistem em kabongar, vão acabar por dar cabo da viola e a malta deixa de poder sacar-lhe um Dó que seja. E isso é... qual é a palavra? Ah, sim: é uma merda.

Eu sou do tempo em que a desinformação ocorria fora das redes sociais.

terça-feira, agosto 02, 2016

Mete mais alto #478

Juhani Aaltonen / Reggie Workman / Edward Vesala - Prana - live at Groovy (1982)

Há passagens do "Há sempre tempo para mais nada" que não me largam, a actualidade tem conspirado em prol desta permanência.

“President has almost 100% control over launch of nuclear weapons in any circumstance/any condition he so chooses”

Buenos dias.

quinta-feira, julho 28, 2016

Lâmina: 666.ª feira, 13 de Março de 2015 no Musicbox Lisboa.

Confessem lá: não estavam nada à espera desta, pois não?

Nódoa:

Brevemente, excertos da nossa actuação no Jardim de Verão da Fundação Calouste Gulbenkian.

Escrever 10000000000 vezes na ardósia - o que sentes é o que sentes, não é um facto.

Mete mais alto #477

THE DOORS - STRANGE DAYS

♥♥♥

terça-feira, julho 26, 2016

Isto está a acontecer.

"The Trump Apocalypse Watch is a subjective daily estimate, using a scale of one to four horsemen, of how likely it is that Donald Trump will be elected president, thus triggering an apocalypse in which we all die."

Não é o winter que está coming, é o Trump.

Brevemente

sexta-feira, julho 22, 2016

A ideia é que quando se diz 'atraso' a coisa não seja literal, mas torna-se difícil quando, por exemplo, 2016 traz a) reacções a comentários de José Cid em 2010, e b) os protestos de ontem contra o pagamento de portagens na Ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto (isenção suspensa desde 2011). Em relação às portagens, pois sim senhores, mais vale tarde que nunca, é o adágio dos que vão adiando e dos distraídos; mas a cada óbito com anos que é badalado como do dia, a cada história com barbas, resto de colecção que volta às montras sem preço de saldo ou explicação, quantas manigâncias reais e de agora nos passam debaixo do nariz sem lhe tomarmos o cheiro? Quantos lamentos frescos, viçosas preocupações, ou raivas no ponto - já para não falar nos projectos e ideias e planos - vão ficando na gaveta?, até ao dia em que nem é uma questão de já virem tarde: é que já vêm tarde demais.

quinta-feira, julho 21, 2016

"I don't repeat myself. I don't repeat myself."
- Donald Trump

Há uns anos valentes assisti a uma actuação do Grande Serip, Mestre da Micromagia, amigo do meu amigo Rui Cardoso Martins que, aliás, fez de Serip personagem do seu romance "Deixem passar o homem invisível". Na magia de Serip via-se o que tentava esconder nas mãos e nas mangas, viam-se os fios, via-se o truque, sem resguardo capaz. E nós, na assistência, a fazer de conta que estava tudo bem, que as salsichas que Serip pretendia fazer aparecer do ar não lhe escorregavam pela manga abaixo. Assim está o mundo perante o que se passa na Turquia: um mal-amanhado golpe de Estado em que se topam os fios e os truques com espelhos, um Erdogan a aproveitar-se da situação cheio de manhas na manga, a fazer uma razia de todos os possíveis e eventuais opositores que vão sendo afastados e presos como que - aí, sim - por magia; e o mundo a fazer de conta que não se passa nada de esquisito. A grande diferença: mesmo mostrando tudo o que tinha nas mangas, o Grande Serip dava um espectáculo memorável, não menos merecedor de aplausos do que se estivesse a separar as águas do Mar Vermelho. Já o que Erdogan está a fazer, sendo também memorável (até porque as repercussões disto vão ser mais que muitas), não merece palmas; merece dedos que o apontem, dizendo que o Erdogan - que quer ser Rei, Imperador Supremo, Darth-Lex-Vader-Luthor - também vai nu. O Erdogan vai nu, sem uma parrita a tapar-lhe as partes, e ninguém lhe diz "Jovem, então mas isso é assim, nem sequer uma sunga?"

Na foto: Erdogan executa o famoso truque de fazer aparecer uma lira turca de trás da orelha.

quarta-feira, julho 20, 2016

Donald Trump é oficialmente o candidato republicano à presidência dos EUA. Ainda agora começou o Verão e o winter já está coming.

terça-feira, julho 19, 2016

Todos os anos, por esta altura, o drama dos animais abandonados repete-se, e este ano não é excepção. Enquanto este tipo de comportamento irresponsável e desumano persistir, resta-nos acolher os pobres bichos e dar-lhes o amor e o conforto que merecem. Encontrei este Pikachu em Sta. Apolónia; é meigo, um bocadinho traquina, emite potentes descargas energéticas, e está à procura de dono. Quem estiver interessado num novo e fiel amigo, contacte-me.

"Eu odeio Pokémon GO porque sou adulto e maduro e-- OH MEU DEUS, A KHALEESI MONTOU O DRAGÃO DROGON E ESTÁ A DIZIMAR OS MESTRES DE MEEREEN!"

E aquele pessoal que embirra com os jogadores de Pokémon GO porque "andam atrás de seres que não existem", mas depois acredita em deus?

segunda-feira, julho 18, 2016

Só espero que os haters do Pokémon GO não tenham carta de pesados.

Os Pokémons não existem? São mais reais do que o suposto 'golpe de Estado' na Turquia, que só serviu para a limpeza Erdoganiana. O 1.º caso trata de realidade aumentada; a aceitação do 2.º, de mentalidade diminuída.

Quanto mais conheço as pessoas, mais prefiro Pokémons.

‪#‎JeSuisPokémonGO‬

O Pokémon Go também tem servido para deixar bem patente a facilidade com que a felicidade de uns desperta o ódio de outros. Cada vez que ouvir aquela conversa do "a melhor resposta que podemos dar aos terroristas é fazermos as coisas que nos dão prazer e eles desprezam", vou dar por mim a tentar perceber porque é que uma dessas coisas não pode ser um jogo de smartphone.

E aquele pessoal que diz mal de quem caça Pokémons no GO mas que depois caça DST's no Tinder?

O meu amigo Meireles garante-me que o Éderzito é um Pokémon.

A friend of mine was trying to capture a rare pokémon before realizing it was Danny DeVito.

ÚLTIMA HORA: Messi só reconsiderou o abandono da selecção depois de ser rejeitado do elenco de ‪Pokémon GO.

Ainda ninguém apanhou o pokémon Marques Mendes?

E aquele pessoal que está constantemente a criticar a "carneirada" (agora os alvos são os jogadores de Pokémon Go) e depois é adepto de futebol? Isso já não é carneirada? AH!

Acalmem-se os fachos: os Pokémons NÃO são refugiados.

sexta-feira, julho 15, 2016

A solução simplista do "vamos rebentar com os terroristas" só faria sentido se houvesse um Pokémon Go para detectar terroristas. Não há.

A ignorância é a matéria-prima do terror. Cada ignorante é adubo para o medo, a paranóia e o ódio, territórios férteis para o terror.

Aquele pessoal que nestas alturas se lembra de criticar quem coloca bandeiras nas fotos de perfil também pode bem ir para o caralhinho.

A malta que concorda com e retweeta as alarvidades do Piers Morgan é profundamente ignorante.

Vergonhosa, a exibição de imagens das vítimas de Nice por vários canais de TV. Propagam o terror que os assassinos querem espalhar. Patético. Obsceno. Nas redes sociais, já vi quem divulgasse fotos. São as vossas páginas, façam como quiserem. Preciso de limpar o feed, estou a aproveitar as dicas que me vão aparecendo.